Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

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Out 07

Uma maternidade...(finalmente houve um governo que se compadeceu das mães e suas famílias picoenses e devolveu um direito antigo!)

Uma ambulância marítima, em construção nos estaleiros de Viana do Castelo, para transportar os doentes do Pico para o Faial...foram estas as promessas que o Governo anunciou para resolver (alguns) dos problemas da saúde no Pico.

Continuanos a viajar para o Faial para encontrar melhoras, pois dependemos do Hospital da Horta para o bem e para o mal. Mas quem necessita de ir a São Miguel, tem de ir à Horta beijar a mão "aos santos" e receber guia de marcha (às vezes para a eternidade) para poder rumar ao Hospital do Divino Espírito Santo.

Melhor estão os jorgenses, os graciosenses e os marienses: vão directamente para Angra ou Ponta Delgada. 

O estudo sobre a saúde nos Açores em 2005 (SREA) revela dados muito curiosos sobre os cuidados de saúde no Pico. Quem se der ao trabalho de os comparar, chega a conclusões muito pertinentes.

O Pico, com 15 mil habitantes, tantos quantos o Faial, está prejudicado na prestação dos cuidados de saúde, que outros têm com melhor qualidade e menos custos para os utentes.

Uma ambulância marítima, para continuarmos a passar o mar por vezes tempestuoso, uma maternidade, que já houve?

Quando se olha para o Pico com olhos de ver?

E para as Lajes?

No Centro de Saúde das Lajes em 2005 houve cerca de 30 mil análises clínicas, na Madalena 70 mil e S.Roque 32 mil. Porquê tão poucos exames nas Lajes quando o concelho tem 5 mil habitantes?

Electrocardiogramas fez-se nas Lajes 1.084, Madalena 1.393 e S.Roque 961; Exames radiológicos: 3.057 nas Lajes, 5.693 na Madalena e 2.774 em S. Roque...

Só mais um exemplo : Consultas de Medicina Geral, Lajes.3.000, Madalena 4.365, São Roque 5.970...

Não são evidências demais???

Isto para já não falar do caso caricato e inadmissível de doentes que têm de deslocar-se à Vila e deixar no Centro de Saúda das Lajes o cartão de utente para o médico de família marcar consulta; depois têm de lá voltar para ir buscar o cartão e saber o dia da consulta e, por último, ir à consulta quando deus quer e é servido...

Nos dias de hoje, quando todas as consultas se marcam e desmarcam pelo telefone, voltámos à idade da pedra, da subserviência ao sr. doutor, que cuida dos doentes como e quando tem disponibilidade da sua ocupadíssima agenda na Unidade de Saúde de Ilha...

Quem paga todos os incómodos e sacrifícios? O pobre do doente que não tem alternativa.

Sr. Secretário: Os problemas dos picoenses são estes e outros mais. Cada um sente na carne as insuficiências diárias de ter um reduzido corpo clínico e de não ter hipótese de ir ao Hospital como os praienses, nordestenses, vilafranquenses e outros. Este é um sacrifício muito doloroso para quem vive aqui. Há especialistas? É verdade, mas seria também curioso estudar e investigar por que é que o Centro de Saúde das Lajes é tão parciomonioso nas consultas de especialidade...

Será que os clínicos gerais sabem assim tanto e de tudo?

A telemedicina resolveria muito mais situações e com menos dinheiro. Que falta para mandá-la avançar? 

 

publicado por sim às 14:17

Quero desde já pedir desculpa pelo SPAM (Publicidade Não Solicitada), mas venho anunciar a existência de um fórum criado para a comunidade lajense.

Este é um espaço essencialmente destinado aos mais novos, contudo, estão todos convidados a dar uma vista de olhos naquilo que por lá se vai falando.

Http://lepras.pt.vu

Os meus cumprimentos a todos.

Hugo Goulart a 24 de Outubro de 2007 às 15:43

E todos atiram foguetes. Uma maternidade no Pico.
Já pensaram bem nesta, mentira.
Para funcionar um bloco, sãO NECESSA´RIOS ANESTESISTAS, MEDICOS OBSTRETAS, ENFERMEIROS,ETC ETC.
E uma lancha ambulancia.
Será que o dinheiro que vão receber da Europa os pôs de cabeça às avessas?
Com estas afirmações disparatadas fico a pensar que nãopassam demais uma "promessa politica".
Uma ambulancia maritima?E quando o mar estiver pelos altas? Julgo que é necessário todos,mas todos pormos os pés no chão e deixar de acreditar em algo que nada resolve.
anonimo a 24 de Outubro de 2007 às 23:23

Uma maternidade para nascer no Pico? Será mesmo?
De facto, César surpreende, pela positiva, sejamos justos.
E para evacuar doentes (raio de palavra esta de evacuar, mas não consigo encontrar outra), teremos um navio ambulância. Como na Batalha Naval? E nós a pensar que eles contavam os trocos antes de mandar evacuar alguém de helicóptero... Já agora não haverá p’raí algum helicóptero ambulância?
Pois sim, nada de políticas comezinhas, continuaremos a atravessar o canal... mas agora de navio ambulância. Talvez com piscina. E se continuarmos renitentes, haverá whale watching durante a viagem. Desde que esta acabe no Faial, claro está.
Podem crer, concidadãos, que eu até me arrepiei quando solicitaram a César mais uma ligação aérea. Pronto, pensei, magnânimo como é, vai oferecer-nos mas é grande um porta-aviões. Mas com ancoradouro no canal. Talvez a deslizar sorrateiramente para o outro lado.
No entanto, fico sempre contente quando as politicas para o Pico servem o Faial. Somos generosos. Já agora, não haverá nenhuma política em sentido contrário?
Patriota d'uns actos a 25 de Outubro de 2007 às 03:02

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