Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

27
Abr 05
Li há dias o artigo do deputado Cláudio sobre a Escola, discordando de o Governo não construir uma nova Escola Secundária. O ex-presidente da Câmara de má memória, num tom pidesco, quer saber quem discorda da sua ideia, não sei para quê. Talvez para anatematizar os cidadãos que não pensam como ele e que já o manifestaram publicamente.
Uma nova escola fora da Vila tem a oposição não só dos Lajenses, mas também de outros exemplos que se podem colher da prática seguida em todas as cidades e na maior parte das Vilas dos Açores e do Continente. Sabendo-se que a Escola é também um polo de concentração de consumidores - os alunos - desviá-lo do comércio é matar o comércio tradicional e local.
É isso que o deputado do PSD pretende? Certamente, pois foi isso que fez durante o seu mandato. Desviar da Vila tudo quanto fossem serviços e novas habitações.
Se não vejamos: Quando as pessoas começaram a construir na Silveira e na Almagreira, tentou a Câmara formar uma nova urbanização à saída da Vila, no sentido oeste, para o lado das Terras? Não! apesar da vista e proximidade da Vila são por demais cobiçados. Antes desenvolveu-se um parque industrial, que só o é de nome.
Ao contrário, preocupou-se a camara com o ordenamento urbanístico da Silveira e da Almagreira? Não. As casas foram surgindo uma atrás da outra, sem acessos dignos e fáceis, e agora é difícil gerir o território porque as casas estão lá e já ninguém as tira.
Portanto, a Vila merece que a Escola seja ampliada, melhorada e dignificada, mas continuando onde está, ou eventualmente, e porque todas as distãncias são poucas, implantando-se noutros edifícios que os´há também dentro da Vila. Como acontece em universidades americanas, onde os alunos se deslocam de um edifício para o outro sem quaisquer problemas.
Retirar a Escola da Vila, é matar as Lajes e isso é o que está a acontecer com a desertificação do mais antigo e mais ordenado centro urbano da Ilha do Pico.
publicado por sim às 12:51

26
Abr 05
Aconteceu o nosso sonho. A TAP aterrou em meia pista, com os picoenses de gema presentes. Sim porque alguns que se dizem da terra, gozaram coim o nosso entusiasmo e alegria. É pena, mas nem todos sentem e tem alma de picarotos.
Foi um dia histórico e para a história ficam as palavras do Presidente que também se emocionou quando no ar viu que todos os caminhos íam dar ao aeroporto.

"é “uma nova janela de oportunidades que fica aberta nesta ilha, sugerindo novos voos para o progresso económico e social” da ilha.



A afirmação é do presidente do Governo Regional, Carlos César, pouco depois de ter chegado à ilha montanha no voo inaugural da TAP, proveniente de Lisboa.



Considerando que este foi “um dia grande” para o Pico e para os Açores, o chefe do executivo realçou as dificuldades encontradas para levar à prática esta componente do novo modelo de transporte aéreo definido pelo Governo.



“Havia quem afirmasse que o piso da pista do antigo Aeródromo do Pico não tinha a compactação suficiente para aterrar aviões de maior dimensão, havia quem argumentasse que esta “gateway” não se justificava por não ter viabilidade económica; enfim, havia quem não quisesse, por razões que ainda hoje desconheço!”, sublinhou.



Apesar disso, acrescentou, o Governo “foi determinado nos seus propósitos” e levou o projecto avante porque, explicou, “o modelo de desenvolvimento que adoptámos para os Açores implica um claro empenhamento no crescimento integrado de todas as nossas ilhas, e esse empenhamento não foi nem é revogável por quaisquer considerações marginais aos esforços de concretização do interesse regional”.



Carlos César disse, depois, que não foi nem é por “uma obsessão reguladora conceptualmente desactualizada e artificializadora” que os açorianos, desde o início do seu regime autonómico, lutaram para criar as condições para que os bens e serviços essenciais custassem sensivelmente o mesmo em todas as ilhas do arquipélago, luta que, acrescentou, para quem não vive na Região é, por vezes, difícil entender.



