Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

22
Jan 08

Leitor deste blog, deixou o endereço para, quem o quiser fazer, assinar uma petição a solicitar mais vôos de TAP/SATA int. entre Lisboa e o Aeroporto do Pico.

É uma boa forma de trazer o assunto para a agenda do dia e de reafirmar uma constante reivindicação e necessidade que só não vê quem não quer.

Peço a todos quantos lêem este blog que assinem a petição (julgo que deveria constar também o nº do Bilhete de Identidade ou do Cartão de Cidadão).

O documento deverá ser entregue na Assembleia da República, Assembleia Legislativa Regional e Governo Regional para procederem em conformidade.

Como aqui temos repetidamente afirmado, é neste actos de cidadania que se constrói a democracia e se luta pelos direitos dos povos e da nossa Ilha.

O investimento no aeroporto do Pico, ainda não terminado, ultrapassa os 4 milhões de contos!!! muito dinheiro que não se pode desperdiçar sem ser rentabilizado para  proporcionar melhor qualidade de vida aos residentes e visitantes.

 

Assine aqui: http://www.petitiononline.com/PicoTAP/

publicado por sim às 17:55

Eu, mais que ninguém, estou de corpo e alma com toda e qualquer iniciativa que vise o aumento de voos para o Pico. Nem que fosse por elementar justiça, o que já não é pouco, mas não só!...
Também já "assinei" a petição. No entanto li um comentário em que uma pessoa sugeria, se não estou em erro, que as chamadas forças vivas (Autarcas e Deputados, principalmente!) deveriam ter uma importante palavra a dizer, na matéria.
O que pensam sobre isto, os meus amigos?
Abraço para todos.
artur xavier a 22 de Janeiro de 2008 às 18:45

Nesta petição há um PAULO PEREIRA (assinatura nº 5), que obviamente não sou eu e descobri por acaso. Claro que há muitos maneis na terra, mas também existe interesse em desacreditar a iniciativa. Será conveniente pedir os nomes completos na próxima petição.
Não sei se esta petição terá êxito. Nem se esta é a forma mais correcta de exigir os nossos direitos.
Sei contudo, que se apenas cruzarmos os braços e não tentarmos nada, nada nos será dado. Disso tenho mesmo a certeza e daí a minha assinatura (nº 167).

http://www.basaltonegro.blogspot.com/
Basalto Negro a 24 de Janeiro de 2008 às 00:04

TOMO A LIBERDADE DE TRAZER AQUI UM MODESTO ARTIGO PUBLICADO NO "JORNAL DO PICO" DA VILA DE SÃO ROQUE DO PICO:
OPINIÃO
Ei-los que partem… no “Cruzeiro” para o Faial… para tomar a “TAP” para Lisboa…
Alunos universitários da ilha do Pico

