Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

29
Jan 06
Foi hoje inaugurado o novo restaurante Ponta da Ilha.
Parabéns aos proprietários que serviram muito bem e acolheram dezenas de convidados de toda a ilha. Parabéns, sobretudo porque demonstra a vitalidade de uma zona da ilha, cuja população se tem empenhado em transformá-la e em demonstrar que a ponta, virada a São Jorge e à Terceira é um destino valioso.

Folgo também em saber que no Soldão vai ser construido um Hotel SPA, por um grupo económico há muito ligado às Lajes. Valeu a pena a persistência dos empreendedores que acreditam que as Lajes vale muito mais que quem a serviu, publicamente, nas últimas décadas.

As Lajes não valem só o castelo, o campo de futebol e a fábrica da baleia, cujas instalações após a inauguração poderão ser pasto das teias de aranha.
As Lajes precisam de mais vida, de mais empreendimentos, de gente de fora ou de dentro com novos projectos e ideias que não se reduzam ao café do lajense, ao Lagoa ou ao Ritinha, É bom mas é muito pouco.
As Lajes precisam de se abrir a novas ideias e por sso precisam de erguntar a quem sabe, o que se pode fazer daquele espaço e de tantas potencialidades que o mar do sul lhe deu durante mais de cem anos.
As Lajes valem a pena, mas precisam de responsáveis que olhem para ela com interesse e com saber. Não tateando nas opções a tomar sobre o Cruzeiro, sobre o Caneiro, sobre o campo de futebol antigo, sobre a estúpida calçada sem história, sobre o desenvolvimento urbano da periferia e do centro.
As lajes valem a pena com todos, mas todos têm de participar no seu futuro, nomeadamente os lajenses que estão fora, cuja visão de outros pequenos e grandes mundos pode dar importante contributo para a mudança.
Acabe-se com os "inteligentes" que atrás de um copo oferecido para pagar um favor, ditam projectos inconsequentes e sem interesse.
Acabe-se com os maldizentes do Cruzeiro que aplaudem os interesses instalados e não olham para o que está (mal) feito no antigo jardim da Vila.
Todos somos responsáveis pelo nosso porvir.
publicado por sim às 00:03

24
Jan 06
Discordo em absoluto da redução das tarifas da SATA para as chamadas 5 ilhas da coesão, excluindo o Pico que como as demais não tem hospital, nem especialidades médicas permanentes, nem secretarias nem direcções regionais, nem empresas em número apreciável, nem instituições públicas e privadas com capacidade de decisão.
A redução das tarifas, por outro lado, irá favorecer mais os empresários da Terceira, S.Miguel e Faial, pois são esses que deslocam os seus empregados às restantes ilhas.
Os residentes das cinco ilhas, quando se deslocam, normalmente, vão ao médico e o estado é quem paga, ou são estudantes. Assim quem ganha são os de fora.
Também não entendo por que é que os emigrantes têm uma tarifa de 80 euros, se se deslocarem a outra ilha, quando nós para irmos do Pico à Terceira pagamos quase o dobro só numa ida. Esta decisão do Governo, descrimina os residentes e é preciso que façamos sentir junto de quem manda a nossa indignação.
publicado por sim às 00:42

16
Jan 06
1.Quem tanta água mete, devia ser penalizado. Mas não, parece que o horroroso ditado popular "quanto mais me bates mais gosto de ti" tem plena aplicação junto dos eleitores.
Ao menos, vão vivendo e aprendendo e para a próxima tenham mais discernimento nas suas escolhas.

2.Quando é que o Lajense começa a ganhar para voltar à série Açores? Já é tempo do CDL dar uma imagem diferente e de ganhar aos adversários.

