Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

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Mai 07

Nos últimos dias foi divulgada a notícia de que o jornal britânico The Independent, tinha recomendado o destino Açores, como um dos 20 mais baratos da Europa. Este periódico, tem dedicado larga informação ao nosso arquipélago e foi lá que descobri esta reportagem do ano passado, onde se fala, pormenorizadamente, sobre a observação de cetáceos nas Lajes. O facto de não se publicar a tradução da reportagem, favorece TODOS os nossos leitores, alguns dos quais não falam o português. 

Whalewatching in the Azores

Whale-watching has replaced hunting as a source of income on Pico, says Cathy Packe

Published: 04 March 2006

Lajes, on the south coast of Pico, is a sleepy little village. The main street, which runs north to south, is rarely packed with shoppers, and the mother church, as the main religious building in each Azorean settlement is known, looks disproportionately large for the needs of what must be a small and dwindling population. But along the seafront are two reminders that this was once one of the most important places on the island.

The concrete and marble structure at the end of the quay is the whaling monument; three interconnecting boat houses on Rua dos Baleeiros now house the whaling museum. Apart from the signs advertising whale-watching trips from the village, these are the only indications that Lajes was once the centre of an industry that flourished in the Azores, and mainly here on the island of Pico, for more than two centuries, until the late 1980s.

Whaling was introduced to the Azores by whalers from the east coast of the United States, who arrived in the islands during the 18th century, driven further and further south by a decline in the numbers of sperm whale to be found closer to their own shores. They stopped in the Azores in search of supplies and human reinforcements, and a logistical support industry grew up around the harbour of Horta, on Faial. But the local fishermen quickly realised that there was money to be made in hunting large cetaceans and an Azorean whaling industry began to flourish, based on the islands of Flores, Faial and, particularly, Pico.

The whale first had to be identified from the shore by keen-sighted whale-spotters who kept watch from huts, or "vigias", on the cliff-tops. Many of these structures can still be seen around the islands. These men would send up flares to alert the whalers that they needed to get ready to go to sea. The boats set out in pairs, and once boat and whale were alongside each other, the whalers harnessed them together by spearing the creature with an eight-foot harpoon, and then killing it with a lance which pierced its heart.

After the whales had been brought ashore, they were cut open and taken to a nearby factory for processing. One of these was at São Roque do Pico, on the north coast of the island, which has now been turned into a Whaling Industry Museum. The tanks on display here were once used to melt the blubber - an unappetisingly smelly procedure - and to turn it into sperm oil, a valuable commodity which could be used in cosmetics, lubricants, paints, wax and many other products. This was the most useful part of the whale, but nothing was wasted. The meat was ground and the bones crushed to make animal feed and fertilisers and the liver was ground to produce an oil rich in vitamins A and D.

The sight of the old ship on display in the island's other whaling museum, back in Lajes, highlights the dangers that the whalers were subjected to in order to bring these vast creatures ashore. It seems remarkably small, given the strength of the ocean and the size of the whales that it went out to pursue. Open boats like this one offered little protection from the either the weather or the whale itself, although they continued to be used in Pico longer than anywhere else.

Whaling was finally abandoned around the islands some 20 years ago and the whalers were forced to look elsewhere for work. But whales continue to provide the Azores with some of their income. Whale-watching has become a popular activity, with trips available on a daily basis from several of the islands during the summer months. A three-hour trip from Lajes with Futurismo on Avenida Marginal (00 351 292 672 000) will cost €45 (£32). There is a full refund if no whales are sighted, although this rarely happens. The company sends whale-spotters to the old look-out posts on the cliff-tops, but these days when they see a whale they communicate direct with the boat by radio instead of sending up a flare. These trips take place from April to October, although the company also operates year-round trips from Ponta Delgada (00 351 296 628 522). Companies that operate from Horta include Norberto, based at Rua do Paiol 12 (00 351 292 293 891; www.norbertodiver.com).

One aspect of the ancient whaling tradition still persists in the Azores. Scrimshaw is the art of engraving whales' teeth with intricate carvings. Its origins were prosaic. Cutting patterns into teeth pulled from captive whales kept bored whalers occupied while they were at sea. But much of the work that they produced has lasted, and there are displays in the gallery above Peter's Café Sport on the harbour at Horta on Faial and in the Whalers Museum at Lajes do Pico. The original technique was simple. Once a design - often a scene depicting the harpooning of the whale - had been scratched into the ivory it was rubbed with lamp-black to bring out the detail. The process eventually became mechanised and, now that whales are no longer hunted, the art of scrimshaw is gradually dying out. But there are still some scrimshaw artists at work, like John van Opstal, a Dutchman who has made the Azores his adopted home. He welcomes all visitors to his studio at Banda da Vila 17c, in Conceição, on the road that heads north just above Horta (00 351 292 392 720).

