Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

23
Nov 06

É a velha questão, que alguns dizem estar envolvida num bairrismo doentio, mas que tem a ver com as causas do nosso processo de desenvolvimento:

1.-  Na evolução económica e social das Lajes e do Concelho foram determinantes a desactivação do porto comercial e a deslocalização de serviços públicos para outros concelhos?

2.-  Será que as administrações regional, local e a iniciativa privada responderam, satisfatoriamente, a essas dificuldades?

3.- Os investimentos em curso (protecção da orla costeira, Hiper mercado, fábrica de lacticínios e Matadouro, pequenas indústrias de construção civil) e previstos (porto de recreio náutico e unidades hoteleiras) irão melhorar a situação actual e confirmarão uma estratégia correcta de desenvolvimento para o Sul do Pico, onde as Lajes terá um papel central?

4.- Há urgência em os organismos públicos e privados redefinirem estratégias? Em que aspectos?

5.- A sua opinião é, mais uma vez, fundamental, pois a nossa terra é de todos e todos se devem sentir empenhados no seu processo de desenvolvimento. 

http://lajes.blogspot.com

 

publicado por sim às 11:47

O planeamento das Lajes e do concelho foi acontecendo ao acaso e sem lideranças políticas afirmativas. Por isso vários serviços públicos foram transferidos sem que ninguém berrasse em público.
Foi o não te rales, o deixa andar e fé no destino. E chegámos ao que chegámos.
mouraria a 23 de Novembro de 2006 às 15:15

Entendo que, independentemente das lideranças políticas que se foram sucedendo, coube uma enorme responsabilidade pela situação à iniciativa privada.
A desertificação da Vila é causa ou consequência?
Não defendo monopólios, mas lembram-se do poder empresarial, por exemplo, de Edmundo Machado Ávila? Eu sei que eram outros tempos, mas o espírito de iniciativa, o arrojo, a tenacidade, tudo isso não tem época. Existe ou não.
Por muito que a Piedade se desenvolva, e oxalá que sim, não atingirá o relevo das Lajes, que não pode ser só "saudade" mas realidade. A Vila como pólo central de desenvolvimento de todo o Concelho. Assim é em outras paragens, para não dizer todas.
Mas insisto, cabe aos privados um papel fundamental. Ninguém pode deixar nas mãos do Poder político a exclusividade do dinamismo, do investimento, do desenvolvimento. Parte integrante, sem dúvida, mas não única.
joseaugustosoares a 23 de Novembro de 2006 às 20:49

Que fazem os trabalhadores das obras publicas( em horas de trabalho) a raspar paredes e varandas em casa do josé luis do baleeiro?

A mesa dos matrecos do café baleeiro tem autorização de estar no espaço em que está?

A água suja da limpeza desse café pode ser despejada para o caminho?

Cravo a 24 de Novembro de 2006 às 00:24

Transferir ódios e invejas pessoais a uma discussão que se quer centrada no domínio público não leva a nada.

Aqueles, como este Sr. Cravo, que não sabem cingir-se aos temas lançados, mais vale reduzirem-se ao seu diminuto interesse silenciando-se.
Lajense a 24 de Novembro de 2006 às 00:40

Comentário apagado.
Anónimo a 27 de Novembro de 2006 às 22:00

Um conselho:
Comentários desta natureza são demasiado infelizes para merecer reparo. À má educação e falta de respeito responde-se com desprezo.
Anónimo a 27 de Novembro de 2006 às 23:04

A iniciativa privada só pode constituir-se alicerçada num poder público forte e que tem uma visão correcta e eficiente da realidade.

Para além do maior empregador do concelho, e do importante papel que a isso se reconhece, mas que não basta por si só, não vejo que a Câmara Municipal tenha desempenhado com competência o seu papel de farol e guia do desenvolvimento económico do concelho, particularmente sentido em concelhos pequenos como é o nosso.

Não podemos esperar que o fraquíssimo tecido empresarial que existe entre nós, basicamente de cariz familiar, se una e desenvolva sozinho sem qualquer apoio externo e garantias de sustentabilidade dos projectos que pretendem levar a cabo.

Há quantos anos se aguarda nas Lajes uma zona industrial condigna? O que tem sido feito para a fixação e surgimento de novos empresários no concelho? Existe alguma política de captação de investimento exterior ao concelho e à própria ilha? Áreas urbanizáveis e prontas a lotear, com arruamentos previamente estudados? Ao tempo que se fala no PDM e agora em planos de pormenor… está tudo feito?

