Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

26
Jun 08

Defendo, desde há muito, que as Lajes necessitam de ampliar a sua malha urbana para outras zonas que estão próximas da vila e são a sua expansão natural.

Os terrenos onde foram construídos armazéns e oficinas, ao cimo da Ladeira, no Ramal de Saída da Vila, são espaços adequados para a instalação de novas urbanizações, que poderiam estender-se até à estrada regional em direcção às Terras.

É verdade que são terrenos muito produtivos da reserva agrícola. No entanto, quer acima quer abaixo da estrada regional, a construção de habitações valorizaria muito aquela área e os seus proprietários, cada vez mais cansados das labutas da terra, tirariam mais-valias apreciáveis de campos de cultivo que dão poucos rendimentos.

O próprio Governo Regional, poderia dar o ponta pé de saída, instalando ali habitações sociais e em regime de custos controlados, que são uma forma de fixar os jovens e a população.

Houve até quem chegou a sugerir que a futura Escola, já que tem de sair da Vila, ao menos ficasse mais próximo dela, nos terrenos que acabámos de referir.

Como nada é estático e as circunstâncias aconselham a repensar, permanentemente, as situações e os projectos rumo ao futuro, os cidadãos e os responsáveis devem encarar este assunto com a máxima abertura.

publicado por sim às 01:10

22
Jun 08

O Jornal Público, publica hoje um interessante artigo de José Vitor Malheiros sobre o anonimato na internet. O autor, considera que a possibilidade de anonimato é condição de liberdade. Não é por acaso que as democracias defendem o voto secreto.
Paradoxalmente ou não, o anonimato floresceu na Internet, último espaço onde se pode ser outro e explodir em heterónimos nas redes sociais que são os novos espaços de convívio global. O infeliz caso de Megan Meier e o julgamento de Lori Drew arrisca-se a resultar numa redução dessa liberdade. Descobrimos que dar um nome falso ou mentir sobre a idade na Internet pode ser crime.

Este é um tema recorrente neste e noutros blogs, sobretudo quando os leitores julgam que só a verdadeira identidade confere justeza a um comentário ou afirmação.

Daí haver quem não descanse enquanto não encontra os o real nome de anónimos e heterónimos.

É curioso que não se discute a opção de Fernando Pessoa e de outros escritores portugueses e estrangeiros por essa estratégia. Mas condena-se quem recorre ao uso dos pseudónimos (nomes falsos) para poderem afirmar a sua liberdade de expressão.

Nos meios pequenos, onde quase todos conhecem tudo sobre todos, é mais difícil ser-se igual a si próprio e demarcar o seu espaço. O habitual é não manifestar o que se pensa, com receio de fazer inimigos ou de provocar mal-entendidos.

Não questionar, nem criticar e pensar pela cabeça dos outros, dizendo Amen a tudo e a todos gera o desinteresse pela vida colectiva.

As sociedades que favorecem esses comportamentos, estão doentes e não promovem o espírito crítico, nem dinâmicas de desenvolvimento humano e social.

 

Post scriptum:

Face ao número de comentários, pergunto-me se o anonimato ou o pesodónimo merecem assim tanta repulsa, discordância ?! 

É verdade que o texto, citando um artigo publicado no Público, teceu pontos de vista que não agrediram ninguém, como é norma neste blog.

Então porquê tanta discussão sobre as vantagens de dar a cara???

Não será porque é mais "saboroso" discutir pessoas que ideias?

publicado por sim às 20:43

17
Jun 08

 

LAJES DO PICO: UM OCEÂNO DE OPORTUNIDADES
Um modelo de desenvolvimento integrado para o século XXI

Apresentação do Concelho das Lajes do Pico, por Sara Santos, Presidente do Município
Um novo rosto para o Concelho: resultados de uma nova política municipal.
Destaques:
- Centro de Artes e de Ciências do Mar (antiga fábrica da baleia SIBIL) e Posto de Turismo do Forte de Santa Catarina: equipamentos modelares da rede integrada de equipamentos sócio-culturais, de lazer e turismo.
- Programa editorial: revista Magma, Biblioteca Açoriana, Boletim Municipal
Apresentação do dr. Carlos Alberto Machado, coordenador de edições, e do professor Urbano Bettencourt (Universidade dos Açores), coordenador da Biblioteca Açoriana.
Sessão musical com Bartolomeu Dutra


Encontrei este naco de prosa política ou de publicidade política no sítio do Município das Lajes do Pico. Não me admirei. Fiquei, apenas, sem saber se se tratava de um projecto camarário, se de uma conferência, simpósio, work-shop, sessão solene, concerto musical...que mais?

