Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

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Nov 11

A Casa da Maricas Tomé, propriedade da Câmara Municipal das Lajes, deverá ter um destino social, diferente do que o anterior executivo camarário previra, ou seja serviços da Segurança Social e nas traseiras, Teatro Municipal.

Não vão fácéis os tempos para esses investimentos, por isso temos defendido que nesse local fosse construída uma unidade hoteleira.

No entanto, segundo apurámos, parece que o município cedeu os terrenos à Santa casa da MNisericórdia dasa Lajes do Pico. A troco de quanto, não sabemos e esperamos que a Câmara, caso se confirme esta transação, informe os munícipes sobre este "negócio".

De qualquer modo, julgamos que o espaço tem de ter uma utilização social: seja para um lar, seja para uma unidade hoteleira.

No caso de ali ser instalado um novo lar e uma vez que o actual já não responde às necessidades, importa dotá-lo de outras valências compatíveis com o internamento de idosos locais e com a oferta de instalações a idosos estrangeiros que, por períodos curtos de tempo, ali se pretendam instalar.

Esta é uma nova vertente do turismo - o turismo de saúde e da terceira idade - que as futuras instalações da Misericórdia local terão de contemplar, como forma de rentabilizar o pessoal e as estruturas existentes.

Não vale a pena dizer que os lares de terceira idade não visam esses objectivos. Não visam agora, mas terão de ter esta perspectiva num futuro próximo, de modo a responder às solicitações de organismos congéneros internacionais, com quem estabelecerão parcerias e rentabilizarão os investimentos públicos. Para além do mais, importa que o espaço da Casa da Maricas Tomé, seja dotado de instalações adequadas às novas técnicas de reabilitação de que o concelho está tão carenciado. Não são um luxo, antes um meio de proporcionar aos residentes uma melhor qualidade de vida e a reabilitação dos seus achaques. Uma pequena piscina de água quente e equipamentos de fisioterapia para todas as idades, podem depois ser concessionados a entidades privadas que, certamente as saberão aproveitar a bem de todos, criando postos de trabalho.

A Saúde é um novo sector económico que temos de aproveitar, desde que tenhamos médicos e técnicos de reconhecida competência. Não se pense que isto é utopia. Pois se outros estão com os olhos postos neste tipo de mercado, por que não aproveitarmos nós, nomeadamente os jovens formados nestas áreas, para aqui se fixarem com proveito?

publicado por sim às 13:58

Não estou a ver a Santa Casa virada para a área do turismo (Quem sabe!?...). Realmente, a existir acordo para a cedência, a Câmara deveria informar os munícipes. Pessoalmente, acho que o fará. De qualquer forma, assim, como está, aquilo é uma vergonha e, pior do que isso, um perigo. Porém, o bom senso vai acabar por prevalecer!
artur xavier a 6 de Novembro de 2011 às 11:54

O que está escrito é que um lar de terceira idade, pode estar preparado para receber visitantes dessa faixa etária, por alguns dias, beneficiando das instalações e equipamentos modernos. Se a santa Casa está preparada para este tipo de turismo, é uma vertente que mais cedo ou mais tarde terá de cuidar, para serem mais rentáveis os seus equipamentos.
Ao que parece o "negócio" ainda não está consumado, mas há conversações nesse sentido.
sim a 6 de Novembro de 2011 às 16:24

Penso que é um erro se a Santa Casa tomar conta daquele espaço, a autarquia deveria tentar primeiro vender ou procurar algo que trouxesse mais valias para esta Vila como criação de emprego e riqueza... um negócio na área do turismo por exemplo. Estamos a falar de uma grande área de terreno e a antiga casa dava para fazer uma unidade se pelo menos 30 quartos ou mais se fosse bem projectada, ou então não foi este elenco que sempre falou em ceder o antigo convento para uma pousada de charme e fazer um edifício novo para a Autarquia, ai estava o lugar ideal a Câmara voltava ao sitio original o antigo largo do pelourinho da Vila...7
Carlos Silva a 7 de Novembro de 2011 às 16:58

"... ou então não foi este elenco que sempre falou em ceder o antigo convento para uma pousada de charme e fazer um edifício novo para a Autarquia..."
Caro Carlos Silva: Este elenco não poderia (No caso de o ter feito, claro!) falar em ceder o convento pela simples razão que só se pode ceder alguma coisa, quando se tem algum direito sobre ela. E, que eu saiba, o convento não será propriedade da Autarquia mas sim da Fazenda Nacional. Estou certo, ou estou errado!?
artur xavier a 11 de Novembro de 2011 às 15:06

