Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

26
Set 08

Morreu, no passado dia 24, no Hospital de Ponta Delgada, o escritor e Prof. José Dias de Melo. Tinha 83 anos.

Ainda este ano esteve entre nós, para passar o Espírito Santo e lançar alguns dos seus melhores livros: Pedras Negras, Mar Pela Prôa e Mar Rubro.

Na freguesia de São Mateus, onde viveu algum tempo da sua infância, foi-lhe prestada uma homenagem que muito o sensibilizou,  aquando do lançamento do seu último livro "A montanha cobriu-se de negro".

Dias de Melo, queria ser marinheiro e escritor. Foi talvez o maior na literatura de temática açoriana e, certamente o melhor escritor baleeiro.

Como docente leccionou na Escola 2/3 das Lajes do Pico.

Amiúde conversava com os velhos baleeiros das Lajes, na banqueta da casa da Alfândega - Mestres Manuel Garcia, Gil e outros. Considerava-os grandes baleeiros porque conheceu como eles,  os tormentos da caça à baleia.

A Ilha e todo o Concelho, que ele tão bem soube recriar nas suas narrativas, merecem perpetuar o seu nome. Dias de Melo andou por aí, como um cidadão simples, homem do povo recolhendo a cultura popular, amigo do seu amigo, defensor de quantos (não)tinham numa mísera soldada o sustento das suas famílias.

O património baleeiro não são só as canoas, as casas dos botes, o museu e as fábricas. O património baleeiro são os seus livros de temática baleeira.  

A Calheta muito lhe fica a dever, os baleeiros também. O Pico e o concelho das Lajes perderam o seu maior escritor e como tal devem encontrar formas de preservar a sua memória.

 

publicado por sim às 21:19

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