3. Porque é que a Câmara não apresenta aos lajenses o projecto para a recuperação e remodelação do Cruzeiro? Será que ali vão fazer uma escada em redor da Cruz, tipo jardins da Babilónia? Ou vão fazer um parque de estacionamento subterrâneo?
Esperemos para ver a maravilha que dali vai sair, após o projecto do Leonildo ter resultado num fiasco. Coisas de rapazes, após um cálice de Porto...

publicado por sim às 19:25

14
Jan 06
Fiquei abismado com a trevelação que a Câmara das Lajes do pico foi a única nos Açores que não apresentou análises periódicas ao Instituto nacional da água como manda a lei. Porquê? Porque teme que os munícipes conheçam a má qualidade da água de consumo? Teme que isso ponha em causa os elevadíssimos investimentos feitos prela autarquia na rede de distribuição de água que colocam a autarquia endividada até aos cabelos?
Teme a verdade dos factos e opções faraónicas cujos resultados não redundam na boa qualidade da água? Mas os consumidores já sentem os testes quando bebem o fundamental líquido. por acaso nunca ouviram dizer que a água das lajes é mais salobra que a da Silveira, que a água da ponta da Ilha- Piedade é puro sal? Façam testes, senhores autarcas, sejam responsáveis e não enganem os consumidores que pagam as taxas que a CM pede. E que faz o delegado de saúde local face a estas graves informações da QUERCUS? Está preocupado ou desinteressado?
É que se há concelhos onde a rede de distribuição é velha, neste é o contrário.
Então Sra Presidente que espera pelo esclarecimento público? Este é um caso de saúde pública que deveria levar os consumidores a boicotarem o pagamento da água, enquanto não forem prestados esclerecimentos cabais que transquilizem as pessoas. o tempo do obscurantismo já terminou e os lajenses merecem mais respeito pela legalidade.
Quem responde a isto, mesmo que seja do site da Câmara?
Já agora, será que O DEVER vai dar a notícia e abordar esta questão? Então sra vereadora/redactora de O DEVER, informar com isenção é isto. Percebe agora porque é que os dois cargos são incompatíveis?
publicado por sim às 20:02

12
Jan 06
Até que enfim, começaram as obras. Parabens aos investidores e força para que no verão o novo espaço esteja aberto.
publicado por sim às 23:14

