Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

17
Out 06

 

A Câmara Municipal, através do escriba-mor da côrte,  tem-se multiplicado em prosápia laudatória na imprensa local, publicitando o dito e o feito.

Tamanha ousadia e petulância foi ao ponto de comparar a abertura do concurso de ampliação do Museu dos Baleeiros, com o arranjo do passeio em frente, com a conclusão do Forte de Santa Catarina, com a Piscina de Santa Cruz, a recuperação em curso do edifício da Fábrica da Baleia, o novo Campo de futebol das Lajes, “mais tratamento de águas, mais recolha selectiva de lixos, mais caminhos, zonas balneares, etc”, concluindo: “e nós continuamos à espera da ampliação do Museu.

 

Tamanha presunção vem de quem pretende passar a imagem de que este é um concelho-oásis, do tipo bóra-bóra, em que a qualidade de vida dos cidadãos já atingiu patamares de excelência nos domínios económico, social e cultural.

Pretender vender a ideia de que a água que consumimos é, toda ela, de excelente qualidade e desconhecer que há centenas de pessoas que vão à Silveira e ao mistério de São João encher garrafões de água para consumirem (como se fazia, antigamente, com a água da fonte da Silveira), ou lavar as suas viaturas, enquanto noutras localidades se bebe água do tanque...

Ignorar que não se executou, como prevê o Plano para 2006, a  “requalificação de arranjos urbanísticos no Bairro Fernão Álvares Evangelho”,  nem se melhorou as zonas balneares da Fonte, do Portinho e da Maré;

Que do novo parque infantil, e do novo mercado municipal nem há primeira nem segunda pedra lançadas...;

Esquecer que os caminhos municipais, tal como as anteriores obras previstas no Plano de 2006, estão degradados e afectam veículos e proprietários... com tudo isto e muito mais que  no concelho está por fazer a um trimestre do fim do ano!...deve ser confrontada a Câmara.

Não é possível que esses projectos sejam iniciados, dados os prazos legais de lançamento, exame e adjudicação das obras.

Quer isto dizer que muito do DITO e PROMETIDO, NÃO SERÁ FEITO.

Quanto à fábrica da Baleia, não faltava mais nada senão o Município, com uma veleidade parola, pretender retirar importância ao Museu dos Baleeiros – o mais visitado dos Açores. Apenas para relevar a Fábrica da Baleia, designada por centro de artes e de ciências do mar, consideranda no Plano “o ponto central da rede de equipamentos do nosso concelho.”

É uma visão míope, uma visão paroquial, que não se compagina com a abertura de espírito que esses projectos podem proporcionar, desde que os responsáveis tenham uma visão universalista e não sectária ou elitista da cultura.

 

Reconstruir a antiga Fábrica da SIBIL foi o mais fácil. Resta saber – e temo que não – se a Câmara tem a noção e sabe o quê e como instalar no seu interior o núcleo científico e museológico que tanto apregoa. Será que o reitor da universidade já respondeu afirmativamente ao pedido de apoio público mas deslocalizado, da Presidente em cerimónia oficial? Ou a intenção ainda não chegou ao departamento competente?

Estas é que são questões que os responsáveis municipais deveriam abordar e esclarecer nos bem pagos espaços autárquicos dos jornais. E deixar-se de promover fitas como se as Câmaras fossem empresárias de cinema.

Há, de facto, actores secundários, que pretendem ocupar o papel da actriz principal, mas isso só acontece porque uns e outra são tão maus, tão maus, que dão cabo do argumento e da realização do filme.

 

publicado por sim às 23:55

DEPOIS DE TANTA PORRADA NO CHEFE E SUA EXCELSA CONSORTE, SOMENTE APETECE DIZER QUE: «QUEM NÃO SE SENTE, NÃO VEM DE BOA GENTE!». AQUI RESSALVO A DONA PRESIDENTE QUE TEM SANGUE DAS MELHORES FAMÍLIAS LAJENSES, MAS QUE FOI VIRULENTADO POR SANGUE DE DUVIDOSA QUALIDADE IMPORTADO DO INTENDENTE EM LISBOA. REALMENTE ESTE ACTOR DE TERCEIRA CATEGORIA, QUE LHE SAIU NA RIFA, É COMO O CÃO PEQUENO QUE MORDE PELA CALADA E CORRE A SEGUIR PARA SE ESCONDER NO SEU PORTO DE ABRIGO NA CAPITAL, OU NA CIDADE DO TEMPLO DE DIANA. TANTA BESTEIRA E BOSTEIRA VOMITADA DAQUELA BOCA CONSPURCA DEMASIADO O NOSSO LUGARINHO QUE NÃO MERECIA SER ASSIM TÃO MAL TRATADO. ENQUANTO NÃO SE DESENTERRAREM «OS OSSOS DA CADELA DO TRÓIA» E SE OFERECER O BILHETE DE IDA, AS LAJES VÃO CONTINUAR A SER O «PALMO DE LEPRA», QUE TEM SIDO DE HÁ UNS TEMPOS A ESTA PARTE.
TERRADAFORCA a 18 de Outubro de 2006 às 01:42

Custa a crer que a voz mandatada da CML, através do seu bloguezinho, tenha a displicência de fazer comparações entre as acções do Governo Regional e aquilo que a muito custo a autarquia lajense vem desenvolvendo nos últimos tempos... ser CHEFE a quanto obriga!

