Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

29
Jan 07

A segunda votação das eleições do Lajense realizou-se esta segunda-feira. Após um empate há uma semana, entre as listas A e B, venceu hoje a Lista B por uma diferença de 8 votos - 82 para a lista A de Luis Aço, actual Presidente, 90 para Lista B, presidida por José Miguel Paula.

O acto eleitoral desta noite, muito participado até por gente de várias freguesias e até de outro concelho, revelou que o aproveitamento da situação profissional e social, conduz ao caciquismo, ao autoritarismo e, quem sabe?, ao indevido aproveitamento dos cargos.

A recém-eleita nova Direcção do Lajense tem à sua frente uma tarefa enorme de dignificação e acreditação do clube Lajense perante os sócios, jogadores e até junto dos fornecedores e credores. Começar por arrumar a casa, efectuando uma sindicância às contas do Clube, deverá ser uma das medidas primeiras, para que se acabe com os boatos e se analise e defina, com realismo, o futuro do clube, cujo historial enobrece a Vila, o concelho e a Ilha.

A tarefa é gigantesca e exige o contributo e participação de todos: sócios, simpatizantes e atletas.

Olhemos em frente que há mais vitórias para festejar. A primeira, aconteceu hoje.

publicado por sim às 22:22

28
Jan 07

A actividade cultural promovida pela Câmara, com o anúncio de filmes e de espectáculos em tudo quanto é sítio e "site", parece pretender dar a impressão de que os cidadãos deste concelho vivem com uma qualidade acima da média. De facto, não é assim! Não somos um oásis!

Sendo verdade que existe uma assinalável cultura popular, traduzida no número de filarmónicas (6), em alguns grupos folclóricos e de teatro, em manifestações de carácter religioso como o Espírito Santo, nas memórias da baleação traduzidas no entusiasmo em torno das regatas de botes baleeiros, nas folgas, bailes e até nos tradicionais convívios das matanças dos porcos, o certo é que a população do concelho vive consciente da importância de se revitalizar a actividade económica para se fixaem os jovens escolarizados. E perante este grave problema não há cultura que resista.

Vem isto a propósito da polémica, injustificada e teimosa decisão da Câmara em construir um Teatro onde vai dispender uma assinalável verba do seu orçamento, quando deveria destiná-la a outros investimentos reprodutivos.

Nunca é demais repisar este tema, para alertar os lajenses e os cidadãos deste concelho. Os investimentos em curso ou realizados: Recuperação do Castelo de Sta Catarina, recuperação da Fábrica da baleia das Lajes, construção do campo de futebol e a construção da piscina das Ribeiras, são exemplos elucidativos de que os responsáveis municipais importam-se mais com as luzes da ribalta e da sétima arte, com a poesia, com a estética, do que com o penoso quotidiano que se vive em caminhos e canadas íngremes e esburacados, com as dificuldades dos idosos que sobrevivem com magras reformas, ou com os lavradores, operários e pescadores que, numa azáfama incessante, retiram, contra ventos e marés, da terra e do mar cada vez mais abandonados,  o sustento das famílias.

Se os eleitos, que no poder usufruem de benesses que antes não detinham, reflectissem bem na vida do concelho e dos seus eleitores e os auscultassem sobre o que pretendem do seu futuro, certamente, arrepiariam caminho e gastariam o dinheiro de todos nós, com mais parcimónia e mais eficácia.

publicado por sim às 22:32

26
Jan 07

A foto que colocámos em http://lajes.blogspot.com, retrata um desastre ocorrido com uma lancha baleeira no interior da Lagoa das Lajes.

O documento é uma raridade porque mostra não só antigas embarcações, mas também pessoas que fazem parte da nossa memória colectiva.

Veja a foto e deixe neste blog o seu comentário com o máximo de informações de que se recorda.

http://lajes.blogspot.com

 

publicado por sim às 18:26

23
Jan 07

Os sócios do Lajense participaram activamente no acto eleitoral de ontem à noite, manifestando-se interessados na vida do seu clube.

Um empate a 82 votos e 1 em branco, fez com que nova Assembleia eleitoral ficasse marcada para a próxima segunda-feira.

Uma coisa é certa: a mudança para uma gestão mais transparente e participada é uma necessidade sentida por todos.

Ninguém é dono do clube e por isso não deve usá-lo em benefício próprio.

O Lajense é dos sócios. Cabe-lhes, portanto, a responsabilidade de escolher um futuro melhor.

publicado por sim às 12:47

20
Jan 07

Este fim de semana estou em reflexão olhando o mar, como os antigos baleeiros, à espera do foguete para a baleia.

Já não há futebol aqui no campo. Noutros tempos, era dia de festa. Nem se podia passar da Rua Nova até à Rua de Baixo que logo alguém nos obrigava a parar para pagar bilhete...Mas era uma festa. O campo encheu-se de gente para tantas tardes de glória. Que gritaria a das mulheres quando o Lajense marcava...quantos protestos contra o árbitro...quanta tensão descarregada, como se cada espectador fosse um arbitro de alto gabarito ou treinador afamado...e tudo para para que a "briosa" vencesse! E venceu muitas vezes. Levou longe o nome das Lajes do Pico em competições dos vários escalões.  Então, os jogadores suavam a camisola, tinham brio. Os dirigentes e treinadores davam o seu melhor a bem do clube e da terra. De recompensa recebia-se alguns efémeros aplausos e o reconhecimento pelo trabalho digno desenvolvido. Penso na história do nosso club. Um Clube com História que se construíu na dedicação desinteressada de tantos homens e mulheres que tiravam do seu bolso e das suas vidas tempo e dinheiro para que os jovens das Lajes se orgulhassem da camisola que vestiam e dos troféus que conseguiam.