11
Jan 06
A situação de O DEVER tem de ser de imediato alterada. Como assinante, exijo que a paróquia das Lajes, proprietária do semanário, enverede por uma linhga editorial isenta e plural.
Não é admissível que uma vereadora da Câmara, seja a redactora principal do Jornal. Eticamente é reprovável, pois o exercício autárquico a tempo inteiro não se compadece com o exercício do jornalismo. São duas missões distintas, que não se deve nunca associar.
Além disso, a referida autarca não traz nenhuma mais valia ao jornal: O DEVER não tem uma única notícia sobre a actividade do município ou das autarquias, não insere uma única informação sobre a vida e as obras que ali decorrem: orla marítima, campo de futebol, reparações do castelo e da fábrica da baleia. Não há informação do que aqui se faz e acontece. E o que sai sobre a autarquia, épublicado no Jonal do pico, por incrível que aparece. E os assinantes, sobretudo os do exterior, querem saber o que se passa na sua terra, com imagens cuja dimensão dê para ver o que se faz. Uma imagem vale mais que mil palavras, mas esta norma, é desconhecida pelos responsáveis pelo jornal.
No último número foi publicada uma longa informação sobre obituário e nascimentos, e estes, pasme-se!, nasceram todos nas Lajes. A informação tem de ser credível e este é um erro que a história se encarregará de ridicularizar. É que os jornais são fontes históricas e O DEVER deixou de ser testemunha fidedigna do processo evolutivo do concelho e da Ilha. Desconhece o que se passa em seu redor e reserva aos colaboradores o papel que compete á redacção.
No último número, uma foto com uma imagem sem sentido, preenchia a quase totalidade da primeira página, que como se sabe é o melhor espaço do jornal, onde se dá ao leitor a notícia "fresquinha e apelativa que pode ser desenvolvida nas segunda e terceira páginas, que em ordem de importância se seguem à capa.
Mas neste jornal é tudo tão estático há meses e meses. Passam anos e não se descobre qualquer dinamismo ou novidade, num meio de comunicação que só subsiste e se justifica pela novidade e pelas notícias que oferece aos leitores e assinantes.
Assim não! Há que repensar o jornal, mas com gente que saiba o que está a fazer e que tenha capacidade de aprender. Não com amadores e muito menos com curiosos e militantes partidários pouco cultos que pretendem apenas usar o jornal para servir os seus interesses e causas particulares.
E nesta crítica envolvo também os responsáveis principais do jornal. A Igreja católica e a paróquia não pode continuar a assistir à publicação semanal de mais uma edição de um Jornal, o mais antigo da ilha e um dos mais antigos dos Açores, sem o mínimo de qualidade. Assim não. E não se reclame subsídios para suprir a má qualidade das edições, essas sim, razão da falta de leitores e de assinantes. E se muitos ainda recebem O DEVER, é porque fora da sua terra, anseiam, em vão, que o seu jornal lhes traga a notícia a imagem, o comentário do dia-a-dia dos que ficaram na Ilha-mãe.
Este é um texto que não gostaria de escrever, não fosse a insensibilidade e falta de conhecimentos jornalísticos dos responsáveis do jornal.
Daqui lanço um apelo ao novo pároco das Lajes - Pe Hermínio. Tome o jornal nas suas mãos e dê-lhe um novo rumo, o rumo que os assinantes há muito aguardam e exigem! Reuna-se de colaboradores, que os há nas Lajes e dê uma volta ao texto. Não é preciso ter curso de jornalismo. Basta saber fazer uma notícia (isso já se aprende no terceiro ciclo), e ter o sentido, o gosto de informar o que o povo e seus responsáveis fazem. Esta é a razão fundamental de um jornal. Mas se ainda persistir alguma dificuldade, pode recorrer-se a alguém formado em comunicação social que, ganhando embora pouco, se dedica de alma e coração á causa que abraçou.
Antes o jornalismo também era um sacerdócio. Agora há sacerdotes que abandonam o púlpito e, sem estarem conscientes do papel dos meios de comunicação social, tratam-nos como se fossem pasquins do período da primeira república.
Espero que o Pe Hermínio agarre O DEVER e lhe dê uma grande volta, para prestigiar um título da imprensa que muito mal tem sido tratado nos últimos anos.
publicado por sim às 00:14

10
Jan 06
Por que não?

Há medo de responder ou não há de facto respostas?

Já agora: quando é que O DEVER toma um novo rumo: jornal católico, independente, aberto a toda a colaboração?
Quando é que o pároco das Lajes toma o seu lugar na direcção do jornal e o anterior se reduz a um mero colaborador?

E por que é que o jornal ainda mantem como como responsável pela redacção uma vereadora eleita pelo PSD, e que exerce a funçaõ a tempo inteiro?

Não há mais ninguém nesta terra, com competência poara o desempenho desse cargo?

Ou só os PSD,s são católicos, apostólicos, romanos?

É a decadência !
Voltarei para uma análise mais detalhada ao Jornal fundado pelo Pe Xavier Madruga.
publicado por sim às 00:10

08
Jan 06
Quando é que se inicia as obras da casa da Maricas Tomé?

Quando é que põem nãos à obra os empresário do futuro hiper das Lajes?

Quando é que as Lajes tomam novo rumo e ganham novo alento?

Por que é que a Pres. da Câmara não acciona a construção dos novos hotéis?

Que falta para criar novas zonas verdes no concelho, nomeadamente na Vila?

Que pensa a Câmara fazer do antigo campo de futebol?

Quando é que a Câmara deixa de fazer uma revista literária com autores de fora e edita uma revista de promoção e divulgação do que é nosso e dos que aqui vivem?

Quando é que a Câmara faz um plano de pormenor sobre as zonas de expansão urbana, para que cada qual não construa como quer na transversal e na Silveira?

