Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

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Set 07

Um jovem da Piedade sofreu um grave acidente de viação, foi transportado ao Centro de Saúde das Lajes. O seu estado inspira muitos cuidados. Afirma-se que terá de ir para Ponta Delgada. Antes, porém, é transportado de ambulância para a Madalena, vai de barco para a Horta, nova ambulância para o Aeroporto do Faial, donde segue em aeronave militar para o Hospital do Divino Espírito Santo.
Pergunta-se:

- Se o seu estado inspira cuidados muito especiais, por que não veio o helicóptero buscá-lo às Lajes?

- Por que não tomou o meio de transporte no aeroporto do Pico?

-Quem é o responsável por esta decisão? O Secretário da Saúde? O responsável pela unidade de Saúde da Ilha do Pico? A Força Aérea? Quem?

Se o doente em questão fosse uma figura pública, governante, ou outro, seria tomada a mesma atitude?

Responda quem souber. O assunto é grave demais.

Não se pode brincar com pessoas, pois somos todos iguais em direitos e deveres, se bem que uns são mais iguais que outros.

 

publicado por sim às 00:44

É sério demais para isto...
Anónimo a 7 de Setembro de 2007 às 15:59

É verdade ou não é? É sério demais para "isto" quê? Não se pode perguntar? não se pode discutir decisões como estas que envolvem a saúde das pessoas e os deficientes cuidados primários médicos no Pico? Então trata-se os doentes graves desta forma? Gostava de saber se a situação se passasse consigo se iria aceitar com paciência uma decisão destas. Por isto é que a saúd e no Pico está muito doente e quem aceita esta situação ou é insensível ou está moribundo.
ponta da ilha a 7 de Setembro de 2007 às 18:10

A indiferença com que aceitamos a falta de cuidados médicos no Pico faz-me lembrar o poema de Brecht:
Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

Pois é ... qualquer dia é mesmo connosco. Cabe-nos, por isso, exigir que tal não aconteça.
Paulo Pereira a 8 de Setembro de 2007 às 02:31

Moribundo não, procuro sim ter algum bom senso...
Anónimo a 18 de Setembro de 2007 às 16:16

Que o assunto é sério, ninguém duvida. Dizer que é sério demais para "isto"...é passar um atestado de menoridade, que recuso, a quem anda nestas lides "bloguísticas".
E porque penso assim, vou comentar.
Quero crer que se o doente em questão foi transportado dessa maneira, é porque tal foi ponderado pelo médico que o observou no Centro de Saúde.
Evidentemente que, mesmo assim, não são as condições desejáveis, mas que se pode fazer, em tais casos, com as condições existentes na Ilha?
Este o cerne da questão.
Já que no Pico não existem meios de tratar todos os doentes, que existissem no Faial. Se nem aqui os há, e os doentes têm de ir para Angra ou Ponta Delgada...parece-me ser demasiado.
Os portugueses têm os mesmos direitos, independentemente do local onde residam. Porque também têm os mesmos deveres. Tratar uns como "de primeira" parece discriminação inaceitável.
Numa época em que tanto se gasta, a saúde deveria ser prioridade.
E há que alertar para o problema por todos os meios ao alcance, de que os blogues não são excepção.

Agradeço ao autor do post a pertinência e constante oportunidade de falar sobre um assunto que não pode ser tabu.
jose augusto soares a 8 de Setembro de 2007 às 02:31

Continuarei a pensar que o assunto em questão, que não o caso generalizado da "Saúde no Pico", é sério demais para ser tratado como foi, com perguntas interessantes desconhecendo por completo o que se passou. Mais, pensei nos pobres pais e esposa. Pensei nas suas aflições. Pensei no médico que o atendeu e que o enviou para a Horta, pensei no médico que o observou na Horta e que o enviou para S. Miguel e pensei na equipa médica que o operou em S. Miguel. E pensei e continuarei a pensar que podem dizer tudo o que quiserem nos blogues, mas pensem menos em vós mesmos e mais nos outros. É só isto que penso e disse.
Anónimo a 9 de Setembro de 2007 às 18:11

Penso, também, que a questão parece ser séria de mais para ser tratada apenas com perguntas. Mas, também, sei que se estas não forem feitas, haverá poucas garantias de estes problemas serem resolvidos.
Francamente, quando reparo em todos os seus argumentos, nomeadamente, na dor dos familiares, assim como, no desempenho da equipa médica, constato que estes só reforçam a necessidade de repensar os factos e evitar a sua repetição.
Claro que a questão de fundo é a “Saúde no Pico”. Alguém, a começar pelos políticos, está interessado em discuti-la?
Ou, também, será assunto interdito aos blogs?
Anónimo a 10 de Setembro de 2007 às 00:34

A pensar...
É preciso agir! Todos nós conhecemos pelo menos um caso de alguém que se sentiu trancado no Pico porque os médicos do Centro de Saúde das Lajes entendem que não é nada, que está tudo bem e recusam-se a pedir apoio a especialistas do Faial, da Terceira e de S. Miguel. Depois é o que se vê: o médico de família não age e as pessoas vêem-se obrigadas a agir por sua conta e risco, com tudo o que isto implica a nível de custos de deslocação e alojamento. São as próprias pessoas que num acto de libertação se dirigem a outras unidades hospitalares em busca de melhores serviços médicos. Não devia ser assim. Quem diz que a saúde no Pico está de´boa saúde não vive na mesma ilha que eu ou então tem algum subsistema de saúde que lhe permite usufruir de melhor atendimento, mas fora daqui com certeza.
Está na hora de enfrentar este problema, imputar responsabilidades a quem as tem. Basta!
Apavora-me a ideia de necessitar de cuidados maiores do meu centro de saúde... serei mais um a morrer à míngua?
Uma lajense a 10 de Setembro de 2007 às 18:28