Não. Não. Não.

Ficar radiante porque uma agência bancária mostrou interesse em fixar-se na Vila. Ou até pensar que o cinema e o teatro servirão de motor de desenvolvimento. É por si só sintomático da qualidade daqueles que nos governam.

Não digo que os eventos de pendor artístico e cultural não sejam importantes, agora em directa colisão com as necessidades básicas e da própria sobrevivência económica de uma comunidade, perdem em toda a linha...

Como trabalhador dependente, até sou da opinião que a iniciativa privada das Lajes não tem estado nada mal. Temos empresários de grande arrojo que contra muitas adversidades vão sobrevivendo especialmente nos penosos meses de Setembro a Junho. São eles que geram emprego que não depende directamente do orçamento do Estado. Vamos tratá-los bem e atrair muitos mais a investir nas Lajes do Pico.
Público vs Privado a 24 de Novembro de 2006 às 01:47

Como já aqui foi comentado era óptimo para todos que existissem nas Lajes novos espaços comerciais, nomeadamente restaurantes, lojas e supermercados... pergunto apenas: e quem paga tudo isso?
Sem pessoas não se pode investir. Sem incentivos ninguém está disposto a arriscar. E com razão.
A ida à Madalena tornou-se uma rotina.
Ou se inverte rapidamente esse sentido ou as Lajes sai de uma corrida para a qual não tem argumentos à altura.
Anónimo a 27 de Novembro de 2006 às 16:31

Sempre defendi que em concelhos pequenos, os presidentes de Câmaras têm de ter um papel muito activo na captação de investimentos privados. Devem saber atrair empresários concedendo-lhes benefícios que reverterão para o bem da comunidade, através da criação de postos de trabalho e, naturalmente, da fixação das pessoas.
Quando se sai do concelho para reuniões disto e daquilo e não se tem, simultaneamente, uma estratégia de captação de investidores externos, está-se a gastar dinheiro ao herário público que é escasso e está-se a veranear por outras ilhas ou pelo continente. esta é que é a verdade, doa a quem doer, desta câmara e das anteriores.
Pergunto: Existe um dossier económico tecnicamente bem elaborado que possa ser entregue a quem se mostra minimamente interessado no Concelho? Existe uma estratégia e orientações políticas concretas sobre qual os sectores de actividade se deve investir? A Câmara actual e as anteriores já fizeram alguma coisa para encontrar no exterior quem pretenda diversificar o tecido económico? Há incentivos? Quais? Estão divulgados no exterior?
É aqui que se deve investir com os dinheiros púiblicos, sabendo-se que o retorno, mais cedo ou mais tarde, vai aparecer, vindo seja de onde vier. Há tantos empresários do sector turístico e hoteleiro com interesse em investir em zonas como a nossa. É preciso é procurar, não ficar à espera que nos batam à porta. Há até empresas privadas e públicas destinadas a atrair capitais externos. Por que esperamos? Que os outros nos passem mais uma vez à frente?
Esta é a oportunidade de agir, ou perdemos, definitivamente o combóio.
José de Brum a 24 de Novembro de 2006 às 10:44

O Blog está a perder a piada:
As afirmações que se postam não passam de pseudo-entendidos em desenvolvimento e, parece, que já ninguém quer dar na cabeça do chefe.

Sem gozar com o chefe (que por acaso é marido da presidente e, ilegalmente, acumula duas funções) e sem comentar as suas fantasias o blog parece estar a perder a piada...

Vamos todos gozar com o chefe!
Protestante a 28 de Novembro de 2006 às 14:18

Acho que a questão do "Chefe" é demasiado séria para ser levada em jeito de piada. Continuo ainda a acreditar que as instituições democráticas deste país hão-de repor a legalidade perdida.

Essa marca pessoalíssima que Sara Santos deixa no seu mandato de Presidente da Câmara nunca será esquecida... basta atender às conversas que volvido quase um ano da nomeação ainda ocorrem. Foi uma decisão demasiado "famililar" para passar em claro.

É claro que as mudanças que os Lajenses tanto esperam nada dizem a este Chefe de Gabinete. A sua preocupação é outra: satisfazer os seus caprichos e a dos amigos da Milideias...
Zé da Rua Nova a 28 de Novembro de 2006 às 18:34

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