Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

09
Out 07

Se a democracia fosse mais participada teríamos, certamente uma actuação política e popular imediata face à desfaçatez de alguns políticos.

Em circunstâncias normais e com o  " nome de código: limpeza" seriam afastados do poder os "coristas", "os salta-pocinhas" invertebrados que se arvoram na praça pública em detentores da inteligência, da cultura e do nosso porvir.

Não aprendem com  "chico-o pequeno herói", retiram "amor e consequência" das fitas que escolhem para a programação dos espaços vazios tão publicitados nos jornais, em páginas pagas pelo herário público sob a capa de cultura ao serviço do povo. Já não é um "pecado íntimo" este que a Página autárquica de O DEVER publicita sobre as sessões de cinema no Auditório Municipal.

É um pecado público, por gastos  de dinheiros que deviam ser aproveitados noutros projectos mais consequentes e úteis.

"Nome de código: limpeza", sem qualquer apelo à violência é o que urge fazer, rapidamente.

Em nome da verdadeira democracia e do poder local.

Há "nuvens sobre nós" que tornam as nossas "almas cativas" por mandos e desmandos sem tino e sem tarelo. 

publicado por sim às 10:31

Não era um cão como os outros. Era um cão rebelde, caprichoso, desobediente, mas um de nós, o nosso cão, um cão que não queria ser cão e era um cão como nós".

"Alguém falou da tristeza e do vazio do olhar dos animais.
Vi a tristeza, em certos momentos, no olhar do cão. A tristeza de quem quer chegar à palavra e não consegue. Mas não vi o vazio. O vazio está talvez nos nossos olhos. Quando por vezes nos perdemos dentro de nós mesmos. Ou quando buscamos um sentido e não achamos.
O cão sabia o sentido, o seu sentido. e nunca se perdia."

"Zanguei-me com toda a gente, não me deixes agora, é em momentos assim que um homem precisa do seu cão."

"Por vezes sentado sozinho na sala, apenas com o cão por companhia, pensava que, contrariamente ao que ele supunha, não eram precisas palavras para entendermos o essencial: que tudo é uma breve passagem e que não há outra eternidade senão a da solidão partilhada. Ou no amor, ou na camaradagem das grandes batalhas, ou no silêncio de uma sala entre um leitor e um cão."

"Também lhe falava de versos......Ele gostava. Não sei se do poema....Ou do ritmo, do som.......Mas creio que ele também gostava da música da poesia, da alquimia do verso, da litania e da celebração mágica que todo o poema é. Algo que os bichos talvez entendam melhor do que os especialistas de literatura."


Cão como nós
Manuel Alegre
JAJ a 9 de Outubro de 2007 às 13:49

Excelente resposta, quero mesmo dizer-lhe que é do melhor que tenho visto.
Anónimo a 9 de Outubro de 2007 às 17:30

Caro JAJ,

Já que se interessa por cães, sugere-se que leia Ivan Petrovich Pavlov. Vai ver que ainda descobrirá quais são os estímulos que a actual Câmara Municipal fazem V. Exma. salivar.
Anónimo a 10 de Outubro de 2007 às 14:43

Não tenho particular interesse nos ditos animais como dizia Winston Churchill prefiro os porcos.

"Gosto de porcos. Os cães olham-nos de baixo, os gatos de cima. Os porcos olham-nos de igual para igual".
Winston Churchill
JAJ a 10 de Outubro de 2007 às 15:34

Tem muita pertinência o comentário do post sobre os filmes pagos para salas quase vazias pelo herário público. E a publicidade chega até ao Ilha Maior. Com a empresa municipal culturpico não sei quem paga se a EM se a Câmara. De qualquer modo sai do orçamento da câmara.
Já agora será que alguém já perguntou se as receitas das bilheteiras cobrem o aluguer dos filmes? Quem os escolhe? A presidente da câmara ou o seu acessor, ou a vereadora para a cultura, ou a Presidente da Associação terra Baleeira, ou uma comissão nomeada para o efeito? Há défice? É que a Câmara de São Roque tb tinha o mesmo "serviço cultural", mas acabou com ele porque não estava para gastar dinheiro em filmes, cujo critério de escolha é muito discutível. Concordo que se façam ciclos de cinema tipo cine-clube, mas manter duas sessões semanais de cinema só para meia dúzia de gatos pingados, convenhamos que é um luxo asiático que não há comentários intelectualóides como os acima expressos e corroborados por um corista, que aguentem.
José de Brum a 9 de Outubro de 2007 às 18:52