Faltava-lhe a data, o local, circunstâncias que concretizam um qualquer evento. Nada encontrei. No destaque, nada se diz!

O "Oceano de oportunidades" parece ter-se perdido no Atlântico de ilusões, por falta de rumo de estratégia, de objectivos.

Não é assim que se promove e releva um concelho. O das Lajes do Pico tem muito mais que o que aqui se apresenta. Só por isto não é modelo de desenvolvimento integrado. Mal iria o progresso se se confinasse apenas a um Centro de Artes, uma revista, uma colecção de livros e um Forte recuperado. Por aí, SÓ, não vamos lá.

O desenvolvimento não passa apenas pelas literaturas. Se assim fosse, quantos países de África e da América Latina pertenceriam ao clube dos ricos!...

Desenvolvimento é muito mais. É uma economia dinâmica, que atrai capital e investimento externo, população, jovens quadros e técnicos.  Não são projectos megalómanos como o Teatro, dispensável porque há outros espaços congéneres suficientes.

O PRESENTE e o FUTURO passam por perguntar, sem perda de tempo, aos técnicos do desenvolvimento, de pequenas comunidades como a nossa, por onde começar e o que fazer.

(O projecto do parque de estacionamento é uma mais prova de que aquele espaço, se dimensionado de outra forma, poderia ter outras valências comerciais fundamentais às Lajes. 

Equipamentos modelares, são aqueles que potenciam a criação de empregos produtivas, que geram o envolvimento das populações e acompanham os novos empresários no risco calculado de que as Lajes foi pioneira no comércio, na actividade baleeira, na safra e na indústria do atum. Quem não se lembra desses tempos de dinamismo empresarial?

Se pelo contrário o "modelo de desenvolvimento integrado" é este que os responsáveis municipais propõem, não chegaremos longe, porque ele não tem bases sólidas, nem é assumido pelos lajenses como credível.

Oxalá me engane, mas as provas são cada vez mais evidentes. Infelizmente! 

publicado por sim às 22:33

08
Jun 08

 

Clique aqui e veja a notícia oficial da inauguração com foto.

 

 

O Núcleo de Recreio Náutico do Porto das Lajes do Pico vai ser inaugurado hoje às 11h00.

Trata-se de um melhoramento muito importante pois permitiu um ordenamento desta bacia interior e uma melhor arrumação e segurança das embarcações de pesca e de recreio. Trouxe também melhores condições à actividade do whale-watching. Simultaneamente, com o desaçoriamento da Lagoa, embarcações de maior porte e calado poderão acostar às estruturas agora construídas.

Até agora a Lagoa como bacia, não estava aproveitada em todas as suas potencialidades.

Situada a sul, a grande baía das Lajes do Pico, dispõe agora de instalações adequadas para receber embarcações de recreio náutico e outras que aqui venham descarregar o pescado, como aconteceu o ano passado durante a abundante safra do atum.

Enquanto isto, falta concluir o projecto de ligação entre o muro do caneiro e a Muralha de Defesa. E importa também que o espelho d'água formado entre o Caneiro e a Ponta da nova Muralha, tenha maior profundidade e se retire dali as rochas que obrigam à colocação da bóia.Durante os preparativos para a festa, a Rosa Maria sofreu um rombo na pôpa e no casco do lado direito, devido ao rebentamento de um cabo. Um precalço que não se esperava e que obrigará esta lancha com mais de 50 anos de história ligada à baleação, a ter de voltar ao estaleiro.

 

 

 

publicado por sim às 02:02

03
Jun 08

Pessoa idosa fez-nos chegar o lamento de não ter condições para se deslocar, com segurança à Poça do Pano, para ali tomar banho.

Por cima do muro, para quem tem dificuldade de andar, não é o caminho mais fácil: não há apoios e, por isso, os mais idosos sentem-se constrangidos e têm receio de cair.

A sugestão que nos deu foi a seguinte: Por que não fazer-se um carreiro, junto ao muro, do lado do mar, coberto com uma grade em madeira, que se retiraria no fim da época balnear?

Custaria assim tanto? E não têm os idosos, com grandes dificuldades de movimento, direito a disfrutarem as vantagens de um banho de mar que lhes proporciona algumas melhoras para os seus achaques?

Aqui fica a sugestão. Por ser investimento de pouca monta, julgo que ou a Câmara ou a Junta de Freguesia das Lajes do Pico, ou ambas em parceria, satisfarão este lamento que sai da boca de muita gente.  Para mais, as águas são de boa qualidade, como reconheceu há dias a QUERCUS. 

publicado por sim às 23:13

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