Ou melhor, até se compreende. Para uma pessoa que acaba de chegar às Lajes e que não tem a mínima noção de nada, que não seja a ideia da cultura à força!

Saberá o Senhor CHEFE aos anos que está prometida a reconstrução do forte? Da fábrica da baleia? Do campo de futebol? Das obras na Vila?

Estamos a falar de anos e anos de atrasos... mas claro que para quem quase que aterrou de paraquedas nesta terra e que além disso tão pouco tempo nela passa, que se multiplica ora aqui, ora no continente, nada sabe, nem pode ser obrigado a saber...

Ocupar um cargo público e revelar tamanha ignorância é lamentável. Assim vai o poder nas Lajes do Pico!

Uma Câmara que descura áreas basilares como a rede viária, habitação, fixação de jovens, incentivo à criação de empresas e de um espaço industrial condigno... para direccionar todas as suas forças em filmes, exposições, festas, enfim… eventos a que alguns chamam: cultura. Mas que prefiro apelidar de pão e circo. Um bodo de leite permanente!
Bodo de leite a 19 de Outubro de 2006 às 15:11

Gostava de saber como é que a presidente da câmara ainda mantem no cargo o dito cujo. Noutro local, mais aberto, a edil já teria exonerado o respectivo, tal é a pressão da opinião pública. Já os jornais falaram, dos Açores e até do Continente, este blog que ultrapassa as fronteiras da ilha e é visionado por muita gente em todo o mundo, já o denunciou e a Sra nada faz. Pretende cair com o consorte, certamente e não voltar a pisar as alcatifas do poder, proximamente.
Continuo a achar que o ministério público e a oposição já deveriam ter levantado a legalidade ou não da decisão. Será que é preciso esperar muito mais, ou este não é um caso que pode prenunciar abuso do poder em proveiro próprio?
Então? por que se espera?
O Ps que faça qualquer coisa na Assembleia Municipal. Chame os jornalistas, levante a questão junto da opinião pública - uma vez mais! Até que tudo se esclareça. Ou não temos direito a ser informados convenientemente?
mouraria a 19 de Outubro de 2006 às 16:44

"O Ps que faça qualquer coisa na Assembleia Municipal."
Veja lá se não está a pedir muito. Já agora vai pedir, também, para que dêem sugestões para desenvolver o concelho.
Anónimo a 19 de Outubro de 2006 às 17:35

Meu caro,

quanto à questão CHEFE, ao que me parece, o que era para ser feito pelo PS na Assembleia Municipal, foi feito. Desde levantar a questão, passando por questionar directamente a Presidente, propor a votação de um voto de protesto, alertar a opinião pública, etc. etc.
Agora não nos podemos esquecer que o PS, sozinho, não pode decidir nada.
O ponto fulcral desta questão passa pelos membros do PSD. Esses sim, se optassem por pensar pela sua cabeça, podiam resolver esta questão de uma só vez.
Só que em vez de procurarem aquilo que são os interesses do concelho, os membos da Assembleia do PSD estão lá apenas para decorar a sala... e satisfazer as vontades da Presidente da Câmara.
Assim não dá! Que Democracia tão pobre!
Zé da Rua Nova a 21 de Outubro de 2006 às 22:23

Ainda me lembro da incoerência de Sara Santos na resposta que apresentou ao mais jovem membro da Assembleia Municipal. Foram palavras dignas de chacota nacional, a Presidente tentar fazer passar a ideia de que estavam a entrar-lhe no campo pessoal e familiar... e vir invocar a idade do Deputado Municipal em causa e a sua formação académica!!!! Alguém percebeu, vindo de quem vinha, onde quis chegar Sara Santos?
Mas que diabo!!!!! Quando foi a própria a entrar no campo pessoal e familiar ao pôr o marido num cargo público e nas condições criticáveis em que esse MARIDO exerce esse cargo. E continuar como se nada fosse... a política nestes termos perdeu toda a compostura!
A oposição esteve muito bem. Assim toda a gente ficou esclarecida sobre as verdadeiras capacidades e competências de Sara Santos, que não pensou duas vezes para fazer do dinheiro público, que por ora administra, parte do seu orçamento familiar.
Quanto aos desenvolvimentos do caso CHEFE DE GABINETE estou certo que as instâncias próprias já estão a par do caso...
caso CHEFE DE GABINETE a 19 de Outubro de 2006 às 23:35

Ao chefe nada vai acontecer porque nesta terra toda a gente ladra pelas costa e gajos do calibre do chefe mamam que se fartam pois sabem muito bem como contornar esta gente. Muitos ladram, mas quando o chefe passa, vergam suas costas ate ao ponto dos sapatos do chefe. E lambem. Mesmo nao gostando
Anónimo a 21 de Outubro de 2006 às 20:53

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