Este camarada aqui em cima queria era aviões pagos para Macau como no outro tempo, para irem passear alguns por conta do orçamento. Ai isso sim era cultura popular!!!
Claro que vai dizer que nunca foi a Macau, claro que não podemos responder é anónimo, mas para mim ele foi a macau.
cravo a 9 de Outubro de 2007 às 19:05

o comentário com o nome "anónimo" às 17.30 é meu
cravo a 9 de Outubro de 2007 às 19:42

Afinal cravo é nome de flor ou de pessoa? Se é de flor, o usado acima é um atentado à beleza da mesma flor, se é pessoa é outro atentado a uma pessoa que morou entre nós e que foi o único artesão que durante mais de 30 anos esteve nas Lajes. Convenhamos... Que tem a ida a Macau com os filmes que se exibem no Auditório Municipal? Já agora acrescento que o «Ilha Maior» não cobra um tostão pela publicidade dos filmes que se exibem no Auditório Municipal e que a página autárquica da Câmara Municipal que vem inserta no jornal O Dever é a Câmara quem a paga. Não paga como devia, mas isso já é culpa da Administração do mesmo jornal. Quem tem «rabo de palha»... Agora quem paga tem o direito a lá colocar o que bem entende, ou não será assim? É que em casa de alguém, alguém governa, tanto seja o marido da Senhora Presidente, como seja a Senhora Presidente. Estamos ou não em democracia?
Anónimo a 9 de Outubro de 2007 às 22:47

Luxo asiático é uma junta de freguesia com pouco mais de um punhado de habitantes pagar a um advogado uma avença e comprar um, terreno por 25 mil contos para um centro ambiental e não arranjar os caminhos e canadas como devia.
ferreira a 10 de Outubro de 2007 às 10:27

Para corroborar o que diz o post, solicito que entrei no sítio do Município das Lajes. O destaque vai para a largada de Genuíno Madruga a 25 de Agosto. O resto é publicidade às fitas. Quer isto dizer que o site não é actualidado desde essa data. Não há mais nada para divulgar? Chama-se a isto boa gestão dos meios ou cansaço do poder e falta de imaginação para ferar empatias?
Acham isto bem? Quando a Cãmara dá esta imagem de imobilidade e ineficácia, que esperar das pessoas, individualmente?
Anónimo a 10 de Outubro de 2007 às 00:37

quero corrigir algumas palavras do comentário anterior: entrem no sítio...actualizado...gerar empatias...Câmara...
as minhas desculpas.
Anónimo a 10 de Outubro de 2007 às 00:40

O mais interessante no site da Câmara Municipal é mesmo o sorriso que a nossa Presidente esboça na primeira página daquela máquina web de propaganda feita pelos amigos do chefe em Évora.
Anónimo a 10 de Outubro de 2007 às 09:59

Este assunto lembra-me a fabula da raposa. Desdenhou das uvas porque estavam verdes, mas quando uma folha caiu,voltou-se apressada.
Tudo isto tem um nome "oportunismo"., falta de assunto.
Não seria mais interessante para quem se diz defensor da nossa terra, apontar "caminhos" mostrando que tem ideias para ser um futuro candidato? Deste modo é muito pouco para ser alternativa. Já pela forma como tratou o assunto do campo de golfe,deixou antever essa ideia.
E...Lisboa tem mais encanto...
anonimo a 13 de Outubro de 2007 às 00:26

Boa tarde.
Não sou das Lajes ou mesmo dos Açores mas desde a minha primeira visita que tenho uma grande paixão e carinho pelas ilhas em geral e a vossa terra em particular. É "O" sitio para o qual me mudaria sem hesitar se (ou quando) tivesse a oportunidade. Por este motivo considero-o também um bocadinho meu e, igualmente por este motivo, tento acompanhar e entender tanto quanto possível o vosso quotidiano.

Posto isto, espero que não levem a mal a intromissão de mais um "continental" e que coloque a seguinte questão: O que é que se passa aí? O que vos leva a sentir tanta insatisfação com o trabalho do município?

A razão desta pergunta deve-se ao facto de conhecer o trabalho de bastantes municípios de Portugal (sendo funcionário de um deles) e ao facto de a grande maioria optar por privilegiar a via do facilitismo, através do investimento da obra pública mais visível e que garante maior número de votos (as estradas, caminhos e afins), e, por outro lado, o favorecimento de certos lobbys de interesses pouco públicos (normalmente da construção) sendo a cultura raramente ou nunca, uma prioridade de investimento.
Deste modo e em termos gerais, considero um acto de coragem e visão estratégica que um município opte por privilegiar a “construção“ de uma sociedade urbana em alternativa aos investimentos mais usuais, recorrentes e efémeros (isto independente de desconhecer se as opções de investimento cultural são as mais adequadas).
Por outro lado, do que conheci do Pico, (e corrijam-me se estou enganado) fiquei com a impressão de que entre todos os concelhos, as Lajes possuem a maior dinâmica cultural e urbana (urbana não no sentido de volume de construção mas sim de vivência e qualidade urbana da vila), ainda que provavelmente fosse o concelho da Madalena o que mais obrigações teria em assumir esse papel inovador, pelo que entendo o trabalho aí desenvolvido como uma excepção à regra do panorama político da generalidade dos concelhos de Portugal.

