Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

31
Mai 06

Nas últimas semanas, responsáveis municipais do poder e da oposição tem-se envolvido em confrontos verbais como há muito não se via. Nem no período eleitoral, a discussão política que, por vezes entra no foro pessoal, atingiu as proporções a que temos assistido pela imprensa.

Até ver, nada que ultrapasse a liberdade de expressão e o debate democrático. Mas este tem um espaço próprio onde os eleitos, por direito, colocam as suas ideias e questionam os responsáveis pelo poder sobre as suas decisões.

Esta discussão/polémica pode, no entanto, deixar feridas insanáveis nos eleitos do nosso concelho, extremando posições e afastando pessoas da participação cívica, num concelho pequeno, onde todos somos necessários.

Em face disto, o que os cidadãos eleitores e os lajenses esperam é que o confronto verbal não se prolongue por mais tempo e que essas energias sejam orientadas para acções que dignifiquem a terra e promovam o seu desenvolvimento.

 Aos detentores do poder eleito, exige-se que cumpram e executem com determinação e sem arrogância, programas e projectos que sirvam o bem comum e não clientelas; respeitem os direitos das oposições, aceitem as  ideias válidas e giram os dinheiros públicos com competência e parcimónia.  À oposição exige-se que, responsavelmente,  fiscalize os actos do poder, apresente propostas alternativas válidas, emita, livremente, opiniões, promova o debate que incentiva o exercício da cidadania.

Todos, poder e oposição são imprescidíveis ao processo de desenvolvimento. Não admitir isto é negar a democracia e optar pelo poder autocrático que degenera em absolutismo, por vezes de ar angélico e populista.

Desse poder, não queremos! Já tivemos uma má experiência de 40 anos. 

http://lajes.blogspot.com

 

publicado por sim às 00:42

As feridas já aí estão. Dificilmente serão curadas. Ainda por cima com a complacência envergonhada do Sr. Proença, e de outros, até do sr. Claudio Lopes. Toda a gente sabe, vê e repara no compadrio vergonhoso, de termos uma Câmara gerida por um agregado familiar. Ninguém votou para que fosse assim. O Urbano não escolheu a esposa. O Paulino e o Caudio não escolheram as esposas. Sempre os partidos foram capazes de dar pessoas de confiança. Neste caso o que se demonstra é que o próprio partido foi enganado, e todos ficaram de boca aberta com o desplante da actual presidente. E agora aí estão as consequências - um concelho virado contra si mesmo. Tarde virá a acalmia. Só espero que a oposição não caia no mesmo erro, quando for chamada às urnas. Exemplos destes não se admitem. Só no terceiro mundo.
anónimo a 31 de Maio de 2006 às 14:22

Os compadrios estão por toda a parte. Por exemplo neste Blog sempre que alguém da "Famiglia" é visado apaga-se o comentário. Mas a cara de pouca vergonha não fica por aqui responde-se e rebate-se o comentário apagado, não dando hipótese aos leitores de ver o que se está a rebater. É típico da "famiglia" davila. Obviamnete se se apaga um comentário é por que se considera insulto pessoal então não se rebate. Se se responde não se apaga.
Ermo Lindo a 31 de Maio de 2006 às 14:40

Exmo Ermo, Insultuosos são todos os seus comentários. Até acho o administrador deste blog muito paciente e correcto demais, uma vez que até se deu ao trabalho de justificar porque tinha apagado o seu comentário. Se eu tivesse um blog da minha autoria, e tendo em conta que o blog só existe porque o seu gestor o cria e mantém, bloqueava de vez os seus comentários. Nada obriga um gestor a gastar espaço do seu blog com comentários que são todos um insulto, nomeadamente um insulto à Língua Portuguesa. Só devemos deixar entrar na nossa casa quem é bem-vindo. As opiniões diversas são bem-vindas, mas a má educação e o desaforo devem ficar bem longe das nossas porta. Os seus comentários são a poluição deste blog. E vem você falar em cara de pouca vergonha... É ridículo.
Mude de atitude ou vá-se embora! a 1 de Junho de 2006 às 11:16

"Um tal "ermo", cujo comentário ofensivo enviei para o lixo, teve o desplante e a desonestidade de denegrir a gestão da Escola das Lajes, que várias vezes tem sido inspeccionada quer pela IRE quer pelo Tribunal de contas. Qualquer das instituições, após os exames normais à gestão daquela instituição não encontrou nem motivos de censura nem irregularidades. Sendo assim, e os relatórios são públicos, não se pode, a que pretexto for e sem provas, pôr em causa nem o bom nome da instituição nem dos seus responsáveis. Fica aqui o aviso, já feito anteriormente. Em situações idênticas o meu procedimento, como já o afirmei, será apagar semelhantes comentários, ou então submetê-los a prévia apreciação, o que não gostaria de fazer, para evitar que os tribunais julguem os prevaricadores por crime de difamação. "