“Fazemo-lo, porque, numa dimensão nacional e regional solidária, importa ajudar a suprir obstáculos potencialmente permanentes que impedem a concretização de níveis de acesso ao bem-estar e à competitividade económica dos nossos espaços territoriais” e é nesse contexto que deve ser encarado, “certamente ainda por um período de tempo consolidado, o serviço público de transporte aéreo de e para os Açores, incluindo, agora, as ilhas do Pico e de Santa Maria”.



O chefe do executivo considerou a abertura das “gateways” do Pico e de Santa Maria como “um passo importante” para que, nestas duas ilhas, o sector turístico tenha “um forte impulso e uma tendência multipolar”, não deixando de reconhecer que os resultados “nunca são imediatos”.



O investimento envolvido nas diversas obras do Aeroporto do Pico, cuja pista foi ampliada e certificada pelo INAC, ainda em 2004, ronda os 26 milhões de euros e foram projectadas para permitir um acréscimo progressivo das capacidades de utilização.



Nestas obras, estão incluídas a ampliação da pista do aeroporto, o aumento da placa de estacionamento das aeronaves e a sinalização luminosa e a construção da nova aerogare (que ficará com uma área útil aproximada de seis mil metros quadrados), da torre de controlo, das diversas infra-estruturas e equipamentos ligados aos bombeiros, do parque de estacionamento de viaturas, das vias de acesso rodoviário, da aquisição de mobiliário e de terrenos e da instalação de ILS – Sistema de Aterragem por Instrumentos, cujo programa preliminar já está concluído.



Carlos César reconheceu, por outro lado, limitações nos aeroportos dos Açores, devido à orografia das ilhas que limita as alternativas à localização das pistas, pelo que o sector do transporte aéreo e das suas infra-estruturas continuará, na legislatura iniciada há cinco meses, “a merecer uma atenção muito especial do Governo Regional”.



Como exemplos de outros investimentos do executivo regional no sector, o presidente do Governo lembrou as obras, em fase final de construção, das aerogares de São Jorge, das Flores e das Lajes, na Terceira, cujo custo previsto ronda os 24 milhões de euros, e anunciou que já foi adjudicado o estudo da melhoria da operacionalidade do Aeródromo de São Jorge.



Aproveitando a presença do secretário de Estado das Obras Públicas naquela cerimónia inaugural, que agradeceu, Carlos César relembrou alguns compromissos “já assumidos, mas não cumpridos, pelos últimos governos da República”, designadamente em relação às diversas infra-estruturas aeroportuárias dependentes da ANA – Aeroportos de Portugal, SA.



“Relembro a ampliação da pista do aeroporto da Horta, em mais 500 metros, e a ampliação da aerogare e da placa de estacionamento no Aeroporto de Ponta Delgada”, disse, tal como referiu a instalação de um radar “que permita ter nos Açores mais um instrumento, de grande importância, de ajuda à navegação aérea comercial, equipamento cujo projecto e instalação está a cargo da NAV Portugal”.



Por outro lado, o chefe do executivo realçou a importância da renovação da frota da SATA - AIR AÇORES, em estudo, investimento que deve, no seu entender, compatibilizar as necessidades de serviço público “com a melhor forma de fazer chegar a todas as ilhas os fluxos turísticos que, neste momento, apenas chegam com maior fluidez a algumas”.



A existência da nova “gateway” para o Pico, explorada em regime de code-share entre a TAP e a SATA, já significou “um forte estímulo ao desenvolvimento local e um encorajador impulso nos projectos de investimento turístico”, revelou, sustentando esta afirmação com o incremento recente de candidaturas de iniciativas empresariais aos diversos sistemas de incentivos às actividades económicas, as quais, sem contar com as relativas ao sector primário, já ascenderam a um valor de investimento superior a 13 milhões de euros.



“Quem tem, ainda, na memória o isolamento que esta ilha sofria há apenas algumas décadas atrás, certamente reconhece a importância do dia de hoje. O Pico deu um enorme passo em frente, cujas consequências serão, naturalmente, mais visíveis a médio e a longo prazo”, concluiu o presidente do Governo.