Não faço ideia se estou correcto ou não, nem se o mérito dessa minha impressão se deve ao trabalho do actual ou anteriores executivos municipais (ou ambos) ou mesmo dos seus habitantes. Mas o facto é que a impressão é que aí se passa algo de diferente e inovador. No entanto noto que este Blog tem uma postura muito critica e pouco favorável do trabalho que aí tem sido desenvolvido.
Deste modo, e caso não concordem, se pudessem decidir qual seriam as vossas opções? Que Lajes do Pico pretenderiam para o futuro? Quais são as vossas necessidades mais urgentes? O que vos faz falta? Quais as principais falhas e aspectos positivos do trabalho desta vereação?

Espero que não entendam este comentário como arrogante ou impertinente. É só uma tentativa de alguém que está longe de perceber como é a vida nas Lajes do Pico.

Como última nota de um comentário já bastante longo, esclareço desde já que não tenho qualquer afinidade partidária ou mesmo com qualquer político. Antes pelo contrário. São pessoas cujo convívio eu faço questão que seja reduzido ao estritamente necessário.

Agradeço desde já qualquer contributo que venham a dar (nem que seja mandar-me dar uma volta).

Cumprimentos,

Miguel
Miguel T. a 15 de Outubro de 2007 às 18:18

Como Lajense aceito a sugestão feita pelo Miguel para dar a minha opinião sobre o que deveria tersido feito e não foi:1. Recuperação dos antigos caldeiros do Caneiro. A obra foi iniciada pela Câmara, sem projecto, com base numa foto antiga e há alguns anos aguarda conclusão. Como é uma memória da baleação deveria ou dar-se por concluida e recorrer-se a fotos antigas colocadas no local ou ser concluída.
2. Casa da Maricas Tomé: o imóvel em adiantado estado de degradação, oferece perigo à segurança da população. O Município aguarda que o GR ali instale serviços da segurança social, mas até agora nada. Como não há nenhuma unidadehoteleira digna desse nome nas Lajes, deveria tilizarse\esse imél paa um pequeno hotel, recorrendo-se ao espaço contíguo tb da Câmara, onde se pretende construir um Teatro Municipal. A questão é de prioridades: construir um Teatro Municipal AGORA, no espaço contíguo é inviabilizar uma actividade econõmica geradora de emprego e de fixação dos jovens. Basta só dizer que as Lajes está a peder população e quem constrõi fá-lo na periferia, sem que haja um plano de pormenor na Silveira, na Almagreira ou na transversal. Até agora, a única rua aberta com esse objectivo foi a do bairro, na Ribeira do Meio e está como está.
Por outro lado há dois edfícios degradados nas Lajes pertencentes(?) à Planipico(?) e em ruinas cuja traça merece ser preservada. Que tem feito a Câmara, que mais não seja no ambito da protecção civil para acautelar os cidadãos?
Quanto a caminhos, há muito se aguarda que o Município proceda ao melhoramento dos pisos, mas nada foi feito embora haja perspectivas de alguns quilómetros de asfalto.
Vai a Câmara construir um parque de estacionamento na Rua direita. Ao que consta, o projecto é isso mesmo - melhoramento do piso e pouco mais quando se poderia ter pensado num parque subterrâneo e num espaço reservado ao comércio e até serviços camarários. Porque não?
Não entende Miguel T. porquê tanta celeuma em volta do Chefe de Gabinete da Presidente. Trata-se de um cidadão, marido da Presidente e Professor na Universidadede Evora onde se desloca frequentemente e durante dias, para leccionar. O assunto está a ser analisado pela inspecçao administrativa regional que ou o arquivou ou prossegue.
Pretendiamos sobretudo uma Câmara captadora de investimento, que promovesse mais o concelho e olhasse tanto para este sector como olha para a exibição de filmes, para a edição de revistas literárias ou de livros de escritores de outras ilhas. Tudo isso se justifica quando um concelho tem o mínio para desenvolver-se, na actividade turística para a qual temos grandes apetências e somos muito visitados.
Visitar as Lajes e ter de ir ficar para um dos hotéis da Madalena é não utilizar uma mais valia importante para a Vila Baleeira.
Sabe, Miguel T. gerir um concelho pequeno é difícil porque as verbas são reduzidas. Por isso mesmo há que encontrar formas de aumentar as receitas com novos investimentos e novos negócios e, sobretudo atrair mais gente e fixar os naturais. Esta melindrosa e dificil equação nunca a vi discutida pela CM das Lajes do Pico e muito menos vi promover o que quer que fosse para trazer novas ideias para a sua resolução. Criticamos a inércia porque gostamos da nossa\ terra e gostariamos de vê-la tão desenvlvida como o foi há umas décadas.
Boca do caneiro a 16 de Outubro de 2007 às 13:19