É um assunto recorrente. Ontem, 4 de Janeiro e hoje, 5 de Janeiro, foram dezenas e dezenas de jovens estudantes universitários ou jogadores federados que tiveram de rumar à vizinha ilha para aí tomar o transporte aéreo, concessionado em concurso público, para rumarem ao continente, para prosseguirem os seus estudos e ou actividades, porque, só por isso mesmo, porque no Pico não tinham saída aérea assegurada, nem mesmo utilizando o caduco percurso Pico-Terceira-Lisboa .
O Dr. Manuel Tomás, ilustre director do jornal “Ilha Maior”, referiu-se recentemente – em balanço político de fim de ano – à frustração aérea da ilha do Pico… Frustração porque não se percebe que, quando uma companhia aérea, concorrendo a uma rota, em concurso público nacional, prefere criar uma situação comercial confortável, diluindo a anterior concorrência de rotas e aliando-se à anterior concorrente-adversária : entenda-se o acordo TAP-SATA …
Claro que, todos nós sabemos, esperamos que também o nosso Governo não o esqueça, tudo isto concorre para as estatísticas. Quais? As que dizem que determinada rota aérea – uma das que a TAP ganhou em concurso – tiveram um aumento percentual no ano tal de x por cento. Poderá ser, por exemplo, a rota Horta-Lisboa ? É essa mesmo que vive, não raro, à custa do sofrimento, dos transtornos e da frustração de outros e da inadequada calendarização de voos de outro aeroporto, o do Pico. Claro que se ele existe é para ser utilizado e para servir os picoenses. Só isto. Não se exige nada de mais.
A TAP para o Pico, para a “Corrida dos Reis” da dinâmica freguesia de São Mateus, pode programar um voo extra. A TAP, para o Pico, aquando das anteriores edições dos torneios de futebol juvenis do Vitória Picofut ?), pelo Carnaval, igualmente programava voos extras. Porque não os programa, atempadamente, esses voos suplementares Lisboa-Pico e Pico-Lisboa , nas épocas de férias estudantis?
Hoje até por razões de avaria técnica o voo só saiu às 19,00 horas, os passageiros que se destinavam ao Pico chegaram depois do Cruzeiro já ter feito a última viagem deste dia… tiveram de ficar mais uma noite no Faial, sem qualquer protecção da companhia aérea transportadora, até parece ou será que, neste particular, nos querem fazer crer que estamos no Terceiro Mundo?…
É deveras deprimente saber-se que ali ao lado, em Santa Luzia, temos um aeroporto capaz de receber os mesmos aviões que irão escalar a ilha vizinha, dali a uma ou duas horas só porque a inveja e a miopia tacanha de uns poucos, onde se incluem todos os que, deliberadamente, não lutam nem informam com verdade, os números de todos os passageiros que, oriundos da ilha do Pico, são obrigados a passar um canal – alguém, que muito prezo, liricamente (?) há anos chamava-lhe vereda fraterna – que mais tem sido de subserviência do que de libertação… para depois poder aceder a um transporte aéreo que, agora já não o entendemos, nos poderia e deveria ser facultado nestas épocas de maior fluxo de passageiros Pico-Lisboa .
É que, enquanto houver a “fuga”, quase desenrasca, de sair pelo aeroporto da ilha vizinha, sem que se contabilize quantos são obrigados a optar por essa situação limite, continuaremos a ver os aviões aterrar, vindos de Lisboa, por obrigação governamental regional, apenas uma vez por semana. E nisso as agências de viagens aéreas poderiam ter um papel bem diferente para melhor, mas, elas parece que não existem com essa função…
Então o que nos resta? Clamar, clamar, clamar e ver os nossos filhos continuarem a sair por outra ilha, e alimentando as estatísticas do movimento desse mesmo aeroporto…
Mas continuarei a exercer um dos meus direitos de cidadania: reclamar, continuarei a reivindicar, mesmo quando os meus filhos já não forem universitários, porque continuaremos a ter RAZÃO EM PEDIR MAIS VOOS DA TAP PARA O PICO.
Vila de São Roque do Pico,
2008.01.05
Rui Pedro Ávila
RUI PEDRO AVILA a 24 de Janeiro de 2008 às 11:18

faço minhas as palavras do rui e espero que estes comentários cheguem a quem de direito tem e deve resolver este problema que muito fificulta quem é do pico e quer viajar para o continente tem de ir para a horta para chegar a tempo ás aulas que não começam na terça mas sim na segunda feira. as estatisticam tem sempre um aumento para aeroporto da horta e não sei porquê diminuição para a ilha do pico, só um dos pais que tem filhos a estudar no continente mais propriamente na covilhã e que o meufilho tem de ir pela horta no avião que são por volta das13 horas e só chega acasa no dia seguinte, por favor meus senhores tenham dó e olhem para os estudantes do pico com mais atenção somos cidadãos como os da horta e mais lhe digo que na viagem de natal o avião veio para a horta com metada das pessoas e por coicidê4ncia todas elas do pico
Anónimo a 24 de Janeiro de 2008 às 12:59

Querido Amigo Rui Pedro
Acabo de ler o teu artigo e, podes crer, estou comovido! Que se lixem todos os que pensam que é pieguice. Estou-me nas tintas (Para não utilizar um termo mais forte!), para esses. Que a voz nunca te doa e que continues a exprimir o teu pensamento como Homem livre, que és!
Sempre ouvi dizer que a Justiça tarda, mas não dorme. Podes crer, amigo, que um dia ela chegará. Porque não pode ser de outra forma, por muitos "padrinhos" que existam por esse mundo fora.
Um saudoso abraço.
artur xavier a 24 de Janeiro de 2008 às 22:49

Amigo Rui, estou completamente de acordo contigo.