The Whalers' Museum (Museu dos Baleeiros) at Rua dos Baleeiros 13, Lajes do Pico (00 351 292 672 276) opens 9am-12.30pm and 2-5.30pm Tuesday to Friday, 2-5.30pm at weekends. Entrance costs €1.25 (90p).

The Whaling Industry Museum (Museu da Industria Baleeira) at Rua do Poço, São Roque (00 351 292 622 147) opens 9am-12.30pm and 2-5.30pm Tuesday to Friday, 9am-12.30pm at weekends. Entrance is free.

(The independent- http://www.independent.co.uk )

 

publicado por sim às 16:15

E vivó chefe...
Anónimo a 16 de Maio de 2007 às 17:32

Essa notícia já tem barbas... maiores que as do Simas
Monumento ao Baleeiro a 16 de Maio de 2007 às 20:33

O artigo está bem feito...mas deve alertar-nos para a noção que a jornalista (será só a jornalista?) teve de que as Lajes FOI um dos pontos mais importantes da Ilha.
São os lajenses, todos, que têm de modificar esta sensação a quem visita a Vila.
As Lajes foram, SÃO e SERÃO não um dos pontos, mas O ponto mais importante do Pico.
Temos um património inigualável, nada devemos temer em qualquer comparação.
Mas compete-nos sublinhar isso, para que outros acreditem.
joseaugustosoares a 16 de Maio de 2007 às 18:37

Concordo com o JAS. O que nos falta é auto-estima que gera o empreendedorismo e a vontade de vencer e de acreditar que temos valor e que podemos e devemos fazer da nossa uma terra melhor.
De qelquer modo, mesmo que este artigo tenha mais de um ano, é importante divulgá-lo, porque há muitos que o não conhecem e por outro lado há muitos que ao vê-lo acreditarão mais no que estranhos dizem de nós do que nós dizemos de nós próprios. Vão sendo já vários os artigos de jornalistas e visitantes estrangeiros a falarem bem de nós. É sinal de que a nossa pequena dimensão e ruralidade também valem e são apreciadas no ambito do chamado turismo de natureza ou ecológico.
josé de BRUM a 16 de Maio de 2007 às 20:58

Um visitante de Macau entre nós, juntamente com outros do Brasil- país irmão, das terras frias do norte do Canadá...esta aldeia global é um espanto e como pode ser útil à promoção das Lajes do Pico!...
lajense a 16 de Maio de 2007 às 21:02

O incremento que o turismo de "ver baleias" está a ter, faz-nos pensar seriamente.
Penso que não será só as empresas do ramo que devem estar disponíveis , mas todos os lajenses.
O modo de receber, o aspecto que oferecemos, etc., são dados importantes para que as pessoas levem boas recordações e transmitam a nossa forma de receber e de saber estar.
Será loucura recebe-los com os nossos trajos ricos de um passado que não nos deve envergonhar?
Quem já não visitou os museus, nomeadamente dos EEUU ? Por exemplo Plymouth . Até as primitivas casas, o milho no quintal, o caldeirão ao lume, etc. etc. são-nos apresentados por moças com os primitivos trajos holandeses. Porque não inovarmos? Aqui deixo o repto a quem de direito.

lajense longe a 18 de Maio de 2007 às 01:02

Ainda há um longo caminho a percorrer, no entanto, parece-me que os jovens do OTL, podiam experimentar um projecto nesse sentido, com o apoio do Museu e da Autarquia. Tal como diz o comentarista anterior, em frente ao museu dos baleeiros há espaço suficiente para encenar vivências do modo de viver antigo, quer recorrendo aos trajes e encenando, por exemplo uma arreada á baleia, mcom as mulheres e virem à lagoa trazer a saca aos maridos, quer encenando uma cozinha com um lar e as trempes a confeccionar a refeição.
Nada que outros já não tenham feito e que constitui uma mais valia importante pois os visitantes apreciam muito que se lhes ocupe os seus tempos livres com iniciativas destas.
lajense a 18 de Maio de 2007 às 13:27

Fico contente por haver alguem com o mesmo espirito sensivel às minhas sugestões. Elas seriam, sem duvida, umas mais valia e ao mesmo tempo uma nova forma de nos apresentarmos recordando
um passado rico de tradiçoes, embora muito dificil,
quanto à sua subsistência. Mas vale apena porque a sua susgestão apresentava é bastante valida. Aos responsaveis, mãos à obra e já neste verão.

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