QUEM É LAJENSE E SENTE A SUA TERRA, SENTE PENA, MUITA PENA DO QUE SE ESTÁ A PASSAR NA MAIS BELA VILA DO PICO. EM VEZ DE ESTARMOS TODOS A PUXAR PARA O MESMO LADO, ESTAMOS SIM MAIS PREOCUPADOS COM TRICAS ESTÉREIS ENTRE EMPRESÁRIOS E RESPONSÀVEIS DE DIVERSAS SOCIEDADES E INSTITUIÇÕES E OS RESPONSÀVEIS AUTARQUICOS. NOTO QUE ESTE PROCEDIMENTO É RECENTE E BEM DELINEADO. SERÃO INTUITOS POLITICOS? PARECE QUE É EVIDENTE. PORQUÊ?PORQUE NUM PASSADO BEM RECENTE, SEMPRE HOUVE ATITUDES DESTAS E NUNCA NINGUÉM SE INDIGNOU. NUNCA HOUVE PRESSÕES? ESTÃO ESQUECIDOS. OD QUE HOJE PUBLICAM NOS JORNAIS OS SEUS LAMENTOS, TEM TIDO LISURA NOS SEUS PROCEDIMENTOS? BOM ERA QUE DESSE-MOS AS MÃOS E PUGNASSE-MOS PARA QUE AS LAJES TIVESSEM PROGRESSO E PAZ. MAIS TRABALHO E LUTA PARA QUE O CONCELHO OCUPE O LUGAR A QUE TEM DIREITO A NÍVEL DA REGIÃO. VAMOS AO TRABALHO, PELOS NOSSOS FILHOS E NETOS, PELO NOSSO FUTURO, PELAS LAJES!!!!!
LISBOETA
LISBOETA a 12 de Novembro de 2011 às 16:10

BOCA SANTA! ASSINO POR BAIXO.
artur xavier a 16 de Novembro de 2011 às 18:42

Concordo totalmente Sr. Artur Xavier, sei disso muito bem, quando mencionei este exemplo foi remetendo a uma das promessas do actual presidente a quando da campanha eleitoral á dois anos para a autarquia por isso penso que o Sr. , presidente é que não deveria estar ao corrente disso, mas não admira pois parece que ele pouco ou nada está ao corrente de algumas coisas que se passam por cá ou então faz que não sabe ou não quer ver... o esquecimento é muito bom em determinadas situações... tanto que se criticou no passado que anteriores gestões autárquicas faziam coisas sem o conhecimento do povo, mas nunca se fez o que agora se faz... quando é que foi por exemplo apresentado o novo projecto do jardim da baleia que já está a concurso ao povo desta vila? entre outras coisas que muitas ainda estão a ser cozinhadas mas que iram sair de mansinho...
Carlos Silva a 14 de Novembro de 2011 às 16:06

Quero, antes de mais, cumprimentar o autor do blog e todos os visitantes que por cá passam de forma mais ou menos frequente.

Enquanto Gestor Financeiro da Santa Casa da Misericórdia das Lajes do Pico, devo informar-vos que, para já, não existe qualquer acordo para a cedência dos referidos terrenos por parte do município à nossa instituição. Existiram sim, contatos com o intuito de se aferir em que condições se poderia realizar a cedência em questão, e se esta seria, ou não, viável e benéfica para as duas partes e para a população local em geral.

Independentemente da confirmação ou não dessa cedência que, como compreenderão, dependerá de inúmeros fatores que requerem um estudo profundo e minucioso, quero desde já sublinhar que é com satisfação que recebemos comentários e sugestões como as que aqui foram publicadas pelo autor do blog.

Como facilmente entenderão, uma simples sugestão não sustenta, por si só, a decisão de se avançar ou não para um determinado investimento. Porém, é por aí que tudo começa. Diria até que o valor de uma ideia/proposta não se mede apenas pela viabilidade da sua implementação mas muito pelo contributo que empresta na construção de diferentes ideias.

A sustentabilidade deste tipo de instituições está, atualmente, muito dependente da criatividade e da assertividade das opções estratégicas assumidas. Nesse sentido, uma simples ideia pode, realmente, marcar toda a diferença.

Um bem-haja a todos vós,
Hugo Goulart a 30 de Novembro de 2011 às 19:35

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