Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

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Out 11

Tenho lido opiniões várias sobre a necessidade de reformulação do poder autárquico no Pico, isto é, da supressão e fusão de Juntas de Freguesia e da extinção de concelhos.

Nada que seja novo e que não gere alguma controvérsia, sobretudo porque há razões históricas e culturais ancestrais que importa não esquecer e considerar. Se, por exemplo, ninguém ousaria propôr a integração da Holanda e da Dinamarca num estado federado, ou de Portugal e da Espanha, na federação ibérica, também não é fácil, de repente, integrar ou extinguir serviços municipais numa determinada vila, sem pensar nas acessibilidades dos utentes e na disponibilidade dos serviços em tempo útil. Pois se hoje já assistimos aos efeitos maléficos do distânciamento nas áreas da saúde, das obras públicas e das comunicações. Não se pode esquecer que para tratar de um problema da PT, os utentes da Ponta da ilha, das Ljes e de São Roque, têm de deslocar-se à Madalena, e que o Faial tem uma pesada herança de serviços que não pretende deslocalizar, para mal de todos nós.

Não é pois fácil. Pois se a própria igreja católica continua a manter as paróquias e delas não abdica, ela que é a instituição mais antiga, cuja experiência todos reconhecem?

Já agora, gostaria de saber qual a forma de organização pastoral que o clero picoense propõe para responder melhor à evangelização, ou como melhor organizar as paróquias para dinamizar as comunidades cristãs.

 

Seria importante que essa reflexão também fosse feita e publicada para todos sabermos o que os responsáveis eclesiais pensam. (Ou a pastoral e organização das comunidades não necessita de uma reflexão séria e não carece destes responsáveis o mesmo empenho que emprestam, como cidadãos, à organização autárquica?)

 

Voltaremos ao assunto, mas apelamos à opinião dos leitores.

 

publicado por sim às 16:47

Nao se fazem perguntas dificeis para as quais nao ha forma de apresentar respostas.
lagense distante a 15 de Outubro de 2011 às 01:09

O caminho faz-se, caminhando. Mais tarde, ou mais cedo, teremos de nos debruçar sobre estes assuntos. Inevitávelmente. E já não é cedo. Fala-se na extinção de, nomeadamente, alguns Serviços de Finanças (No Pico, serão dois!?...). E onde ficará situado o único Serviço? Num dos extremos da Ilha? Neste caso, seria conveniente pensar nos residentes da outra "Ponta". É que se nas Flores, por exemplo, as distâncias são curtas, aqui, neste Pico, não é bem assim. Nesta, como em todas as matérias, convém não colocar de parte e muito menos, esquecer os diversos grupos de pressão que sempre existiram, existem e continuarão a existir por aí e em todos os campos. Quanto à reflexão sobre as questões da Igreja, prefiro deixar o tema para outros, mais entendidos.
artur xavier a 20 de Outubro de 2011 às 12:48

Seria melhor que os padres se dedicassem a igreja e aos fieis e deixassem a politica e ordenamento do território aos políticos e governantes... Cada macaco no seu galho!
Anónimo a 10 de Novembro de 2011 às 02:37

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