Um grande abraço

Medina
josé manuel medina a 24 de Janeiro de 2008 às 15:39

Realmente concordo com o sr.Rui Pedro Ávila, só que acho piada a antigos politicos e no caso do senhor Rui Pedro que enquanto teve responsabilidades politicas no caso de deputado poucas vezes se ouvia a sua voz a defender e reclamar com frontalidade o que é direito para a nossa ilha não sei se com medo de represalias do partido ou não e agora depois de não estarem vinculados a nada são a voz da razão e da verdade mas infelizmente ou felizmente não é caso unico pois á mais para ai na mesma situação ou pior,
ainda existem aqueles actualmente que foram eleitos pelo povo e pouco fazem pela sua terra.
Carlos Silva a 25 de Janeiro de 2008 às 11:08

Se lhe serve de esclarecimento, Sr. Carlos Silva (não sei se o conhecço) aqui vai uma das muitas intervenções que fiz na Assembleia sobre esta matéria, esta em 16 de Março de 1994:
Presidente: Para uma intervenção tem a palavra o Sr. Deputado Rui Pedro Ávila.
Deputado Rui Pedro Ávila (PS): Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Uma pequena informação prévia para dizer a V. Exas. que esta intervenção estava preparada e pronta mas que por falta de tempo não pude fazê-la ontem.
Também outra informação prévia que terá 2 pontos principais que quero salientar agora.
Há cerca de um ano, aquando da visita desobriga que o Governo efectuou à Ilha do Pico, um dos vários assuntos que voltou a ser reivindicado pelos Deputados e Autarcas da Ilha, foi o alargamento e aumento da pista do Aeroporto do Pico. Então e pela primeira vez o Governo anunciou que finalmente estava previsto no Plano a Médio Prazo o seu alargamento, mas logo o Secretário Regional das Obras Públicas prevenia em tom autoritário como se de Professor e Alunos se tratasse: "Não peçam depois do aumento da pista, voos da TAP", ao que respondi:" Não, não Sr. Secretário, bastam uns "voos charters" de vez em quando..."

(Risos dos Deputados Rui Melo e Jorge Valadão)

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Depois de ter ouvido a jornalista Maria Gaspar comentar as notícias na RDP da última 2ª feira, referindo nomeadamente que, a falta de "voos charters" era um dos maiores obstáculos ao tão desejado desenvolvimento do Turismo Regional, - isto é: de todas as Ilhas - charters esses dirigidos a esta ou aquela ilha directamente, consoante a vontade ou interesse dos operadores turísticos, pois só estes sabem os circuitos que comercialmente devem desenvolver, depois disso repito, recordei-me então daquela conversa com o Secretário Regional das Obras Públicas que acima relatei e na qual pedia já um voo charter para o Pico, desde que o Governo dotasse o nosso Aeroporto com as necessárias dimensões.
Por isso é necessário mais uma vez chamar a atenção de que compete ao Governo infraestruturar e só depois os operadores turísticos têm possibilidades de desenvolver a sua função.
Fica registada a ideia e a história nesta Assembleia para marcar a posição e a verdade sobre quem defende os investimentos prioritários da Ilha.
Prometemos voltar ao assunto.
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
É meu dever, como Deputado eleito pela Ilha do Pico, voltar novamente a referir nesta Assembleia, a situação difícil, porque passam os agricultores - produtores de leite - cerca de quatro dezenas - da zona sul da Ilha, fornecedores da empresa de lacticínios Miragaia nas Lajes do Pico. E refiro-o porque julgo que se deve encontrar uma solução por parte do Governo e das Secretarias do Comércio e da Agricultura para estes casos pontuais.
Todos sabemos que existem bloqueios neste sector, em especial no circuito de comercialização dos nossos produtos de lacticínios dos Açores para o mercado Continental, provocados por uma concorrência "selvagem" e muitas vezes desigual, a que não é alheia a grande capacidade de produção dos industriais europeus que invadem com os seus produtos o mercado do nosso País, juntando-se agora e na opinião de muitos, o pseudo favorecimento por parte do Governo, a unidades industriais cooperativas em detrimento dos industriais privados.
Não queremos alinhar com estes que, afirmam existir hoje na economia açoriana deste sector, excesso de protecionismo por parte do Governo às cooperativas, porque na altura em que os industriais privados quase abandonavam as Ilhas do Pico, Faial e Flores, defendemos o apoio e intervenção do Governo, precisamente através da implementação de medidas que possibilitassem o aparecimento de unidades industriais de lacticínios, propriedade de cooperantes, nessas Ilhas. Damos mesmo o benefício da dúvida e julgamos que a situação tende a normalizar em face dos apoios governamentais concedidos. Agora o que não podemos aceitar de modo algum, é que possa haver qualquer tipo de apoios financeiros, para pagamento de prejuízos de mera gestão corrente ou similares, que não abrangam também os industriais privados, o que dizem e parece estar a acontecer. Se tal favorecimento existir, é, em nosso entender, um atentado à chamada "livre concorrência"
RUI PEDRO AVILA a 25 de Janeiro de 2008 às 13:03