O Gestor deste Blog, ou um dos, replicou um coment+ário meu que apagou com essas maravilhas acima transcritas. Não quer que se ponha em causa o bom nome da instituição etc..etc.. sem provas e tal. Mas ele pode dizer que a câmara não mostrou o projecto do cruzeira à população, o que é falso, e que são coisas de rapazes depois de um calice de vinho de porto do Leonildo. Sim senhor este senhor realmente so fala verdade e não lança acusações nem põe em causa o bom nome das pessoas. Haja pachorra.

Depois diz que a escola tem sido inspecionada várias vezes eu pergunto como sabe isso (pela famiglia?) e porquê tem sido inspecionada várias vezes? que eu saiba não andam a isnpecionar a torto e a direito. Mostre onde estão esses relatórios que diz que são publicos. Sem mais assunto cumprimentos. Fico a aguardar. Obrigada.
Anónimo a 31 de Maio de 2006 às 15:02

Ó ermo, se pretendes conhecer os pareceres das inspecções procura-os junto das entidades competentes, que não os escondem. pois são públicos. Quanto às inspecções, elas acontecem habitual e normalmente em qualquer serviço. É só ver os relatórios da IRE efectuados nos últimos anos ás diversas escolas. Quanto ao seu "acuso", é mais uma atoarda que afronta o bom nome das pessoas envolvidas. por isso mesmo, a partir de agora, todos os comentários serão passados a pente fino para que situações destas não se repitam nem gerem processos judiciais.
o gestor do bolg a 31 de Maio de 2006 às 20:58

Então não sabe que todos os organismos e institutos públicos têm de enviar no final do ano as suas contas ao Tribunal???
"Haja caridade", como diz um antigo escriba e dirigente do jornal da paróquia. A cabeça é para pensar e não para encharcar com areia...
lepratecoma a 2 de Junho de 2006 às 13:43

Dando continuidade ao comentário, em particular no que diz respeito à «complacência envergonhada do Sr. Proença», permito-me tecer algumas considerações no sentido de contribuir para eventual inflexão da opinião formulada e difundida.
Assim, se o comentário foi feito antes da saída do meu artigo no Dever, sugiro uma leitura atenta do mesmo, artigo esse que mantêm a dimensão e o estilo que me propus.
Se o comentário foi feito depois da saída do meu artigo, então é verdade o que a minha mulher me disse: que o artigo não ia ser entendido por algumas pessoas.
Um problema de estilo, naturalmente.
É conhecida a minha intervenção na Assembleia Municipal sobre a matéria. Se algo teve de envergonhada só se foi a minha vergonha ao sentir-me obrigado a levantar a questão. De facto também a minha mulher não entrou para a EDA comigo!
Quanto ao meu artigo, tem apenas 2 ideias base:
1 - Chamar o caso pelo nome: tacho (alguém mais o fez com todas as letras?)
2 - Provocar os simpatizantes do PSD. Ouvem a ‘argumentação’ da nomeação e nem sequer reagem (excepção para o Sr. Eng. Cláudio Lopes conforme se pode ler no seu artigo no Dever)
Outras ideias e estilos são naturalmente possíveis e adequados. Este é, no entanto, o meu estilo, que pretendo directo, escorreito e estrategicamente político.

J. Proença
J. Proença a 31 de Maio de 2006 às 23:28

1- O Sr Claudio Lopes enquanto Presidente da COmissão Política de Ilha, devia ter feito algo. É um medroso não se quis queimar para não levantar ondas e manter o tacho, que isto de ir trabalhar custa. Será uma vergonha se este senhor se voltar a candidatar. Não há mais ninguém no PSD? só este senhor desde 93 é que tem capacidade para ser a primeira figura do PSD das Lajes? A Sara, para desgosto dele, veio provar que não e existiriam por ventura mais. Não se apercebeu a~inda que a população já não o pode ver? Ainda por cima diz mal da sara em tudo quanto é sitio.
Cravo a 1 de Junho de 2006 às 00:35