E mais e mais haveria a perguntar, mas fica para outra oportunidade.

Venham as respostas de quem de direito?
publicado por sim às 19:23




Não pretendo com estas minhas crónicas em que, por hábito, refiro algumas memórias ou acontecimentos passados, consagrar o tempo que já lá vai como a melhor etapa da vida, embora a filosofia tenha consagrado o ditado “ o melhor tempo é o que já passou”.
Por experiência própria todos sabemos, porém, que é conhecendo a história da nossa família, da localidade, ilha ou país onde vivemos que tomamos gosto e damos sentido ao nosso viver individual e colectivo.
Vem tudo isto a propósito das nossas brincadeiras de criança.
Pessoa preocupada com a nossa identidade e protecção desse património lúdico e cultural, recordava-me os objectos e jogos tradicionais que em algumas ilhas aconteciam ao longo do ano.
Por esta altura do ano, a rapaziada ia às ladeiras cortar paus grossos de sabugueiro para fazer inofensivas armas de arremesso com casca de laranja americana.
O jogo do pião começava desde o sábado de Aleluia. Não se podia atirá-lo ao chão durante a Quaresma pois isso significava falta de respeito para com Jesus sofredor…
Mas havia jogos e brincadeiras de todo o ano: o jogo da macaca e do avião, riscado às casolas no chão com giz retirado da escola sem a professora ver, cujos praticantes eram sobretudo as raparigas; os jogos da cabra cega e do lenço que promoviam a sociabilização entre os garotos e garotas, quer no recreio da escola quer à noite no jardim em noite de verão; os jogos de canas, representando as canoas e lanchas na faina da caça à baleia; o jogo do bilro, muito praticado pelos adultos nas tardes de domingo e outros mais que agora não me ocorre.
A actividade lúdica das crianças ia até ao ponto de eles próprios construírem em madeira trotinetas com rodas, ou pequenos carros em caixotes e rodas de madeira, puxados por cães ou outros animais. E se a estes juntarmos os arcos de ferro ou de rodas de bicicleta movidos à mão por uma verga, com que a rapaziada corria pelas ruas ou os carrinhos de rodas de esferas dirigidos por uma engrenagem artesanal de madeira, então podemos constatar que a mocidade de há trinta ou quarenta anos se divertia muito porque não brincava em grupo e pelas ruas, como também era ela quem construía os seus próprios brinquedos e diversões.
O que atrás ficou mencionado representa apenas alguns laivos da minha memória sobre os jogos e brincadeiras da minha infância na Ilha do Pico, que poderão, eventualmente, coincidir também com actividades lúdicas infantis em outras Ilhas.
Importa, no entanto, que uma pesquisa mais profunda se faça na tradição cultural e na memória colectiva, recorrendo-se à recolha oral e à descrição desenhada de todos o jogos e engenhos que o nosso povo criou e aculturou, para que esse património não se perca.
Esse trabalho de investigação poderia e deveria ser efectuado pelas escolas, especialmente pela Universidade dos Açores, entidade onde, nos cursos de Ciências Sociais, se lecciona uma disciplina de Antropologia Cultural. É uma tarefa tão importante como o são as investigações sobre outros temas e vivências que, se não se for a tempo, acabam por perder-se com o desaparecimento das pessoas mais idosas.
Quer se queira quer não a produção em série invade cada vez mais o nosso comércio. De há uns anos para cá, as nossas crianças têm também acesso aos brinquedos mais modernos e sofisticados do mercado. Haja dinheiro e tudo já chega e se compra aqui. É a civilização consumista que “standartiza” todos os bens em todas as latitudes.
Resta saber se em louvor da globalização da economia vale a pena perdermos também a nossa identidade e a nossa matriz cultural.
Eu penso que não. Por isso aqui fica este alerta para que não se percam nas lojas e nos sótãos das nossas casas objectos que outrora promoveram a criatividade e a alegria de tantas crianças das nossas ilhas.
publicado por sim às 18:30

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