Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

23
Ago 11

Há por aí um movimento desusado na Vila. A festa mexe com a vida deste pequeno burgo, acolhendo filhos e forasteiros.

Se não voltassem a casa os que fora andam, a Vila não estaria em festa.

O que faz a festa é o reencontro, o convívio, o estar em família.

Quem não aceita que este tempo de festa, proporciona a diversidade de opiniões, de sugestões, de críticas e de comentários pouco laudatórios sobre situações que se arrastam no tempo, atitudes pouco respeitadoras de opiniões diferentes e divergentes, quem não aceita a diferença, não aceita quem vem, quem está e quem se identifica com a terra onde nasceu.

A Semana da Festa dos Baleeiros, não pode ser apenas um fait-divers, um tempo para provar uns peticos e tomar uns copos e para cumprir promessas de crenças antigas e pouco fundamentadas.

A Festa é um tempo de convívio onde se revive o passado, se pensa o presente e o se projeta o futuro. O que identifica os verdadeiros lajenses é quererem o melhor para a sua terra.

Neste sentido, a Festa vale a pena porque é um tempo de catarse e de construção do futuro.

Viva a Festa!

 

 

publicado por sim às 16:52

20
Ago 11

 

A Vila das Lajes, a primeira povoação da ilha, vive os seus dias maiores, neste ano de 2011, com a festa de Nossa Senhora de Lourdes.

De há longos anos a esta parte, esta é a Festa Maior das Lajes, se bem que o orago da Paróquia seja a Santíssima Trindade, que ao longo dos séculos, nunca teve uma destacada celebração litúrgica e festiva.

Talvez porque esse dia é também celebrado noutras paróquias.

Talvez porque a representação figurativa da Trindade é muito difícil, o mesmo não acontecendo com o Jesus histórico, a Virgem Maria, um Santo ou venerável.

Talvez porque o Mistério da Trindade é de difícil entendimento, a não ser aos olhos da fé, como explicou a criança que brincava na areia a Santo Agostinho quando este tentava um raciocínio lógico sobre a identidade das três Pessoas iguais e distintas.

O certo é que a Matriz das Lajes, cuja invocação é a Santíssima Trindade, não possui um único simbolo do seu Patrono que também é de algumas paróquias açorianas. As Lajes podia tê-lo feito, integrando-o no retábulo da capela-mor.

Que simbolo? Certamente um simbolo que decorresse da interpretação evangélica de um ou vários artistas plásticos, arquitetos e outros artistas, convidados para esse efeito.

Pode ripostar-se que é difícil materializar a Trindade, mas não foi isso que a Igreja fez, ao longo de dois mil anos, socorrendo-se de imagens para evangelizar os povos?

No princípio, a comunidade cristã não tinha necessidade dessa simbologia, tão próxima estava dos testemunhos dos apóstolos e discípulos. Com o passar dos anos, a igreja foi-se conformando com o poder de então e, a partir da era constantiniana, a magnificência e manifestação do poder religioso impôs-se aos fiéis, obrigados que foram a professar a fé cristã, sob pena de serem penalizados.

Não vale a pena condenar a história. Importa dela retirarmos os ensinamentos que expurguem das práticas religiosas tudo quanto possa ofuscar o essencial. E o Essencial é Deus- uno e trino- que se revelou em Jesus Cristo, nascido de Maria.

Foi isto que João XXIII pretendeu com a convocação do Concílio Ecuménico Vaticano II. Abrir portas e janelas, para que o Espírito Santo, com o seu sopro vivificador, varresse toda a espécie de bulor, de exageros e de mundanícies que encobriam a verdadeira face da Igreja, povo de Deus, Povo sacerdotal e Comunidade dos crentes.

Esta é que é a Matriz da Igreja fundada por Cristo – ser Serva e Pobre. Não uma igreja portentado, que afirma a sua glória mundana em gastos supérfluos e transitórios e se impõe por discursos inflamados, barrocos e vazios que muitas vezes não anunciam o Evangelho de Jesus.

O que se esperava que fosse feito na Matriz das Ljes, edifício iniciado no século 19 e recomeçado nos anos 50 do século passado, era que a renovação litúrgica conciliar se traduzisse na simplicidade dos adereços e equipamentos indispensáveis à celebração do culto religioso, valorizando os retábulos barrocos existentes e de grande qualidade e introduzindo elementos artísticos atuais, se esses fossem considerados indispensáveis.

O exemplo da Sé de Angra reconstruída deveria ter sido paradigma a seguir.

Construir retábulos segundo modelos e estilos de há dois e três séculos não se compagina com as considerações que atrás expressei.

