Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

14
Nov 06

A Presidente da Câmara na página autárquica de O DEVER, anunciou que a Segurança Social continua interessada em instalar na casa da Maricas Tomé, cedida pela Câmara, os seus serviços. Nada que já não se saiba de há muito. Até agora, porém, não houve quaisquer desenvolvimentos. Quer dizer: O Governo mostra-se interessado em reconstruir o imóvel, (extremamente degradado e denunciando desleixo e desmazelo, como outros edifícios particulares da Rua Direita), mas não dá um passo para alterar a situação.

A Câmara, por seu lado, contenta-se com esta resposta do governo e lava daí as mãos, como se fosse impotente para decidir outro rumo.

Perante isto que fazer?

1. Compete à Câmara dar um prazo curto ao Governo (Segurança Social) findo o qual, retomará a posse do imóvel;

2. Ir, desde já, pensando outro destino a dar ao edifício: em nossa opinião, ficará ali bem instalada,(desde que bem integrada), uma unidade hoteleira de pequena dimensão, mas de muita qualidade, a ser construída ou unicamente por privados, após compra dos terrenos, ou em sociedade conjunta entre um hoteleiro com experiência, a Câmara e empresários locais.

3. Reformular toda a zona envolvente, (isto significa abandonar a ideia megalómana do Teatro Municipal) para dar ao projecto da unidade hoteleira adequada e integrada dimensão, dotando-a com os equipamentos adequados também ao turismo de congressos.

É tempo de tomar decisões e esta é da máxima importância para as Lajes. Mais que dois ou três edifícios da Segurança Social, que à medida que a sociedade de informação e as novas tecnologias se desenvolvem menos espaço ocuparão.

Fica o mote, venham outras sugestões!

publicado por sim às 15:00

Muito se tem falado e bem sobre os projectos que devem ser ou não executados para a casa da Maricas Tomé. Uma coisa é certa, não podemos é a andar mais a programar isto e aquilo e não fazer nada. É uma forma «desleixada» a Câmara ter dado de «mão beijada» aquele edifício ao Governo para a (in) Segurança Social, porque, como todos nós sabemos e disso a voz do povo é arauto, o Governo não irá ali fazer nada nos anos mais próximos. Transformar aquele edifício em hotel, oficina, escola ou apartamentos para se arrendarem aos professores que todos os anos para cá vem dos mais diversificados pontos do país, é uma maneira de se fazer algo preservando aquele frontispício, único na nossa Vila. Mas atenção...daquele edifício faz parte um terreno cujas traseiras vão até até à Estrada Regional. Em tempos pensou-se em fazer uma rua por detrás das casas e anexar uma faixa de terreno dum lado e doutro para se fazerem construções. Parece que o projecto ficou na gaveta, porque houve pessoas e há, que não querem que as Lajes avance e proíbem e como são lunáticas, a passagem pelos seus quintais, uma vez que as suas traseiras ficariam devassadas. Hoje em dia tudo se faz para que se possam preservar a privacidade das pessoas, que querem passar ou andar nos seus quintais à vontade e sem serem vistas. Seria uma maneira de dar a volta e conseguir algo de proveitoso para a Vila. Já lá vai o tempo em que os serrados da Vila eram todos cultivados e as ladeiras davam milho e outras novidades. Hoje está à vista o abandono das nossas ladeiras e não são os jovens que irão para lá trabalhar. Esqueçam-se os «Velhos do Restelo» que voltarão a ver as ladeiras cheias de milho de batatas ou de outras novidades. Isso é passado. O presente é bem outro. Precisamos de mais população residente e se não lhes dermos condições para se fixarem, esqueçam-se, porque a Vila em pouco tempo será como um povoado do Far West », onde os fantasmas dos mortos se passearão a seu bel-prazer. A casa da Maricas do Tomé é um edifício público e por isso tem de ter um melhor aproveitamento do que aquele que os responsáveis lhe estão a dar e o responsável é o Governo, porque a Câmara Municipal, que o comprou depois dum processo moroso e complicado, para não fazer nada, porque não sabe fazer nada, sacudiu a «água do capote» e passou a «batata quente» para as maõs do Governo. Mas «As mil ideias» sabem o que fazer...ao lado dele!
Escritor a 14 de Novembro de 2006 às 16:05

