Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

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Mai 08

Um dia destes um iate andou às voltas sem saber se podia entrar na baía junto à muralha de defesa da Vila. Entrou, voltou a sair e foi para junto do Portinho e só voltou porque uma embarcação foi junto dele, dizer-lhe que podia entrar no porto das Lajes. Só mais tarde apareceu a polícia marítima.

Ora tudo isto acontece porque a Delegação Marítima das Lajes, só existe no papel, ou melhor: tem um edifício em manifesta degradação, abre 3 horas uma vez por semana e o delegado marítimo, agora adjunto do Capitão do Porto da Horta, vive em São Roque, e contra sua vontade, não dispõe de meios humanos para exercer cabalmente, e a contento popular, as suas funções.

O que aconteceu o outro dia com um iate, vai acontecer mais vezes, após a inauguração do porto de recreio náutico, preparado para 86 lugares. Sucederá, porém, que, se os iates que pretenderem atracar, não encontrarem facilidades, dão meia volta e vão-se embora e nós ficamos "a ver navios". 

Como vai proceder o Delegado Marítimo das Lajes do Pico e de São Roque, para prestar o serviço de apoio e fiscalização aos iates, se não tem pessoal residente?

Acaso o Senhor Capitão do Porto da Horta está interessado em resolver a situação, ou não vai dar resposta à nova estrutura portuária, a única nos Açores, onde a Delegação Marítima está , na prática, desactivada?

Acaso os responsáveis políticos e as entidades marítimas já pensaram nisto?

publicado por sim às 23:26

Julgo que se está a andar ao contrário. Primeiro toda a logística de encaminhamento das embarcações de recreio deverá ser da APTO - Administração dos Portos do Triangulo e Ocidente e o que acontece é que se está a tentar entrar num porto ainda não concluído e é melhor não embandeirar em arco com 86 lugares de iates porque julgo que não estamos a ver o que poderá acontecer de mal . Porto de recreio Sim, Iates de qualquer calado? Quem é que algum dia o afirmou? nunca tal o ouvi, mas também não sei tudo nem por lá perto. Mais parcimónia e menos reivindicação casuística. Não será? E por fim, a bóia vermelha que lá está, quer dizer algo. Talvez antes de inaugurado seja necessário elaborar um dossier informativo com cotas (profundidades) maré baixa e maré "cheia" e divulgá-lo na Internet e locais ou serviços apropriados, para conhecimento de todos os que busquem no futuro aquele porto de recreio e de actividades turísticas, mas tudo a seu tempo. Alertar sim, julgar já, um Delegado Marítimo que até vai às Lajes mais vezes do que muitos Lajenses julgam, isso estou contra. Frontalmente contra, porque conheço bem a personalidade em questão, como militar integro, conhecedor da realidade açoriana, de todas as ilhas, já que foi o responsável pela informatização de todas as Delegações Marítimas dos Açores. Só por isso despensa mais apresentações. Enfim, mais calma e ponderação não fará mal a ninguém, muito menos ao lançamento publicitário com rigor, da realidade portuária da vila das Lajes. É a minha sincera opinião, de quem lá viu o iate e percebeu logo que, naquele local, na baixa sul da antiga carreira, o mesmo só de lá sairia na maré alta.
RUI PEDRO AVILA a 27 de Maio de 2008 às 18:21

Os oficiais de Marinha não precisam de protectores, que se defendam sózinhos! O que aconteceu, só vem reforçar as incapacidade da Polícia Marítima em actuar em tempo real, visto que não tem pessoal. Eles é que fazem o trabalho, não éo Delegado Marítimo e a sua COMANDILHA, que existem unicampara abarcar os "emolumentos" e reforçarem as reformas.Sejam realistas!!
Anónimo a 28 de Maio de 2008 às 11:00

Muito interessantes e construtivas estas considerações. Referem-se à materia do post? Mais comentários para quê?
RUI PEDRO AVILA a 28 de Maio de 2008 às 15:33