Dizer que apenas o hipermercado cria emprego é irreal,a dinamização das restantes obras OBRIGA à criação de postos de trabalho. TRABALHO, é aliás uma palavra que horroriza muita gente nesta terra. À procura de emprego andam muitos, de trabalho muito poucos.
Mas, fala-se tanto da senhora da Câmara e esquecemo-nos de outras senhoras, sim porque este é um concelho cheio de senhoras no poder, é na política,é na educação, é na saúde .... Aliás, era sobre esta última de que deviamos falar mais vezes, mas parece que aí ninguém quer tocar, certamente não é por estar tudo bem! Bem pelo contrário é por estar bem mal. Fala-se da nova (???)escola, fala-se de cruzeiros, fala-se de casas-de-banho públicas e ninguém parece preocupado com as condições física e não só do Centro de Saúde que nos serve. Que condições na sala de espera das urgências, onde está a privacidade no uso por exemplo de um WC em situação de urgência. Este é apenas o mote, continuemos a falar de saúde que bem precisamos. De facto parece não criar factos políticos com tanta facilidade - essa senhora está mais resguardada, por enquanto!
Anónimo a 3 de Junho de 2006 às 00:48

Não vejo o porquê desta polémica afastar eleitores. Estamos a discutir e isto faz parte do regime democrático. Deve fazer congfusão apenas às mentes vpouco democráticas como parece ser o autor deste Blog.
Ermo lindo a 31 de Maio de 2006 às 14:51

O autor deste blog não recebe lições de democracia de ermo. O facto de trazer para aqui assuntos que são do interesse de todos os lajenses e de abri-los á discussão e ao debate; o facto de em cerca de uma semana o blog ter recebido mais de 4 mil visitas; o facto de pretender zelar pelo bom nome das instituições e das pessoas, é mais que suficiente para provar "às mentes pouco democráticas" que vale a pena continuar a lutar pela nossa terra e pelo seu progresso.
Além disso, tem havido aqui comentários sensatos e judiciosos sobre actuações de responsáveis políticos que, se os seguissem e não respondessem a críticas, provavelmente correctas e fundadas, não se teria assistido à publicação de tantos escritos de resposta e contra-resposta na imprensa picoense.
Há muitos que falam, mas nada dizem e há outros comentários reveladores de uma lúcida argumentação e inteligente visão dos problemas que me apraz registar.
Com uns e com outros continuaremos porque não nos move nem o poleiro nem o púlpito. Apenas a liberdade de dizer, em público e para quem nos quiser ler, o que pensamos sobre as Lajes e o Pico.
picaroto a 31 de Maio de 2006 às 21:30

As verdades doem
Anónimo a 31 de Maio de 2006 às 15:26

Não há dúvida de que a nomeação do próprio marido para acessor não fica nada bem, nem mesmo que ele fosse a maior "sumidade".
Com exemplos destes, dados pela própria presidente da CMLP, como é que as pessoas vão ter, ou voltar a ter, confiança na política e nos autarcas (e não só).
Para construir alguma coisa válida é necessário muito tempo e trabalho, mas para a destruir um erro apenas é o suficiente.
Vássecualepra a 31 de Maio de 2006 às 15:45

Pois é a oposição não tem mais nada para criticar senão a nomeação. Triste oposição ou excelente executivo camarário.
maria a 31 de Maio de 2006 às 16:03

Ter tem, mas há que admitir que o assunto da nomeação é recente e chocante, logo, a tendência para ser o mais criticado é natural.
Vássecualepra a 31 de Maio de 2006 às 16:59

estou com o ermo lindo
maria a 31 de Maio de 2006 às 17:24

Serão os dois os próximos nomeados? Não, já lá devem estar...
Anónimo a 1 de Junho de 2006 às 12:09

A Presidente continua a desancar na oposição sobre a nomeação do marido para seu chefe de gabinete, como se fosse aquela a causa de todos os males. A RDP-Açores ouviu-a no noticiário desta manhã sobre aquela controversa e imprudente nomeação. D.Sara, com timbre de voz nervoso diz atribui à oposição a celeuma sobre o assunto.
É pena que haja políticos que não assumem as consequências dos seus actos. São insensíveis à opinião pública e traem as expectativas dos eleitores.
lepratecoma a 1 de Junho de 2006 às 10:01

As feridas vão continuar, porque há quem contribua para isso. Os escritos - Estórias de Serão - publicados no Jornal do Pico são do sr . Carlos Machado. São de cariz mordaz e agressivo. Muitos nem nexo tem. Mas todos tem um destinatário - o elemento opositor que não grama. Num dos últimos escritos classificava de canil a Assembleia Municipal, e dizia: os que perderam saíram com o rabo entre as pernas. Esquecia-se de que todos lá dentro (de todas as cores políticas) eram cães. E que o cão mordido marca o que mordeu. Enquanto este senhor continuar a morder, não espere por dias bons. O ferrete da sua habilidosa escrita pode trazer-lhe consequências. A sua nomeação poderá ser legal, mas obriga-o a estar sempre presente. Se for para estar quase sempre ausente, a nomeação terá sido a forma encoberta do ABUSO DO PODER. Ninguém deseja uma acusação desta ordem.
anónimo a 1 de Junho de 2006 às 14:17

