Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

25
Abr 06

Há 32 anos, soltou-se a liberdade, o povo reconquistou direitos fundamentais, a democracia implantou-se, cantámos vitória! Ano após ano, o 25 de Abril é celebrado com palavras, mas falta cumprir promessas! Os poderes instituídos - governos nacionais, regionais e locais, assumem o mando, em resultado dos votos dos eleitos, mas, rapidamente, se esquecem que o seu poder é delegado, tem prazo e não é absoluto. O poder é do povo!

Nos 30 anos de poder local, pouco tem feito a Câmara pelas Lajes por esta Vila. Saneamento básico?Calcetamento de ruas e passeios? Remodelação da Sede da Junta de Frequesia hoje inaugurada? Recuperações do Castelo e da Fábrica da Baleia? Novo Campo de futebol? Jardim de infância e reparação da escola básica? Semana dos Baleeiros? "Remodelação" do Cruzeiro? Sim e que mais? Em 30 anos !?

E como é que as Lajes estão hoje? Tem vindo a perder população e a que existe está  envelhecida, há cada vez mais casas desocupadas, diminuiu o comércio, os jovens não se fixam à terra e vão à procura de emprego noutros lados...

Aumentou o negócio do whale watching e do artesanato, o Museu dos Baleeiros constitui a grande procura dos visitantes, mas falta desenvolver outras actividades empresariais, turísticas, aumentar a oferta hoteleira, falta interessar investidores externos, hoteleiros e outros, para as nossas grandes potencialidades turísticas. É preciso não esquecer que as Lajes são a Vila Baleeira dos Açores. Aqui ainda há baleeiros vivos, gente com histórias dramáticas para contar, gente com uma filosofia de vida forjada entre a terra e o mar, mas sempre com os olhos postos na Montanha e no horizonte. Aqui a natureza é pródiga e o ambiente tem vantagens reconhecidas.

Que têm feito os responsáveis locais para incentivar e desenvolver a actividade económica da nossa Vila? Que incentivos, que estudos económicos, que preocupações têm tido os planos municipais nesse sentido? Que perspectivas de novos espaços urbanos estão projectadas e que informação desses projectos é dada ao povo soberano? As infra-estruturas culturais são importantes, mas sem gente!...

Há que ter um outro dinamismo, para combater a letargia, a desesperança, o comodismo dos lajenses, cada vez mais idosos...com os filhos a partirem para estudar e a não regressarem. Para isso existe o poder local e também o poder regional, não o esqueçamos!

O 25 de Abril aconteceu para promover o progresso e o desenvolvimento. Não a desertificação dos meios rurais em favor dos meios citadinos. Todos temos direito a viver bem e a ser felizes, também aqui, nesta Vila, primeira da ilha do Pico.

ver: http://lajes.blogspot.com

 

 

publicado por sim às 11:36

25 Abril: PR propõe compromisso cívico para reduzir desigualdades


O Presidente da República Cavaco Silva escolheu o combate às desigualdades sociais como tema central do seu discurso de hoje na sessão solene do 25 de Abril, propondo um "compromisso cívico" alargado para cumprir essa tarefa.

"Quero propor um compromisso cívico, um compromisso para a inclusão social, um compromisso que envolva não só as forças políticas, mas que congregue as instituições nacionais, as autarquias, as organizações da sociedade civil, dos sindicatos às associações cívicas e às instituições de solidariedade", afirmou Cavaco Silva, no seu primeiro discurso como chefe de Estado na sessão solene do 25 de Abril.

Para o Presidente da República, "é possível identificar os problemas mais graves e substituir o combate ideológico por uma ordenação de prioridades, metas e acções".

"A elaboração do próximo Plano de Acção Nacional para a Inclusão pode ser aproveitada para uma mobilização geral, uma verdadeira campanha em prol da inclusão social", sugeriu.

Lembrando que, apesar de Portugal já ter conseguido concretizar o sonho da Revolução de Abril de ter "um Portugal livre e mais próspero", o país está ainda longe de realizar o outro desígnio determinado no 25 de Abril - dia que Cavaco Silva considera ser a "data fundadora do regime democrático" - e que é "a aspiração de maior justiça social".

"Os portugueses esperam dos políticos, que livre e democraticamente elegeram, que estejam à altura dessa exigência, que se empenhem em dar uma nova esperança aos mais desfavorecidos da nossa sociedade, que cooperem no sentido de mais facilmente poderem superar as dificuldades e naturais divergências ideológicas", apelou.