OLHE QUE O ANÓNIMO TRAZ Á CONVERSA UM TEMA QUE NÃO TEMA VER COM O QUE DÁ ORIGEM A ESTA QUESTÃO DAS LAGES, MAS LÁ O QUE ELE DIZ SER VERDADE É! E PÚBLICO! NO ENTANTO NÃO É SÓ A MARINHA (CAPITÃES DE PORTO) QUE RECEBE EMOLUMENTOS DESSES, HÁ MAIS.... MAS NUMA ALTURA DE APERTAR O CINTO, HAVER UNS QUE COMEM TUDO E OUTROS A PASSAR MAL E A SUICIDAREM.SE NO INTERIOR DOS QUARTEIS, ISSO É QUE ESTÁ MAL!
COM O DINHEIRO DESSES EMOLUMENTOS, PAGAVAM-SE UNS ORDENADOS A NOVOS POLICIAS MARITIMOS E AÍ SIM, A MARINHA PRESTAVA MAIS SERVIÇO PÚBLICO, JÁ QUE ANDA VIRADA PARA ESSA VERTENTE, VENDO-SE AMEAÇADA POR FORÇAS COM VOCAÇÃO DE SERVIÇO PÚBLICO, QUE NÃO ELA PARA EXERCEER AS MISSÕES QUE A POLICIA MARITIMA EXERCE PRÁTICAMENTE SÓ NO PAPEL E NA TELEVISÃO COM AS FORMAÇÕES DOS AMERICANOS REFORMADOS QUE VIERAM CÁ VENDER (E CARO) AS TEORIAS DELES.
ENFIM, SR. RUI, NÃO SEJA AIS PAPISTA QUE O PAPA.
PICA CHOURIÇOS a 28 de Maio de 2008 às 21:20

Não estão em causa nem a pessoa do Delegado Marítimo, nem a sua competência, mas podem estar em causa os serviços que ele pretende - isso sabemos! - deverem ter mais condições.
Quanto às condições do porto, esperar pela sua inauguração, é aguardar apenas mais uns dias. Resta saber se a APTO já tem a informação coligida para não haver problemas com quem demanda as LAJES. E estou convencido que este ano, isso vai acontecer mais do que se pensa.
Quanto á "mais parcimónia e menos reivindicação casuística", Sr. Rui Pedro, o senhor pretende que se cale a boca e que não se tenha liberdade de expressão? Nem para perguntar o que se vai fazer? Até faz lembrar o tempo de antigamente, que o Sr. conhece melhor que eu e que também sofreu na pele...
pescador a 28 de Maio de 2008 às 16:42

Julgo pertinente a questão, até porque me espanta, de há muitos anos, ver a Delegação Marítima praticamente fechada.
E com a inauguração do porto, quero crer que os responsáveis terão de alterar a sitaução presente, até para segurança de quem pretenda atracar.
Mas chamar a atenção para essa necessidade é salutar.
jose augusto soares a 29 de Maio de 2008 às 13:52

Se o governo tivesse pago mais 4 ou 5 mil euros á empressa que esteve por aqui a fazer o fundeamento e rebentamento das rochas nada disso era preciso, vergonha é ter uma boia de sinalização a meio de uma exelente e nova baia que vai criar limitações a quem por aqui passar. Foi criar um portozinho para calar a boca aqui ao pessoal do lado sul.
Carlos Silva a 29 de Maio de 2008 às 14:13