Tenho estado de poltrona a ler os comentários relacionados com o tema em epígrafe. Como de costume há um (a), certo (a) cidadão (ã) que tem por norma atacar pessoas determinadas que nada tem a ver com aquilo (temas), que muitas vezes são pretinentemente expostos e denunciados. Parece que há ainda muita gente que vive no 24 de Abril e não entendeu que os problemas são para serem levantados e discutidos com dignidade e correcção. O ataque pessoal e suez, denota da parte de quem o faz, falta de educação, complexo de interioridade e sobretudo um ser sem qualquer categoria no extracto social em que se insere. Ou será que ele (a)é o (a) único (a) «músico (a) da Filarmónica que marcha com o passo certo?» «Presunção e água benta cada qual toma a que quer», mas este (a) senhor (a) nem tem «t(ermo), nem remates», para sequer ser aceite como comentador (a) destes temas. Tome o meu conselho: «Remeta-se à sua insignificância e tenha ao menos uma vez a educação e a lhaneza de trato suficiente para dar uma opinião sem atacar o bom nome das pessoas. Seja coerente. Não seja rapaz (ou rapariga) da rua. Não seja «marginal», porque cá nas Lajes já se encontram «camuflados (as)», muitos (as), que vieram alterar o viver pacato deste burgo.
Escritor a 1 de Junho de 2006 às 15:02

É triste, muito triste mesmo que as Rádios nada mais tenham para trazer a público do que o que é fácil: o marido da presidente como seu chefe de gabinete. É reprovável que a Senhora não perceba que é um erro político dela que só numa terra deste fim do mundo poderia acontecer, mas ela pode fazê-lo, é verdade, e não se importa que dela falem, é verdade, outros já teriam sido "apunhalados" pelo próprio partido, mas a esta ninguém, do partido dela, diz nada. Agora é preciso que se diga: não há nada para a RDP (rádio pública) tenha para falar sobre o concelho das Lajes, mesmo a criticar a presidente e sua equipa, não há mais nada para investigar ou para trazer lume junto dos ouvintes, de uma forma responsável e que dê a entender que se preocupam com o desenvolvimento destas bandas do sul do Pico? Isso, esse afastamento da comunicação social pública do que é sério e importante, também nos deixa muito desconsolados... para não dizer mais, parece que só quando há polémicas políticas, e ainda bem que as há, é que as Lajes são notícia. Péssima forma de fazer jornalismo...
engrade a 1 de Junho de 2006 às 15:50

Estou completamente de acordo com a sua crítica ao jornalismo público. Esta crítica pode estender-se ao jornalismo praticado por todos os canais nacionais de televisão, que só dão destaque aos Açores quando vislumbram em alguma história a possibilidade de a tornar cabeluda e mostrar que os açorianos ou quem vive nos Açores tem comportamentos selváticos. É aberrante! A ideia que passa dos Açores no Continente é a de um paraíso na terra com pessoas que têm comportamentos da Idade da Pedra. Tem de haver uma forma de impedir isto. E aqui faço um apelo aos nossos governantes: tanto se tem investido, e muito bem, na divulgação da beleza natural dos Açores. Pois bem, é já tempo de investir na divulgação da sua beleza humana e cultural que, parece-me, tem ficado esquecida. Relativamente a reportagens em canais nacionais feitas para denegrir a imagem das nossas gentes, o Governo Regional dos Açores deve estar atento e de alguma forma procurar minimizar os danos causados e impedir que se repitam. A cada um de nós cabe-nos ter um comportamento de homens e mulheres dignos desse nome, nos Açores ou em qualquer parte do Mundo. Faço, portanto, um apelo ao civismo de todos que deve estar presente em todas as vossas acções. Não há nada mais triste e perigoso do que os governantes de uma Região ou de um País agirem sob a convicção de que as pessoas que governam são ignorantes e não merece o seu respeito. E só nós podemos mudar esta relação viciada. Só um esforço conjunto entre governados e governantes poderá conduzir a resultados positivos. Cabeça levantada e espírito crítico construtivo e bem construído, baseado no conhecimento e não na ignorância. Só assim poderemos e saberemos exigir e sugerir e a relação será de verdadeiro respeito e não de um respeito fingido que só precisa que o povo se pronuncie em época de eleições. Temos de querer ser levados a sério como cidadãos e independentemente de cores políticas. Sei que o comentário foi longo, mas também foi sincero e pretende que as palavras vão além deste blog e se transformem em acções.
Façamo-nos respeitar a 2 de Junho de 2006 às 12:15

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