Já agora, uma última pergunta. Alguém me sabe explicar a razão de tanta polémica sobre o "Chefe de Gabinete Municipal"?

já percebi que é uma pessoa das relações da actual presidente... independetemente desse aspecto, tem apresentado trabalho válido?

Miguel
Miguel T. a 15 de Outubro de 2007 às 18:38


Obrigado, caro "boca do Caneiro".

Compreendi perfeitamente.
Estando eu ligado ao Planeamento urbano e à função pública, alerto só para o facto de muitas vezes não depender exclusivamente do município a concretização de certo tipo de iniciativas.
A titulo de exemplo, os casos de recuperação de imóveis degradados que mencionou, no caso de serem propriedade privada, ou pior ainda, serem de outro departamento do estado (que não o município) são motivos mais que suficientes para tornar complexo o seu processo de recuperação. Já agora, relativamente ao estacionamento subterrâneo, normalmente revelam-se investimentos excessivamente caros para ao fim a que se destinam, o que conduz a que raramente seja economicamente viável a sua execução.... especialmente quando para que os mesmos existam, deixem de ser feitos outros investimentos eventualmente mais importantes. É a tal questão da manta curta... tem tendência a não esticar.

Obviamente que quando me pronuncio, falo no sentido geral dado que não conheço suficientemente os casos particulares questão.

Agora e em contrapartida, a ausência de Planos de Pormenor e/ou de Urbanização que venham estruturar esses espaços e que refere já revela aparentemente uma lacuna que seria bom corrigir quanto antes.

Por outro lado, fico com a impressão que, independentemente de se concordar ou não com as opções assumidas pelo executivo, o principal problema parece ser a falta de comunicação e discussão dos fundamentos das mesmas. Ou seja, parece-me que haverá uma certa falta de explicação e esclarecimento públicos por parte da vereação tanto sobre as opções assumidas como do rumo pretendido. Estou correcto? Se estiver, é também um lacuna grave e, infelizmente, excessivamente usual no panorama político actual. É pena. É obrigação do estado assegurar e incentivar a participação e informação pública nas decisões.

Como modo de contrariar isso, este e outros meios de comunicação são essenciais, em paralelo com a participação nas reuniões públicas de Câmara. Outro recurso importante é a participação formal dos cidadãos. Nada como por escrito de forma construtiva as dúvidas, questões e esclarecimentos que necessitam sobre assuntos específicos. É um direito que vos assiste.

Da minha experiência profissional, retiro que muitos mal entendidos ou opiniões contrárias resultam disso mesmo. Falta de Informação. Enquanto não nos for explicado de forma fundamentada a razão de ser de determinada opção, naturalmente não aceitamos facilmente a mesma.

Quanto ao caso do Chefe de gabinete, tem razão. Nada como esperar pelas conclusões do inquérito.

Já agora, quanto à Unidade hoteleira (aí como utente e profissional já estou mais à vontade) digo só que fiquei muito bem alojado nas Lajes do Pico no espaço Talassa (passo a publicidade). É um sitio que já recomendei a várias pessoas. Recomendo bastante cuidado com a alegada necessidade de uma nova unidade hoteleira. Pode ser verdade mas atenção à sua dimensão. Na minha modesta opinião a vocação e mais valia do Pico e das Lajes será muito mais valorizada através dos pequenos hotéis de charme e unidades de turismo rural ou similares do que através de investimentos faraónicos que raramente trazem tantos benefícios aos locais como o prometido. Podemos correr o mundo e não ter qualquer dificuldade em encontrar os hotéis do costume... vai mudando só o cenário. Agora encontrar o que eu encontrei aí, só muito (e cada vez mais) raramente. Basta ver o que se está a passar em S. Miguel ou no caso extremo na Madeira e Algarve. Cada vez mais perdem o interesse e “globalizam-se”.

Espero que entendam que o que é hoje um problema para vocês, é o vosso maior potencial: Ainda não estragaram nada! Agora é só intervir com cuidado.

Mais uma vez obrigado e cumprimentos.

Miguel
Miguel T. a 16 de Outubro de 2007 às 14:45

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