Agora que venham daí as iniciativas para justificarem ainda mais as nossas espectativas.
Que os picoenses optem por sair e entrar pela sua terra, para que a TAP e a SATA se convençam de que o aeroporto da Horta é alternativa, mas para situações extremas e não para ligações normais.
É aos picarotos que compete defender o seu aeroporto: Viajemos preferencialmente pela nossa "gateway".

publicado por sim às 13:20

20
Abr 05



O secretário regional da Habitação e Equipamentos, José Contente, anunciou a colocação a concurso público, ainda este ano, da empreitada de repavimentação da Estrada Transversal Lajes-S. Roque, na ilha do Pico.


A repavimentação dessa estrada, que constitui uma via fundamental na ligação entre as costas Norte e Sul da ilha, está orçada em cerca de quatro milhões de euros, prevendo-se a sua execução num prazo de 14 meses.


Em termos de reabilitação das estradas regionais, José Contente, que hoje iniciou uma visita de dois ao Pico, disse que está, também, em fase de conclusão a obra, iniciada em 1997, de fecho do “anel” em tono da ilha.


Brevemente ficarão concluídos, no Pico, os trabalhos de repavimentação de 102 quilómetros de estradas à volta da ilha, num investimento superior a 12 milhões de euros, explicou.



Segundo José Contente, trata-se de uma “grande obra pública que dá grande satisfação e orgulho” não só àqueles que visitam o Pico mas também ao Governo Regional, que “proporcionou este investimento”.



O titular da Secretaria Regional da Habitação e Equipamentos considerou ainda que o Pico, graças ao grande investimento público aqui realizado, já se encontra no “top” das ilhas com melhores acessibilidades terrestres.



O governante anunciou, ainda, para o corrente ano, a repavimentação dos ramais de ligação da estrada regional à Prainha, Calhau e S. Mateus.

publicado por sim às 16:28


1.-Há muito ambicionamos pela ligação directa entre Lisboa e o Pico. Será hoje? Vamos a ver. De qualquer modo a "guerra" ainda não está ganha. Precisamos de muita firmeza e de sermos reivindicativos para que no final do ano não nos venham dizer que afinal não há passageiros suficientes que justifiquem uma ligação directa com a capital.
Devemos estar unidos neste objectivo.
2.-Como responsável por este blog, quero no entanto dizer que todos têm a ele acesso.
Tragam ideias, sugestões, avoquem novos e velhos problemas sobre as Lajes, que todos estamos abertos à discussão.
As Lajes é a nossa terra e por isso todos temos a obrigação de dar o nosso contributo para que nela valha a pena viver e voltar sempre.
publicado por sim às 12:46

08
Abr 05
Vão ser assinados segunda feira os planos de emergência das Lajes do Pico e de São Roque.
São documentosa fundamentais, mas para não ficarem no papel.
Oxalá sirvam de alguma coisa, sobretudo para eventuais enchentes de mar, como o que ocorreu em Março.
Teria sido importante que a população se tivesse prevenido mais cedo e que a Câmara não tivesse deixado construir edifícios junto ao mar, sem as populares e ancestrais protecções nas portas. Assim não há planos que resistam.
publicado por sim às 12:59

