Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

31
Out 11

Contrução do Passeio Marítimo das Lajes do Pico custa ao município 1,6 ME a pagar em 20 anos

 

A empresa municipal CulturPico, cujo capital é detido a 100 por cento pela Câmara das Lajes do Pico, vai investir 1,6 milhões de euros na construção de um passeio marítimo, que será pago nos próximos 20 anos.

A obra, cujo concurso foi hoje publicado no Diário da República, é considerada estruturante para o concelho e prevê, além da construção de um passeio junto à orla marítima da vila das Lajes, a criação do Jardim da Baleia, no local onde antes existia o campo de futebol municipal, e a beneficiação das casas dos botes baleeiros.

De acordo com o plano de atividades da CulturPico, esta obra permitirá requalificar "toda a frente marítima" da vila das Lajes, abrangendo uma área onde se inclui o Museu dos Baleeiros, que é o mais visitado dos Açores, um porto de recreio e de pesca, três zonas balneares, as casas dos botes baleeiros, o Forte de Santa Catarina e a antiga Fábrica da Baleia.

A construção do passeio marítimo não se resume, no entanto, à oferta de equipamentos com funções didáticas, lúdicas e de descanso, já que também pretende "potenciar a construção de um novo hotel" nas Lajes do Pico, aumentando a competitividade do sector turístico do concelho.

Para financiar esta obra, que envolve um investimento total de 2,1 milhões de euros, dos quais 600 mil serão financiados através do Instituto do Turismo de Portugal, a CulturPico recorreu a um empréstimo bancário no valor de 1,54 milhões de euros, "cujo serviço da dívida" será assegurado "por um contrato firmado por 20 anos" entre o município das Lajes do Pico e a empresa municipal.

Paralelamente a esta obra, a autarquia pretende definir um plano de reabilitação urbana da vila das Lajes, que poderá incluir benefícios fiscais aos privados detentores de edifícios situados na zona histórica.

Criada para executar projetos de desenvolvimento do concelho e gerir equipamentos públicos, a CulturPico é responsável pela gestão do Forte de Santa Catarina, do Centro de Artes e Ciências (antiga fábrica da baleia), do Campo Municipal de Jogos e ainda da Biblioteca Dias de Melo e do Auditório Municipal.

RF.

LUSA/AOnline

publicado por sim às 19:33

13
Out 11

Tenho lido opiniões várias sobre a necessidade de reformulação do poder autárquico no Pico, isto é, da supressão e fusão de Juntas de Freguesia e da extinção de concelhos.

Nada que seja novo e que não gere alguma controvérsia, sobretudo porque há razões históricas e culturais ancestrais que importa não esquecer e considerar. Se, por exemplo, ninguém ousaria propôr a integração da Holanda e da Dinamarca num estado federado, ou de Portugal e da Espanha, na federação ibérica, também não é fácil, de repente, integrar ou extinguir serviços municipais numa determinada vila, sem pensar nas acessibilidades dos utentes e na disponibilidade dos serviços em tempo útil. Pois se hoje já assistimos aos efeitos maléficos do distânciamento nas áreas da saúde, das obras públicas e das comunicações. Não se pode esquecer que para tratar de um problema da PT, os utentes da Ponta da ilha, das Ljes e de São Roque, têm de deslocar-se à Madalena, e que o Faial tem uma pesada herança de serviços que não pretende deslocalizar, para mal de todos nós.

Não é pois fácil. Pois se a própria igreja católica continua a manter as paróquias e delas não abdica, ela que é a instituição mais antiga, cuja experiência todos reconhecem?

Já agora, gostaria de saber qual a forma de organização pastoral que o clero picoense propõe para responder melhor à evangelização, ou como melhor organizar as paróquias para dinamizar as comunidades cristãs.

 

Seria importante que essa reflexão também fosse feita e publicada para todos sabermos o que os responsáveis eclesiais pensam. (Ou a pastoral e organização das comunidades não necessita de uma reflexão séria e não carece destes responsáveis o mesmo empenho que emprestam, como cidadãos, à organização autárquica?)

 

Voltaremos ao assunto, mas apelamos à opinião dos leitores.

 

publicado por sim às 16:47

08
Out 11

A visita do Governo ao Pico constituíu, para o nosso concelho, uma evidência de que as obras daqui para lá vão ser pensadas e repensadas. Outras, prosseguirão para se cumprir o anunciado pois como diz Rui Veloso "o prometido é divido", mesmo que não seja o mais correto.

 No que concerne às Lajes, nada foi dito sobre a construção da nova escola Básica e Secundária, o que pressupõe que C.César não irá construí-la, nas atuais circunstâncias. É a posição correta. Só faltou foi dizê-lo e explicá-lo.

Todos sabemos que as promessas eleitorais são assim e, quando não cumpridas, deixam mal os atores políticos - os deputados que tanto se afanaram em comprar terrenos e fazer projetos. Esqueceram-se de que os tempos correm e as circunstâncias alteram-se e agora, terão de engolir mais uns sapos...

Faltou nesta visita do Governo uma abertura ao estudo do projeto do porto de recreio das Lajes, por fora do Caneiro.

E faltaram também outros projetos para fixação das novas gerações, nomeadamente, apoios à agricultura ecológica que ressuscite os nossos pomares, cuja fruta deliciosa era enviada para a Terceira e São Miguel, bem como uma campanha de incentivo aos jovens para que regressem à terra e a cultivem de modo mais rentável.

Faltou isto, embora o presidente dos Jovens Agricultoires picoenses tenha assumido uma nova postura neste setor que prenuncia que os jovens estão conscientes de que ser agricultor hoje, vale a pena.

Neste sentido, importa também que o Município repense todos os seus projetos e os adeque ao desenvolvimento da atividade económica.

O tempo dos jardins e dos teatros, deve dar lugar a investimentos mais reprodutivos. Desde Já, para que não se perca o combóio da mudança que aí vem.

Esta semana realizou-se um encontro de grande importância para o desenvolvimento do turismo e das potencialidades marítimas em todo o arquipélago.

Não vale a pena repetir que temos vantagens comparativas nesses domínios.

Importa que canalizemos para aí os recursos disponíveis.

E como está na hora de elaborar propostas de orçamentos e planos, convém que esta seja a bitola das opções dos eleitos locais.

Foi para isso que foram eleitos. Não só para responderem às necessidades básicas das populações, mas para efetuarem análises prospetivas do desenvolvimento deste concelho e realizarem as iniciativas mais convenientes.

É por aí que devemos ir. Não por projetos ultrapassados e não-reprodutivos.

publicado por sim às 15:52

Outubro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
pesquisar
 
blogs SAPO