Hoje, parece, já não ser assim. Mudam-se os tempos, os desafios são outros. Com o futuro estádio e melhores condições para a prática do futebol, há que encontrar dirigentes à altura dos desafios que aí vêm para que actuem com realismo, determinação e honestidade. Enveredar por loucuras é destruir o Lajense, clube de que nos orgulhamos pelo seu passado glorioso.  Tal como na competição, construamos as jogadas da defesa para o ataque, para chegarmos ás vitórias.     

publicado por sim às 18:03

15
Jan 07

          Não é a primeira vez que tocamos neste assunto, mas de nada valeu.    Os lajenses continuam a questionar-se:

         Será que não há um dinheirinho para acabar as obras no Caneiro, a primeira fábrica da baleia pois ali se derreteram durante anos e anos centenas de baleias? Ou ficará para depois da recuperação da antiga Fábrica da Baleia da SIBIL?
           É tempo de preparar a Vila para a chegada de milhares de turistas que nos visitam para conhecer o nosso património e dali partirem para observar cetáceos no Sul do Pico, uma actividade económica com muito interesse para a Vila Baleeira dos Açores.

com foto: http://lajes.blogspot.com


publicado por sim às 21:32

12
Jan 07

Há uma série de assuntos desta Vila que não atam nem desatam. Só para mexer com quem tem competência para os resolver aqui ficam anotados:

1-Quando começam as obras do novo lar de idosos da Santa Casa da Misericórdia das Lajes? O que falta: projecto, dinheiro, empreiteiro, vontade de avançar? Há pessoas à espera...

2-Quando são transferidos para as novas instalações no Largo Edmundo Ávila os serviços de registo civil e notariado? Há tanto tempo que o Estado (nós) paga renda e não se dignam transferir do convento aquela repartição pública. Porquê? Falta empenho? Ou espera-se que venha alguém de Lisboa dar um empurrão aos funcionários?

3-O piso do ramal de saída da Vila necessita de reparação. Não há verbas ou falta alcatrão e homens para o colocarem? E já agora quando tapam o buraco na calçada existente junto ao edifício dos CTT? É preciso esperar ainda muito para que a câmara se digne corrigir estas falhas?

 ver: http://lajes.blogspot.com

 

publicado por sim às 12:06

10
Jan 07

Os caminhos municipais e não só, são um rendilhado basáltico de buracos. Quando chove, as mazelas aparecem e são atamancadas com umas mezinhas de bagacina e alcatrão.

O plano camarário para este ano projecta investir mais de 20% em caminhos-comunicações.

Onde e quando, não se diz, talvez para que não se julgue o dito e o feito...

Era bom que os autarcas - todos, incluindo os deputados municipais - prestassem contas aos eleitores do que pretende fazer em 2007, o  designado executivo municipal.

Para promover a transparência das instituições e a participação democrática dos cidadãos do concelho, banindo a demagogia e o caciquismo que continuam a imperar por aí.

publicado por sim às 13:15

05
Jan 07

A questão das ligações aéreas entre o Pico e Lisboa, continua na ordem do dia e afecta as populações desta ilha, sobretudo a residente no nosso concelho, o mais distante do Faial.

O grande investimento com a ampliação da pista e construção das infra-estruturas de apoio, nomeadamente: aerogare, torre de controlo, parque de estacionamento de aeronaves, armazéns de carga, viaturas e quartel de bombeiros, mais o sistema de ajuda às aeronaves (ILS) e a instalação de combustíveis a elas destinados, etc, são obras que marcam uma nova era nas comunicações do Pico com o exterior.

Não aceitamos, por tudo isto, que o Aeroporto do Pico continue apenas com um vôo semanal para Lisboa, limitado à escala pela Terceira, nem aceitamos que a SATA-Internacional lave as mãos alegando nada poder fazer na rota da TAP, pois tem um acordo de code-share que a obriga também ao cumprimento desta operação.

É sabido que à transportadora aérea regional só interessam as viagens de e para o Faial e o mesmo acontece com a TAP (a concentração de tráfego diminui despesas e permitiria a utilização de equipamentos maiores). Mas quem sai penalizado são os passageiros do Pico, devido às despesas de transporte terrestre e marítimo, acompanhadas, por vezes, de estadias imprevistas.

No início deste ano, o segundo da tão aguardada operação da TAP no Pico, exigimos ser tratados em igualdade de circunstâncias com os faialenses.

Terá de haver, pelo menos, dois ou três vôos semanais, em dias convenientes e quatro vôos na época alta, para responder ao crescente tráfego dos residentes e dos visitantes.

O Aeroporto da Horta é para os faialenses, não para os picoenses, pois temos o nosso.

Espero que todos os agentes económicos, sociais e políticos e os cidadãos em geral, se unam nesta legítima reivindicação. Ou vencemos esta guerra, ou continuaremos subalternos.

com foto http://lajes.blogspot.com

 

publicado por sim às 23:39

02
Jan 07

Afinal o desabamento do Hiper das Lajes deverá significar o fim do empreendimento todo, pelo menos naquele local.

Segundo se soube, só começando nova construção, o que é extremamente caro e demorado, se poderá ali fazer alguma coisa, mas com fundações mais sólidas que as anteriores.

Mais uma vez as Lajes ficam a perder.

Não haverá quem queira deitar mãos à obra e pôr de pé outra iniciativa semelhante?

Ou virá alguém de fora preencher essa lacuna do concelho? Quem toma a iniciativa de congregar vontades e capitais?

publicado por sim às 11:56

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