Na única referência à situação do país no seu curto discurso de oito páginas, Cavaco Silva salientou que "a melhoria da justiça social, o combate à pobreza e à exclusão exigem que o país volte a ganhar a batalha do investimento, do crescimento económico, da criação de riqueza, sem que o sonho continuará adiado".

Cavaco Silva sublinhou que, 32 anos após a revolução, "Portugal continua numa encruzilhada entre o passado e o futuro, continua a ser um país fortemente marcado pelo dualismo do seu desenvolvimento", lembrando as desigualdades entre o interior e o litoral e, sobretudo, as desigualdades sociais.

"Muito progredimos na modernização da economia e na afirmação de novos estilos de vida, mas ficámos muito aquém na concretização dessa ambição de uma sociedade com maior justiça social", lamentou, sublinhando que Portugal é o país da União Europeia que apresenta maior desigualdade na distribuição dos rendimentos.

O Presidente da República deixou ainda mensagens especiais a sectores que considera mais frágeis, como os idosos, as crianças vítimas de abusos e as mulheres vítimas de violência doméstica.

"É entre a população mais idosa que encontramos as mais preocupantes situações de exclusão", disse.

Por esse motivo, Cavaco Silva defende que "o esforço que o Estado tem vindo a realizar para atenuar os efeitos deste quadro social tem de ser continuado".

"Não é moralmente legítimo pedir mais sacrifícios a quem viveu uma vida inteira de privação", alertou.

Sobre as crianças, Cavaco Silva evocou o célebre cartaz da Revolução em que uma criança coloca um cravo no cano de uma espingarda.

"A carga simbólica desse cartaz é iniludível e vale a pena questionarmos: como cresceu aquela criança? Como crescem os milhares de crianças portuguesas? Será que estamos a tratar bem as novas gerações?", questionou.

Por outro lado, a par do papel do Estado, o Presidente da República lembrou que "não chega exigir mais medidas e mais dinheiro".

"Concretizar essa ambição de justiça social, que não tem de ser remetida para o plano das utopias, passa por cada um de nós (Ó) Temos de romper com o conformismo e o comodismo de relegar para o Estado a única solução do problema", apelou.

Agência LUSA
picaroto a 25 de Abril de 2006 às 13:16

A inauguração esta tarde da nova sede da Junta de freguesia, demonstra o distanciamento e o alheamento do povo em projectos que o beneficiam. Porquê? É a ruptura completa entre os eleitores e os eleitos. De quem é a culpa? do povo? ou dos eleitos?
castelete a 25 de Abril de 2006 às 21:17

Reflexão???

Pelo que se diz na Vila, o Roberto e a Sara andaran a lavar rupa suja na inauguração da Sede da Junta.
Cotovia a 25 de Abril de 2006 às 21:18

É pena porque no meio de tudo isto são os lajenses que perdem pela incapacidade dos seus autarcas. Não há dúvida de que, com geste deste, com políticos destes, não vamos lá. Quem coloca os seus interesses e os altos vencimentos que recebe acima dos interesses dos cidadãos, não merece a nossa consideração.
Por isso é que a inauguração da sede da junta só teve autarcas. Parece que a D.Sara teve receio de convidar o povo. Assim não, senhores da política! Não representais bem o poder na nossa terra...
do muro do caneiro a 25 de Abril de 2006 às 21:42

Onde esteve o povo na cerimónia da inauguração? por que não foi convidado e só lá estiveram os autarcas? É sinal de que os autarcas têm medo do que fazem e não se querem confrontar com as pessoas.
Banda de música? para o poder sentir que está a marchar e a cantar em uníssono com a população?
Que vergonha, meus senhores, que vergonha, quando o poder se aplaude a si próprio, usando os instrumentos do povo...
vigia a 25 de Abril de 2006 às 21:50

O 25 de Abril em comentário no www.frontalxxi.blogspot.com
JAJ a 25 de Abril de 2006 às 22:21

Afinal pelo post aqui editado parece que o povo não deveria ser quem mais ordena.
JAJ a 25 de Abril de 2006 às 22:22

"Há 32 anos, soltou-se a liberdade, o povo reconquistou direitos fundamentais, a democracia implantou-se, cantámos vitória!"
Será?
E as nacionalizações?
E o assalto aos jornais?


