Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

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Dez 09

Limitações da pista da Horta obrigaram o avião da Sata Internacional que fez ontem o voo Lisboa/Horta/Lisboa, a fazer escala técnica de reabastecimento em Ponta Delgada.

É nestes termos que reza a notícia publicada no AO de Ponta Delgada, provavelmente com origem na LUSA.

"A escala forçada em Ponta Delgada, deveu-se, segundo o porta-voz da SATA não só a restrições operacionais no aeroporto da Horta, mas também às más condições atmosféricas em rota de destino."

E o jornalista da Lusa(?) acrescenta: o caso não é comum mas volta a colocar em evidência as restrições na operacionalidade do aeroporto da Horta com aeronaves de maior dimensão que se devem, em grande parte à reduzida dimensão da pista."

 

A notícia foi divulgada pelos media nacionais e regionais e constitui uma forma de "lobbiing" para pressionar a ANA e sobretudo o Governo Regional, que já se comprometeu a apoiar a pretenção faialense, a desenvolver a ampliação da pista. Quem conhece o  aeroporto de Castelo Branco observa, claramente, a grande dimensão da obra pretendida, pois as extremidades das pistas estão já no limite.

 

O que aconteceu ontem na Horta, sucede bastas vezes no Pico, sem que o correspondente da agência LUSA e os restantes meios de comunicação social, disso façam notícia.  Esta é a grande diferença no tratamento de determinados factos.

Só agora é que os deputados picoenses, primeiro os do PSD e depois os do PS vieram manifestar-se contra a situação. Todavia, o PS, limitado pela estratégia governamental, interroga a TAP, quando deveria forçar o GRA a tomar o assunto a peito e a levar até ao fim  as obras aeroportuárias por todos saudadas.

 

A não ida da SATA-Int à Horta, ontem, foi bem aproveitada.

Os picarotos, porém, não são ingénuos e conhecem os meandros da política e da força incompreensivelmente existente do outro lado do canal, de onde nada terão a esperar.

Prova-se, afinal, que a pista do Pico, se tivesse maior dimensão, dispensaria o sistema de aterragem por equipamentos ILS, cujo custo ultrapassa em muito as opretendidas e necessárias bras de ampliação. Mas nada se faz, nem se reclama.

Do outro lado movimentam-se influências para conseguir expandir sobre o mar uma pista já de si suficiente para o tráfego da Ilha. E nós por cá, assistiremos  impávidos e serenos à desactivação paulatina de uma pista que nunca passará de aeródromo.

 

É caso para dizer: o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita e cada povo tem o que merece!

 

publicado por sim às 19:05

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