Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

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Mai 06

Quem entra nas Lajes - e há cada vez mais gente a fazê-lo em busca de conhecer a Vila Baleeira e as suas memórias - depara-se com este triste espectáculo que a foto documenta.

http://lajes.blogspot.com

 Não há quem resolva esta situação? isto não pertence ao património baleeiro de todos nós, embora possa ser privado? Por que é que o Governo e a Câmara não insistem para que, pelo menos, se coloque um tecto na casa dos botes da Lagoa de Cima? Há dias o Presidente do Governo anunciou a ampliação do Museu dos Baleeiros. O projecto deve estar concluído em Julho, a obra custará entre 1,1 e 1,4 milhões de euros e deverá começar em Fevereiro de 2007. Nós, os lajenses e os seus representantes locais e regionais, têm de manifestar a sua indignação pelo estado a que aquela secular casa chegou e encontrar uma solução que a dignifique. Ela encerra histórias de vidas difíceis. Por mim, aqui deixo o meu reparo e disponibilizo este blog para encontrar-se uma solução A BEM DAS LAJES. Os baleeiros merecem-no!

publicado por sim às 13:55

Já deveria ter sido feito. E nunca será demais falar-se neste caso. Por vezes, até parece vergonha. Mas...lá estão aqueles que querem sempre dizer mal. Sou dos que vejo todos os dias aquele escarro, ali mesmo à entrada, junto aos degraus...
anónimo a 4 de Maio de 2006 às 17:26

Não se trata de remodelação da casa. trata-se de conservação e para isso tem de haver dinheiro. Não há verbas para habitação degradada? E este não é património baleeiro degradado? E a legislação não prevê verbas neste sentido? Então por que esperam os srs deputados do PS para, à semelhança dos botes, reclamarem tb verbas para a conservação deste imóvel que não se sabe, de direito, de quem é????????
Façam alguma coisa! Abram os olhos para as Lajes e deixem-se de coisas...
mouraria a 7 de Maio de 2006 às 21:19

Só espero que o sr director do Museu dê conhecimento destes desabafos e protestos ao Senhor Presidente do Governo e Director Regional da Cultura. É a eles que compete tb tomar decisões e esta, merece uma decisão rápida, sob pena de se considerar a legislação regional sobre o tema, perfeitamente inconsequente.
Então, Dr??? Por que espera???
muro da pesqueira a 7 de Maio de 2006 às 21:22

Já que a Sra Presidente, quando vai para o convento, fecha os olhos ou olha para o lado para não ver o grande buraco aberto à chuva e ao vento, ao menos que o Governo Regional tome uma decisão.
Não é preciso projectos. Basta um tecto e todos têm direito a ele, sobretudo o que é património de todos os baleeiros.
Se isto acontecesse na Calheta ou nas Ribeiras, já se tinha resolvido o problema. Mas na Vila?
Tenham vergonha e façam alguma coisa com o nosso dinheiro e deixem de gastá-lo em adjuntos e secretárias!!!!!!!!!!!!!!!!!
castelete a 7 de Maio de 2006 às 21:26