Esta casa da "Maricas do Tomé" faz parte do património das Lajes.
O estado de degradação a que chegou é lastimável, por muito numeradas que estejam todas as pedras.
O assunto esteve "esquecido" durante muitos anos, ainda que muitos chamassem, de quando em vez, a atenção para a aberração que se estava a passar.
É salutar saber que a Câmara está atenta ao problema, e alertas para o Governo também não se perdem, porque bem mais que procurar culpados, interessa recuperar a casa e torná-la bem visível aos olhos de todos. O que lá se instalar, seja o que for, será certamente melhor do que o podre que por lá campeia actualmente.
Esse é que é o ponto fundamental.
O passado já foi...
joseaugustosoares a 14 de Novembro de 2006 às 20:03

Ao tempo que se aguarda uma solução para a casa da Maricas Tomé que até parece mentira. São muitos anos, anos demais... num jogo do empurra entre a Câmara e o Governo.
E agora vem Sara Santos dizer que "voltou" a insistir com o Governo Regional!!!!! O que terá andado a fazer??? Anda de olhos tapados???
Mas isto é para rir??!!!
Uma inércia injustificável.
É que não estamos a falar de um qualquer imóvel. Trata-se de um imóvel classificado e que está geograficamente situado no coração do centro histórico das Lajes.
Isto assim é brincar com o nosso património. Além do que fazer de um imóvel daquele envergadura as instalações da segurança social é demasiado pobre e triste para tantos anos de espera...
Mas que é bem demonstrativo da falta de rumo desta equipa camarária (SARA & CHEFE), obcecados que se encontram em "pseudo-culturalismos"...
Zé da Rua Nova a 14 de Novembro de 2006 às 22:39

Estou de acordo com a transformação numa unidade hoteleira. Mas se não houver ninguém interessado, ou que dê pela propriedade o melhor preço, poderá haver alguma empresa de construção civil que ali pretenda construir apartamentos, eventualmente a custos controlados. Seria uma forma de os casais novos acederem a uma habitação mais barata, ou de empresários turísticos pretenderem alugar os apartamentos durante a época alta, como o fazem, aliás alguns residentes nesta Vila. E muito bem!
Esta é também uma boa sugestão, penso eu, para as nossas queridas Lajes.
Lajense nos EUA a 15 de Novembro de 2006 às 14:47

Como é que um problema destes tão aintigo, ainda não teve solução da parte da Câmara, sabendo-se que aquela propriedade está localizada num sítio excelente? Mas como é que a autarquia não se lembrou de dar um destino economicamente mais rentável àquela propriedade? Parece impossível!!! Tantas viagens que se faz ao exterior da Ilha, para se continuar sem ter capacidade de aprender com os outros!!!...
Castelo a 15 de Novembro de 2006 às 14:58

A decisão de entregar a casa da Maricas ao governo foi tomada num contexto histórico e económico diferente. Nessa altura, só os serviços públicos poderiam reconstruir e manter os imóveis antigos.
Essa época passou. Com a chegada das novas tecnologias, cada vez mais os serviços serão dotados de equipamentos informáticos e os cidadãos acorrerão cada vez menos aos edifícios públicos. Fo-lo-ão, como já nalguns caso sucede, através das novas tecnologias, provocando a utilização de menos funcionários espalhados pelos concelhos.
Em face disto, e o Governo sabe-o bem, não se espere que a Segurança Social construa grandes edifícios, pois mantê-los sai demasiado caro.
Compete agora à Câmara dar outro rumo, um novo rumo mais rentável, à casa da maricas Tomé.
Faça-o já que terá beneficiado todos!!!
Arq.José Brum a 15 de Novembro de 2006 às 16:19

Acho que como a Casa da Maricas Tomé não dá de mamar ao chefe nada se fará
Anónimo a 15 de Novembro de 2006 às 18:40

Novembro 2006
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
11

12
13
15
17
18

19
20
21
22
24
25

26
27
28
29


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

pesquisar
 
blogs SAPO