Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

04
Dez 09

Após prolongada doença, faleceu a Prof. D. Inês Melo.

Para memória presente e futura, impõe-se dizer que a D.Inês foi uma professora dedicada e competente, educadora de centenas e centenas de alunos, quer no Ensino Primário ou Básico, quer como explicadora de alunos a exames do Liceu.

Juntamente com seu marido, Prof. José Azevedo, preparou muitos alunos do concelho para exames de admissão, e dos 2º e 5º anos do Liceu. Um trabalho muito meritório, precursor do antigo Externato General Lacerda Machado, onde a D.Inês e o Prof. Azevedo foram docentes.

Aqui fica a minha homenagem póstuma não só a ela e a outros professores ainda vivos e a outros que já partiram, e o lamento de que esse trabalho que abriu a tantos rapazes e raparigas um caminho diferente e melhor nas suas vidas, ainda não tenha sido reconhecido, como merecia, pelas entidades competentes.

Mas a D.Inês foi também a primeira mulher do concelho e da Ilha do Pico, a desempenhar empenhadamente e por amor à sua terra, o cargo de vereadora eleita à Câmara Municipal das Lajes do Pico, pelo Partido Socialista.

A sua prestação cívica, levou-a ainda à Presidência da Filarmónica Liberdade Lajense, instituição que durante algumas dezenas de anos foi regida por seu pai Francisco Moniz de Melo.

As qualidades e méritos das pessoas não se resumem a uma simples nota fúnebre. "Só Deus conhece o coração de cada homem". Mas pelas suas boas obras, a D.Inês Melo é digna do maior apreço e gratidão de todos os lajenses, que tão cedo não esquecerão o seu exemplo de sacrifício perante a cruz que a vitimou.

Ao Prof. Azevedo e suas filhas, as nossas sentidas condolências.

 

 

 

publicado por sim às 18:40

A imagem que guardarei da sra Inês é a de uma senhora íntegra e de grande coragem.
Os meus pêsames a toda a família, especialmente à Sofia e à Ana Isabel.

Paulo Pereira a 4 de Dezembro de 2009 às 22:04

Também fui aluno da Senhora D. Inês. Quando comecei os meus estudos, no antigo 1º ano do Liceu, foi em "Casa do Professor Azevedo", ali, na pesqueira. Ela, professora de ciências, o marido, professor de letras. Como professor de história, tínha-mos o, também já falecido, Padre Correia. A todos eles ficámos eternamente devedores, pela porta que nos abriram e pela oportunidade que nos deram. Grande parte de nós, se não mesmo a maioria, não tinha possibilidades financeiras para ir estudar para o Faial. Mais tarde, fez-se a junção com o Externato e lá fomos todos, incluindo os citados professores.
O ano passado, um grupo de alunos, a que eu tive a oportunidade e o privilégio de me associar, prestou ao casal Azevedo uma singela, mas sentida e mais que merecida, homenagem.
Pelas notícias que me chegavam do Pico, sabia-mos que o estado de saúde da Senhora Professora Inês se agravava de dia para dia e por aquilo que iamos lendo nos Jornais, escrito pelo próprio marido, apercebia-mo-nos que o sofrimento da D. Inês era enorme...
A pouco e pouco, a nossa Terra vai perdendo os seus valores de referência e vamos, todos, ficando mais pobres. Para mim, a Professora Inês, era uma dessas referências!
Curvando-me perante a sua memória e embora já lhes tenha feito chegar a minha mensagem de solidariedade, não posso deixar passar este momento de infortúnio sem, mais uma vez, manifestar a toda a Família a mais sentida expressão do meu pesar.
artur xavier a 4 de Dezembro de 2009 às 23:21

Hoje é que tive a noticia do falecimento da Senhora professora. Daqui envio as minhas sentidas condolências ao meu amigo professor Azevedo, como também à sofia e á Ana.

José Manuel Medina
Anónimo a 7 de Dezembro de 2009 às 12:39

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