Partes do discurso do Presidente da República demissionário, General António de Spínola, no dia 30 de Setembro de 1974, ao Conselho de Estado e ao País
"Encontro-me perante a evidência de o Programa do Movimento das Forças Armadas estar a evoluir no quadro de uma acção política tendente, afinal, à sua própria neutralização, em clima de inversão de uma moral cívica à margem da qual se torna impossível a prática da Democracia e da Liberdade. Inversão em que, por fidelidade ao espírito do Movimento e pelo respeito aos compromissos que assumi ao aceitar este cargo, não devo nem posso participar. Dois ou três pontos bastarão para o justificar.Esteve no espírito do Movimento das Forças Armadas definir, concreta e objectivamente, uma política ultramarina que conduzisse à paz entre os portugueses de todas as raças e credos, objectivo que o anterior regime se revelou totalmente incapaz de atingir. Essa política definimo-la nós, ao estabelecer inequivocamente e com geral aceitação os princípios democráticos do processo de descolonização que o Mundo e os homens de sã consciência reconheceram válidos. Toda essa política e o consequente processo de descolonização foram deturpados, numa intenção deliberada de os substituir por medidas antidemocráticas e lesivas dos reais interesses das populações africanas."

".Esteve no espírito do Movimento das Forças Armadas reservar à Nação, através das suas legítimas instituições democráticas, a definição de um perfil da sociedade que os portugueses desejam construir. Mas esse princípio encontra-se claramente ameaçado, senão já de todo comprometido, pela sistemática cedência perante a realização larvar das reformas de fundo, que dia a dia se vão operando face ao clima vigente de ausência de lei."

"A paz, o progresso e o bem-estar da Nação são comprometidos pela crise económica para que caminhamos aceleradamente, pelo desemprego, pela inflação incontrolada, pela quebra do comércio, pela retracção dos investimentos e pela ineficácia do poder central. Isto porque quanto se vem fazendo à sombra do Programa do Movimento das Forças Armadas, pouco menos é do que o assalto aos meios de produção; é a reivindicação com base em decisões tomadas a níveis sem competência nem legitimidade para o fazer; enfim, é a inversão das estruturas, à margem da sanção democrática do Povo. Anulam-se as leis do velho regime antes que as novas regulem a vida política, social e económica do País e mesmo algumas das leis já publicadas são impunemente escarnecidas. Neste clima generalizado de anarquia, em que cada um dita a sua própria lei, a crise e o caos são inevitáveis, em flagrante contradição com os propósitos do Movimento. Por várias vezes chamei a atenção do País para as consequências a que tal estado de coisas acabaria por conduzir; e após profunda e demorada reflexão tomei a nítida consciência de não estarmos a caminhar para o País novo que os portugueses desejam construir."

" O meu sentido de lealdade inibe-me de trair o Povo a que pertenço e para o qual, sob a bandeira de uma falsa liberdade, se estão preparando novas formas de escravidão.Tenho dedicado toda a minha vida ao serviço da Pátria e não desejo que fique a pesar-me na consciência haver alguma vez traído os meus concidadãos. Nestas condições, e perante a total impossibilidade de, no actual clima, se construir uma democracia autêntica ao serviço da paz e do progresso do País, renuncio ao cargo de Presidente da República."

O 25 de Abril de 1974 não instaurou qualquer regime democrático em Portugal, embora muitos daqueles que participaram na sua realização estivessem genuinamente imbuídos dessa intenção. Mas esses homens de Abril foram afastados alguns meses mais tarde, no 28 de Setembro, por quem tentou impor uma ditadura comunista em Portugal.

A democracia veio depois.
JAJ a 25 de Abril de 2006 às 22:36

JAJ parou no tempo, ficou em Spínola, no MDLP, nas teorias e nas práticas políticas mais conservadoras. Não evoluíu para o pensamento de Sá Carneiro, por exemplo, ou de outros democratas e dirigentes do PSD- Magalhães Mota, Sousa Franco, etc, que aprovaram a constituição de 76.
Spínola, o militar que invadiu a Guiné Conackry para matar um dos mais puros dirigentes dos movimentos das ex-colónias - Amilcar Cabral, foi ultrapassado e não percebeu nem acompanhou os desejos da revolução, nem as aspirações do povo. Nacionalizações? Por que não? Quem perdeu com isso? os previligiados do capital que agora voltaram a formar grandes fortunas??? Veja o discurso do PR hoje, leia-o com atenção e verá quão longe estão as suas ideias conservadoras e neo-liberais dos anseios da sociedade civil...
Discordo, frontalmente, da sua ideologia neo-liberal e fasciszante.
Passe bem com o seu ideário, mas não desvie a temática do post, para propôr a discussão de ideologas ultrapassadas...
castelete a 25 de Abril de 2006 às 23:13