05
Abr 05


1.- O início dos voos entre o aeroporto do Pico e Lisboa, previsto para 20 de Abril, tem gerado alguma perplexidade e incerteza quer nos picoenses quer nos operadores turísticos.
Após a informação prestada no dia 18 de Março pelo Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) às companhias aéreas SATA Internacional e TAP Portugal, que operam nos aeroportos dos Açores, no âmbito do serviço público de transporte aéreo, de que fora aprovada a carta de aproximação por instrumentos ao Aeroporto da Ilha do Pico, julgava-se que se iniciaria, de imediato, a operação regular.
Mas tal não aconteceu. Se a situação ocorresse com uma rota, confirmadamente, mais lucrativa, (um qualquer aeroporto de um cobiçado destino europeu, sul-americano ou asiático, por exemplo) por certo a TAP teria movimentado as suas influências, até diplomáticas para conseguir os seus intentos e logo que chegassem as autorizações, de imediato se iniciaria a operação, meticulosamente programada…
Com o Pico isso não aconteceu. Por culpa da TAP e da SATA-Internacional, que com a sua congénere partilha as mesmas obrigações e responsabilidades de serviço público em sistema de “code-share”.
33 dias é tempo demaisi para quem já deveria ter programados voos, horários, sistema de vendas e informação junto dos operadores turísticos.
Perderam-se quatro meses, tempo precioso para promover um aeroporto dotado de uma pista com 1.760 metros de comprimento. Maior que a anterior e movimentada pista (1.700m) do aeroporto do Funchal, onde os pilotos da TAP operaram anos e anos!
Perderam-se quatro meses na formação do “histórico” do movimento de passageiros que, em 2006, será analisado para se decidir ou não da inclusão ou não deste aeroporto nas rotas das companhias aéreas que operarem nos Açores ao abrigo do serviço público de transporte aéreo com o continente.
Perderam-se quatro meses, que não se recuperarão na época alta, pois a TAP e a SATA – Internacional poderão sempre invocar que aquela rota dá, eventualmente, prejuízo.
Então, para que servirão os avultados investimentos que o Governo Regional está ali a efectuar: nova aerogare, nova torre de controlo, novo quartel de bombeiros, novo parque de estacionamento de aeronaves, novo armazém de cargas, investimentos de alguns milhões de contos?
A promessa cumprida de Carlos César de ampliar o aeroporto do Pico para voos mais altos, foi aplaudida pelos picoenses e Duarte Ponte levou o compromisso até ao fim. Assim sendo, como se põe em causa uma decisão governamental, visando uma estratégia de desenvolvimento de um sector económico cujos benefícios todos começamos a sentir?
Acaso pretender-se-á, com este atraso, regressar apenas às três portas de entrada e saída para o Continente, deixando de fora Santa Maria e o Pico? Ou a estratégia é centralizar no aeroporto de Ponta Delgada todas as chegadas e partidas dos Açores, atendendo à capacidade de transporte das novas aeronaves? O que se está a esconder?
Antevendo que estes cenários são possíveis, aqui deixo as minhas inquietações, que são também as da população picoense, habituada a ouvir dos funcionários da SATA: “Tente o aeroporto da Horta”. Como se o Faial ficasse logo ali e não fosse necessário esperar pela lancha, pagar bilhete, tomar táxi para Castelo Branco e esperar pelo avião, tudo custos e incómodos que, sobretudo doentes, idosos e visitantes não suportam. É assim há anos, com a anuência(?) dos responsáveis da SATA.
O atraso de quatro meses do primeiro voo de ligação com Lisboa, velha aspiração que tanto entusiasmou os picoenses, parece traduzir o velho fadário da Ilha do futuro.
2.- Há dias uma deputada do PSD afirmou no parlamento, que o órgão de pedais da Matriz da Madalena “por mais incrível e lamentável que pareça foi parar ao lixo”.
Fiquei admirado pela contundência desta afirmação que vindo de uma parlamentar devia ser verdadeira e confirmada. Pois nem uma coisa nem outra. No “Ilha Maior” o pároco da Madalena “refutou aquelas afirmações lamentando que a deputada as tenha proferido sem contactar com a paróquia”. E esclareceu que o dito órgão “foi apenas retirado, encontrando-se à guarda da paróquia para ser restaurado quando for possível”.
Espero, pois, como cidadão eleitor que a cidadã-deputada se retrate, suba à tribuna, reponha a verdade e diga que errou. Só lhe fica bem.
Caso contrário será mais um mau exemplo prestado à democracia e à política.

publicado por sim às 16:52

01
Abr 05

http://lajes.blogspot.com

Agora com novo título, o blog das Lajes está de novo aberto. Venham daí sugestões e temas para discutirmos o futuro da nossa terra e as personalidades que se perfilam para levar por diante a sua história e desenvolvimento. Ontem, fiquei pasmado com o pedido da Presidente Sara: calamidade pública para os estragos do mar. Peçam outras coisas e não pedinchem. Giram melhor os dinheiros públicos e apostem na iniciativa privada e em novos empresários. Batam à porta de investidores externos e dêem-lhes facilidades e verão que as Lajes vão dar um grande salto. Quer comentar?

publicado por sim às 18:20

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