Tenho notado que ha sempre alguem com um pe ca e outro la que da uma no cravo e outra na ditadura e tudo o que seja reinvindicar para as Lajes algo a que temos direito e nos assiste de razao, logo se salta em cima com termos casuisticos e outros quejandos que sao bons demais para os comentadores deste post. O que aqui afirma e pergunta o dono do post, tem toda a actualidade e falar em pensar aos responsaveis politicos e entidades maritimas parece que sao como no antigamente pessoas intocaveis, mas sao feitos da mesma massa que todos nos somos feitos. Estamos de acordo quanto aquilo que alguem escreve sobre o nao desaparecimento da baixa, mas isso tem muito a ver com quem la esteve a fazer o trabalho e ate a fiscaliza-lo... Ou estarei errado? Mas neste mundo um dia, mais cedo ou mais tarde, tudo se sabera...
Anónimo a 29 de Maio de 2008 às 23:21

Será que é mesmo necessário um Policia Marítimo nas Lajes, é que se nas Lajes é necessário então também é nos outros portos pois os iates também podem por lá atracar.
Se é porque as Lajes tem uma Marina, tudo bem, mas não se esqueçam que essa Marina ainda não está em serviço.
Anónimo a 1 de Junho de 2008 às 16:53

Relativamente ao exposto neste blog, e a título meramente informativo do pouco que conheço e sei, no que me foi dado a conhecer com as pessoas com quem tenho falado, nomeadamente o Adjunto do Capitão do Porto da Horta (ex Delegado Marítimo), gostaria de dizer que a Delegação Marítima das Lajes do Pico, e apenas por questões de escassez de recursos humanos, apenas abre às 6ªs feiras no período da manhã. Este facto nada tem que ver com a situação exposta pois, como refere o Sr Rui Pedro Ávila, a responsabilidade dentro dos portos está atribuída às Administrações Portuárias, neste caso a APTO, e nada tem que ver com a fiscalização, essa sim, da responsabilidade da Polícia Marítima (PM). Não existe apenas no papel como foi referido, mas concordo que de facto é manifestamente insuficiente a abertura uma vez por semana, aliás este facto terá os dias contados pois, segundo informação de fonte “segura”, as obras de restauro do edifício irão ter início em Dezembro de 2008. Sei que o Sr Delegado Marítimo, desde a sua chegada há um ano, tem feito um esforço junto dos seus superiores hierárquicos no sentido de avançar com as obras de restauro e posterior reforço de pessoal ao nível da secretaria e da PM, bem como a abertura da Delegação Marítima da Lajes a tempo inteiro, ou na pior das hipóteses, três vezes por semana.
No que diz respeito aos emolumentos e reformas de todos aqueles que prestam serviço na Autoridade Marítima (AM) entre militares, militarizados e civis e não apenas os oficiais de Marinha, sendo as Capitanias e Delegações Marítimas Conservatórias de Registo (tais como as Repartições de Finanças, Notários etc…), todos os seus “funcionários” recebem emolumentos, e no caso da AM, têm que estar disponíveis 24 horas/dia, para o cumprimento das suas funções, nomeadamente à entrada e saída de navios nos portos comerciais e ainda nas acções de fiscalização, busca e salvamento, etc… Na minha opinião, são bem mais que merecidos e em alguns casos até, insuficientes!
Relativamente à sinalização e assinalamento marítimo existentes no porto das Lajes, foi-me dito que a APTO e a Marinha através da Direcção de Faróis já reviram a situação e que a mesma vai ser melhorada, embora na minha opinião pessoal, mais e talvez por pouco dinheiro poderia ter sido feito aquando dos rebentamentos, pois para os que não conhecem o porto poderão vir a apanhar alguns sustos, mas torno a realçar o facto de isto ser da responsabilidade de quem fez o projecto, o aprovou e … questões políticas!
Resta-me apenas dizer que existe muita confusão, na população em geral, sobre aquilo que são as responsabilidades e competências em tudo aquilo que nos rodeia, inclusive nós próprios, cidadãos. Sou a favor da liberdade de expressão e mais ainda, da crítica construtiva e da união de esforços em tudo aquilo que possa contribuir para levar a “água ao seu moinho” em prol de todos nós. Mas não se fale daquilo que não se sabe!
Anónimo a 11 de Dezembro de 2008 às 23:53

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