Por outro lado, os retábulos sumptuosos e magníficos que antigas igrejas possuem e preservam, significam um distanciamento de Deus, Altíssimo, Forte e Admirável que uma boa parte do Antigo Testamento transmite, mas já não condiz com o Senhor Jesus próximo, irmão e amigo do homem, que o Novo Testamento revela.

Não é apenas uma questão de estilos artísticos mais ou menos belos, é também uma ultrapassada concepção do cristianismo que, talvez inadvertidamente, se pretende manter.

Esta reflexão levar-nos-ía muito longe pois afeta também a praxis pastoral de distanciamento ou de proximidade, de participação eclesial ou de imposição inflexível sobre preceitos não evangélicos, de reflexão aberta ao Evangelho e à vida, ou da rejeição de opiniões diferentes, no pressuposto de que a autoridade na igreja é uma pirâmide, cujo topo é mais « iluminado » que a base...

 

Estas considerações não são crítica a ninguém.

São uma opinião de quem gostaria que a Igreja fosse uma comunidade serva e pobre, atenta aos sinais deste mundo em crise, abalado por um sistema económico que afeta os mais fracos e engorda os mais poderosos.

Que bom seria que a Igreja denunciasse esses atropelos, propusesse caminhos novos, segundo a sua doutrina social, e todo o povo de Deus fossem exemplo do seu Senhor que deu a vida por todos e rejeitou as honras, o poder, a magnificência, o fausto, a riqueza e recusou, violentamente, a idolatria e fez uma opção pelos mais pobres!...

 

publicado por sim às 17:17

11
Ago 11

Falta cerca de uma semana para iniciar-se o Novenário em honra de Nossa Senhora de Lourdes.

Hoje, já é possível apreciar o retábulo do novo altar do lado da terra, onde a imagem, habitualmente, é colocada. Dispensamo-nos de qualquer apreciação, se bem que tenhamos a nossa opinião mas ela não nos foi pedida, nem à comunidade. Quem tinha poder de decisão autorizou o retábulo e aí ficará, pelos anos fora.

Por outro lado, prosseguem também as obras de recuperação do edifício da Matriz das Lajes do Pico. O teto está a receber melhorias e, como tudo leva tempo, às vezes muito tempo, o edifício não ficará concluído para a festa.

Lamenta-se, uma vez mais, não se ter envolvido a comunidade das Lajes, nestas iniciativas, para que pudesse também colaborar. Quando se acabarem os mecenas, talvez se recorra à boa vontade dos fiéis, como sucedeu, quando a Matriz foi reiniciada nos anos 50. Oxalá ainda se vá a tempo...

Quanto à preparação da Festa que compete aos párocos responsáveis e a todo o povo cristão, espera-se que todos sejam chamados a pronunciar-se. É uma prática muito recomendada pelos responsáveis eclesiais e uma forma de envolver mais gente no processo pastoral. Ou não será?

 

Pela vila, já são visíveis trabalhos de ornamentação e colocação de equipamentos para a festa.

Talvez não fosse má ideia, começar-se a promover já a festa junto dos OCS regionais e nacionais.



 


publicado por sim às 18:31

08
Ago 11
Dizem os entendidos, e nós constatamos, que os municípios picoenses não efetuam quaisquer investimentos.Está tudo parado! Não entendo bem estes procedimentos, pois se há orçamentos aprovados e montantes destinados a isto e àquilo, por que não avançam os concursos? Mas com bom senso e critério!...Há anos, pretendeu-se construir nas Lajes um Teatro Municipal, nas traseiras da inditosa casa da Maricas Tomé. O projeto abortou por influência da opinião pública que não achou bem a execução da ideia camarária. Mais tarde, apostou-se no Polivalente da Piedade, com aval Municipal. O edifício está concluído, mas falta pagar ao emproteiro que, sem dinheiro, não entrega a chave. Penso que é hora de construir o necessário economicamente rentável pois sem gente não há investimentos que cheguem. Há tempos prometeu-se um polivalente ddesportivo para Santa Cruz, para uma modalidade em que os atletas são, quase todos de fora. (Não aprendemos nada com a ruinosa época do Lajense na terceira divisão, nem com o Madalena no hóquei e no futebol). Vivemos do imediato, do que dá votos, do efémero e os que vierem que fechem a porta. Talvez por isso é que os investimentos não se destinam a criar riqueza. Pretendemos o foguetório, enquanto os visitantes cada vez mais optam pelas Lajes e os daqui optam pelo exterior. Contrastes que fazem pensar, sobretudo a quem viveu mais anos e já viu este teatro num qualquer palco da praça pública... E ainda querem uma escola nova nas Lajes?...Para quem? Para ficar vazia após o construtor a terminar? É necessário repensar as opções políticas JÁ, ou estaremos a des. éreo ar a galinha dos ovos de ouro...
publicado por sim às 17:59

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