Afinal o que acontece com a casa dos botes da Lagoa de Cima, acontece com muitas das casas que estão construídas no nosso concelho e na nossa Ilha. Não pertencem «legalmente» a ninguém, porque naqueles recuados tempos o que valia era «a palavra dada» e não «a letra escrita», porque eram bem poucos aqueles que sabiam escrever e os «tabeliões», tal como hoje, estavam mais preocupados com outras coisas e outros escritos, que não com uma escritura. Aquela ou aquelas casas foram construídas, mas nunca foram «registadas convenientemente na matriz predial», melhor dizendo, as Armações a que pertenciam tinham os seus gerentes, mas esses alguns já morreram e os outros tem dificuldade em resolver o assunto. Hoje os tempos são outros, mas o que se verifica é a degradação, a incúria e o abandono e aqueles que podiam resolver o assunto não o fazem, porque não podem, ou porque e, o que é mais grave, não querem. Perferem estar criticando tudo e todos sentados à mesa dos cafés, do que a solver um grave problema da imagem do nosso burgo. No entanto se este problema e este «escarro» é atentatório da imagem turística da Vila Baleeira, outra há que é mais vergonhosa ainda e essa, não tem desculpa nenhuma. Trata-se da Casa da Maricas do Tomé, hoje propriedade camarária. A empena do lado do Edifício dos Correios ameaça demolir-se, tão depressa quanto o pranchão, ali colocado no tempo de Manuel Paulino Costa, apodreça ou com a trepidação causada pelas viaturas que por ali circulam, saia debaixo da verga de suporte da última porta e, ali sim, haverá prejuízos com alguma monta. Oxalá que não sejam atingidas pessoas. Esta casa por ser uma das mais bonitas do Centro da Vila, merecia outro destino e outra preservação. Uma e outra, porque são hoje património público merecem mais cuidado e mais atenção por parte das entidades responsáveis...ou será que, já não temos gente responsável, a desempenhar convenientemente as funções para que foram eleitos? «Antes prevenir do que remediar» e «antes que o mal cresça, corta-se-lhe a cabeça»?
Escritor a 4 de Maio de 2006 às 21:36

não só a casa dos botes como a primeira casa do pico (barraco do pixeira).
Não é só fazer despropriações para calar o povo e no fim não dar utilidade a esses terrenos.
Dêm oportunidades aos jovens.
rocaz a 11 de Maio de 2006 às 00:16

Segundo a nova lei, a casa dos botes foi automaticamente classificada como imóvel de interesse regional pelo simples facto de ser parte integrante do património imóvel baleeiro. A sua avançada degradação e provável colapso será da responsabilidade das actuais administrações da Direcção Regional da Cultura e da Câmara Municipal que nada fizeram ou fazem para a recuperar o edifício.

A casa Maricas Tomé é um caso ainda mais dramático: poderá vir a ser engolida por um projecto megalómano que a actual administração promove, com forte envolvimento do Sr. chefe de gabinente (que rima com marido da Presidente) que inclui a construção de um auditório horroroso com capacidade para centenas de pessoas.

A casa Maricas Tomé vai à vida. Brevemente, o Sr. chefe também. Não nos deixem o elefante. Branco.
Sabina a 4 de Maio de 2006 às 23:07

É tudo muito lindo.. especialmente de se comentar quando não se conhecem as coisas por dentro. Eu também não sei o que se passa por "dentro" e acho que não quero. A verdade é que eu ainda não ouvi falar nem vi escrito nada de positivo pelo que se tem feito. Bem feito ou mal feito, bonito ou feio, adequado ou não, rápido ou demorado,......(já perceberam a ideia).
Fizeram-se obras na vila e ainda bem que a transformaram. Ainda sinto saudades da eira, mas também sou pessoa para admitir que agora não está feio.
Acho que anda-se a perder muito tempo em falar só no que está mal. A positividade é que é uma virtude, e falar mal qualquer um sabe... tenha razão ou não. Convido todo e qualquer leitor deste blog, e não só, a ver as maquetes de projectos para esta vila que a câmara tem em exposição. Não interessa se são projectos utópicos, não interessa se há dinheiro ou não, não interessa se se vai fazer ou não. O mais importante, nos dias que correm, é ver que afinal há projectos... e bonitos, há alguém que mesmo não considerando a sua viabilidade, visa uma modernização da nossa linda vila... que, se repararem, é das mais bonitas e agradáveis (na sua essência) que eu já visitei (e conheço bastantes)
anonimo a 5 de Maio de 2006 às 22:14