Senhor(a) Castelete: Por favor, comente o que quiser como quiser, anonimamente ou não, mas, não deturpe o sentido das minhas palavras.
Como não se identifica não lhe posso responder convenientemente.
Como não me ofende quem quer, digo-lhe também que a utilização do termo fascizante em relação à minha pessoa vindo de um anónimo não me ofende, mais, torna obvio que é de quem não me conhece. No entanto, demonstra bem o grau de tolerância da sua pessoa para com quem pensa de forma diferente.
Como sabe, ou talvez não, porque A VERDADE em Democracia também existe, entre o 25 de Abril, o 25 de Novembro e a constituição de 1976 muito aconteceu (Cerco ao parlamento, saneamento nos jornais, etc etc…).
Leia entre outros Melo Antunes, se não quiser Spínola.

P.S. Como é óbvio você não sabe o que é um conservador ou um neo-liberal.

JAJ a 26 de Abril de 2006 às 00:01

É óbvio que todos leram muito, e poucos reflectiram sobre o que leram (e sobre os acontecimentos)limitando-se a citar (e mal) quem tem uma visão oblíqua da História.
Ao Sul a 26 de Abril de 2006 às 16:20

Acaso conheceu Spinola? ou Camões, ou Pessoa, o Lobo Antunes, ou João de Melo, ou Dan Brown, ou Jesus Cristo, ou S.Paulo, ou Sócrates, ou Aristoteles, ou, ou e ou?...
E não discute as suas ideias? Fascizante, meu caro sr, não é nome feio.É sistema ideológico e político de antanho que alguns pretendem ver implantado. Assalto a jornais? censura? houve antes e depois do 25 de Abril, mesmo depois do 25 de novembro, essa data tão cara aos saudosos dos previlégios perdidos após a revolução. Não o conheço, é verdade, mas conheço as suas ideias que respeito, mas não perfilo. Uma coisa são as ideias outra é a pessoa respeitável que o sr é.
Essa é a grande diferença entre os que criticam as ideias sem conhecerem o que cada um é, livremente e responsavelmente, e a ideologia que professam. Habitue-se, Sr. JJ a não confundir ideias com pessoas, pois estas passam, são efémeras, e as ideias e ideologias permanecem, por vezes durante muitos séculos. E como o homem se orienta por ideias e não por rostos e gestos, vale a pena permanecer no anonimato, pois, de contrário, muitas crucifixões haveria na praça pública...cujos algozes seriam os "conceituados senhores do regime vigente"...Infelizmente a democracia continua com muitos vícios de regimes autocráticos, forjados num caciquismo que devora e se alimenta da maledicência que algumas terras pequenas não conseguem extinguir.
Mas com o tempo e com o desenvolvimento cultural, com a globalização até, os homens optarão por discutir ideias e não pessoas. Não foi esse o repto que lançou aos leitores do seu blog?Quantas vezes será ainda preciso repetir este discurso????

castelete a 26 de Abril de 2006 às 19:43

Temos um Castelete saudoso do PREC
ponta do pargo a 26 de Abril de 2006 às 23:40

Se nãofosse o PREC hoje não teríamos os direitos que temos. Só teríamos deveres. Reflicta um pouco e pense o que ganhou, se é trabalhador por conta de outrem, com as conquistas do PREC!...Se é patrão, ai que saudades do Antes!...
castelete a 27 de Abril de 2006 às 00:29

Já agora, quem é você que também não se apresenta? Gostava sinceramente de conhecer...
E o que é o conservadorismo ou o neoliberalismo. O Spínola deve explicar bem estes conceitos...
Maria Gonçalves a 2 de Maio de 2006 às 12:06

Estão a desviar-se do assunto fulcral.. para não dizer que com essas atitudes mais parecem o Roberto e a Sara...


E o Cruzeiro?? Fizeram e deitaram abaixo.. Tal obra complicada, do caneco...
Cotovia a 26 de Abril de 2006 às 22:55

Meus Senhores!

O povo assim quis!
O nosso concelho infelizmente é o espelho da maioria dos nossos eleitores DEVERIAMOS ESTAR CONTENTES!!!!
trancador a 29 de Abril de 2006 às 20:27

Boa trancador, acertaste em cheio! A baleia é tua e do Liberdade!
castelete a 29 de Abril de 2006 às 21:13

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