Há dias um doente cardíaco deslocou-se ao hospital da s Lajes, porque se não se sentia bem. O médico mandou-o embora, mas as queixas continuaram. Tlefonou então para o cardiologista de Angra que o seguia. Admirou-se de o doente não o ter contactado há tanto tempo. Resultado, o doente está deveras doente e tem de deslocar-se a Lisboa. É a prova provada de que os médicos do Centro de Saúde das Lajes têm relutância em mandar os doentes a especialistas. Porquê? São eles que pagam ou são-lhes impostas restrições orçamentais? Esta é a prova de que pos doentes do Pico não dispõem das mesmas vantagem que um doente do Faial, da Terceira ou de São Miguel, para já não falar de um doente de LISBOA, DE cOIMBRA OU DO PORTO ou das regiões limítrofes. Se isto não é discriminação o que é? É justiça? Igualdade de oportunidades? ou é, antes não nos proporcionarem os mesmos direitos que outros têm?
Estes é que são os sérios problemas dos picoenses para os quais só resolve a construção de um Hospital de cuidados intermédios, com algumas especialidades e equipamentos.
Quantos doentes deficientemente tratados terão de morrer para se conseguir este velho intento???
lagoa a 10 de Setembro de 2007 às 23:20

O que terá o médico de família deste doente a dizer de tudo isto? Ao menos aprenda com este erro e procure ser mais responsável com os restantes, já não era mau se assim fosse.
Exigimos menos congressos e uma maior presença no local de trabalho!
Uma Lajense a 11 de Setembro de 2007 às 11:14

Não se trata de "tabu" mas de realismo. Com toda a argumentação feita pelo Dr. José Augusto, esqueceu que, ainda hoje, em situações difíceis, muitos acidentados vão de Ponta Delgada para Lisboa, depois de terem vindo do Faial para S. Miguel, por exemplo. São situações concretas, repito, com todo o respeito que me merecem os bloguistas, principalmente os identificados, como é sempre o seu caso, mas que me desculpe, não é nas horas de desgraça que se levantam as questões. Levantem-nas antes... Mas, também sabemos que, nisto de ter opinião, muitos nunca mudam e por isso, fico sabendo que o assunto em questão não foi sério demais, como se tal, tantas vezes na "blogosfera"(?) assim não fosse tratado...
Anónimo a 18 de Setembro de 2007 às 16:15

Já se esqueceram aquilo que aconteceu com o marido da Manuela?que foi mandado para a conulta dos doidos e acabou um mês nos cuidados intensivos e operado ao coração?Que se chama a isto?Imcompetencia?Desleixo?Ou falta de saber?
anonimo a 11 de Setembro de 2007 às 15:12

É necessário construir um hospital no Pico, (e não mais um centro de saúde) adquirir equipamentos e médicos com especialidades, temos suficientes sem especialidade.
Que se contratem médicos brasileiros ou espanhóis. É necessário que os centros de saúde possuam licenciados em medicina dentária, de modo aos utentes não terem de gastar os seus parcos orçamentos familiares nos dentistas particulares. Tanto dentista brasileiro que quer vir para Portugal....
É necessário optimizar serviços: não serve de nada ter médicos de serviço durante 24 horas, se estes não estão no local de trabalho e depois no outro dia não podem dar consultas porque estiveram de serviço.
É necessário diminuir o tempo de espera das consultas e evitar que as pessoas passem um dia inteiro no hospital. Que se marque consultas pela net ou pelo telefone, telemóvel. Eu marco assim nos particulares...
Que os utentes conheçam os seus direitos, assim como do dever de usar o livro de reclamações.
Que os utentes preencham um questionário de avaliação do serviço prestado, pago a peso de ouro pelo erário público, e dêem sugestões sobre a melhoria dos serviços. Qualquer tentativa de retaliação a um comentário menos conveniente de um utente, deve merecer uma exemplar punição.
Basalto Negro a 12 de Setembro de 2007 às 00:25

Já aqui foi defendida essa tese: A constrção de um hospital no Pico de cuidados intermédios, com algumas especialidades de que mais carecemos. Continuar a atravessar o canal para o Faial, diariamente - seria de todo o interesse que se fizesse uma sondagem aos passageiros que saem da madalena para perguntar-lhes o que vão fazer á Horta. Grande parte vai por motivos de saúde, outra parte vai para tomar avião e simultaneamante ambas as partes também fazem compras. Alguém duvida? Esta situação prejudica os picarotos e favorece a outra banda. ATÈ QUANDO ALGUÉM VAI ENTENDER ISTO E CONTRARIAR ESTA SITUAÇÃO COM EQUIPAMENTOS, MÉDICOS E VIAGENS AÉREAS SUFICIENTES NO PICO?
Certamente quando daqui a dez anos tivermos menos 3 ou 4 mil pessoas - e será então tarde!!!- tentarão fazer alguma coisa.
Será em vão.
Anónimo a 12 de Setembro de 2007 às 14:51

Aqui há anos ouvi o Sr. Edmundo Machado Ávila dizer sentado num banco do hoje Largo com o seu nome o seguinte: «Se o Faial estivesse a 50 milhas do Pico, o Pico neste momento seria uma Ilha muito mais desenvolvida.» Isto passou-se há 40 anos, mais ou menos. Ele foi um grande senhor nas Lajes, hoje em dia faltam homens como ele para a dinamizar. Quanto tempo mais teremos de esperar?
Observador Atento a 11 de Outubro de 2007 às 17:34

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