Essa é boa. Então:"Não interessa se são projectos utópicos, não interessa se há dinheiro ou não, não interessa se se vai fazer ou não. O mais importante, nos dias que correm, é ver que afinal há projectos..." isso é o que os arquitectos querem...é receber dinheiro pelos projectos mesmo que não sejam exequíveis. Foi assim que durante anos e anos a Câmara ficou com projectos na gaveta...E quem nos diz que esses são os melhores, mais condicentes com a nossa arquitectura (veja-se o teatro municipal) e com as nossas necessidades? Obras megalómanas como o Teatro, NÃOOOOO.
Estamos agora a falar de uma obra que está a cair. Quem lhe deita a mão? por que não há projecto para a sua remodelação? É propriedade de ninguém? A Câmara ou a DRAC não tem juristas que despoletem a situação? Não acredito!!!!!!!!
castelete a 6 de Maio de 2006 às 14:01

Parece-me de uma grande infelicidade e inconsciência o comentário do/a Sr/a que afirma que o importante é haver projectos. É esta forma de pensar e esta atitude perante o poder político que alimenta um comportamento confortavelmente irresponsável por parte de qualquer governante menos consciente. Agem impunemente porque sabem que os seus eleitores pensam precisamente como o/a Sr/a. parece-me que nunca nos devemos demitir das nossas funções de eleitores responsáveis.
Ramal a 6 de Maio de 2006 às 20:38

O Anónimo anterior é o gajo!

Sim, até nos convida a ir ver os "seus" projectos!!!

Ahhhhhhhhhhh!
Luis de Matos a 6 de Maio de 2006 às 11:39

"Não interessa se são projectos utópicos, não interessa se há dinheiro ou não, não interessa se se vai fazer ou não. O mais importante, nos dias que correm, é ver que afinal há projectos..."

Lajenses,

isto é muito perigoso! Demagogia barata.
Anónimo a 6 de Maio de 2006 às 13:57

É urgente recuperar e manter todo o património baleeiro. A bem do Concelho.

Novidades em www.frontalxxi.blogspot.com
JAJ a 8 de Maio de 2006 às 14:24

E querem atrair turismo???? Quem entra na Vila, por terra, pela primeira vez deve ficar cá com uma impressão: solavancos na entrada do ramal, casa dos botes sem tecto, estaleiro no cruzeiro,...., mas que imagem não!!!???
Os políticos e responsáveis que abram mas é os olhos e deixem-se de politiquices idiotas porque o património baleeiro é do que temos de mais valioso. Conservar é menos dispendioso do que recuperar ou reconstruir.
Já agora quem entra por Mar também, pelos vistos, não é muito bem recebido. Alguém me consegue explicar que "peixarada" é que o "Francês" armou com a visita do barco que anda em expedição pelas nove ilhas do nosso arquipélago. Deu notícia no Bom Dia e tudo, onde foi referido que os elementos da expedição Norte Americana tinha sido bem recebidos em todos os portos por ande já tinham passado com excepção das Lajes do Pico. OUTRAVEZ, que bela imagem........
Esse Senhor também quer a exclusividade do Mar do Pico, mais ninguém pode utilizá-lo sem pagar o dízimo.
Vássecualepra a 9 de Maio de 2006 às 13:21

Depois de conclída a orla das Lajes, uma nova proposta para o Pico com localização nas Lajes em www.frontalxxi.blogspot.com
JAJ a 10 de Maio de 2006 às 11:58

Depois de ler o arrazoado do anónimo do anónimo, muito conhecido e odiado elemento...apetece dizer: Vai para a tua terra cavar batatas e escrever os descalabros da tua escrita odiosa que vomitas colericamente onde te abrigaram. Podes levar contigo alguém que te sirva de muleta, porque cá não faz, nem nunca fez falta. É como «uma viola atrás dum enterro». Ou és tão estúpido que não percebes qual é o teu lugar????????????? Acorda e senta-te de novo porque tens a mente demasiado obtusa para conviveres connosco. Se te fores e levares mais alguém contigo, perdoamos-te tudo o que fizeste! Pensa e actua já, antes que seja tarde demais...
MAFIOSO a 11 de Outubro de 2006 às 17:28

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