E adianto ainda uma nota sobre a discussão parlamentar que se seguiu, nesse dia:
(Aplausos da bancada do PS)

Presidente: O Sr. Secretário Regional do Turismo e Ambiente pede a palavra para prestar esclarecimentos, naturalmente.
Secretário Regional do Turismo e Ambiente (Eugénio Leal): Exactamente.
Sr. Presidente, Srs. Deputados:
Apenas um esclarecimento relativamente à primeira parte da intervenção do Sr. Deputado, porquanto fê-la partindo dum pressuposto dum comentário às notícias duma jornalista, a qual eu muito respeito e reconheço excelentes qualidades jornalísticas e um bom trabalho feito nessa matéria, mas em relação à qual estou em desacordo sobre aquilo que ela diz, relativamente ao futuro do turismo nos Açores passar, fundamentalmente, por "charters".
Se lhe reconheço qualidades jornalísticas, não lhe reconheço, porém, competência em matéria turística e daí a razão de pensar que a base do Sr. Deputado é falaciosa.
De qualquer forma, quero aqui dizer que em relação aos "charters", os mesmos têm sido feitos aqui para a Região, tem sido política quer do Governo Regional quer do Governo da República, autorizar desde o momento que haja condições técnicas para a realização desses voos.
Isto para dizer que entendo que em termos de política de turismo, os "charters" têm o seu lugar, nós não somos contra eles, mas entendemos que não é fundamentalmente por eles que o turismo dos Açores se desenvolve, de acordo com aquilo que está definido em termos do turismo que pretendemos para a Região, ou seja, um turismo principalmente à base de qualidade dos seus turistas.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
Presidente: Tem a palavra o Sr. Deputado Rui Pedro Ávila para prestar esclarecimentos.
Deputado Rui Pedro Ávila (PS): Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Srs. Membros do Governo:
Eu não quero sequer estar a defender uma senhora jornalista que, como é conhecido de todos, é da vossa área política. Não é isso que está em causa.
Inclusivamente, posso até afiançar-lhe que as afirmações produzidas por ela chegam ao cúmulo de dizer isto:
"Não sei o que é que se faz nesta Região, a nível do Governo, que só andam em seminários e em estudos. E eu, como Directora de duas publicações, se aceitasse todos os convites que me dirigem, não fazia outra coisa senão andar nesses seminários, nessas jantaradas..." etc. - são palavras dela.
O que eu chamei aqui à colação, Sr. Secretário, e V. Exª. percebeu muito bem, foi para alertar para a situação duma ilha com potencialidades.
Eu disse que ia fazê-lo dentro das minhas limitações, mas que não enjeito a responsabilidade política que tenho como deputado eleito por uma ilha.
A ilha tem potencialidades turísticas. A zona onde está implantado o aeroporto, é um crime o Governo ainda não ter olhado para aquela situação!
É um aeroporto que poderia ser perfeitamente um aeroporto de alternativa à Ilha do Faial que está ao lado, como V. Exª. sabe, e sei que pensa como eu também, porque - é verdade - é uma zona baratíssima. Os terrenos já estão adquiridos e pagos pela Região. A empresa esteve lá a pôr aquele novo revestimento betuminoso e bastava só mais 100 mil contos - vejam lá isso o que era!
Naquela altura até as 3 Câmaras se disponibilizaram, dentro dum princípio de cooperação com o Governo, a ajudar a acabar a obra.
Portanto, o crime cometido para com aquela ilha, nunca mais poderá vir a ser sanado, se V. Exas. não olharem para isto e agora!
Era este o alerta que eu fiz já na primeira parte da minha intervenção. Não é afirmação falaciosa, Sr. Secretário Regional! E V. Exª. sabe que não é!
Muito obrigado.

ESTA UMA DAS MUITAS INTERVENÇÕES POLITICAS QUE TIVE SOBRE ESTE TEMA.
RUI PEDRO AVILA a 25 de Janeiro de 2008 às 13:04

É revoltante olhar o impedimento que tem sido criado ao desenvolvimento desta ilha...este é um momento crucial, pois atendendo aos dados do ultimo documento do serviço regional de estatística (Demografia 2005) dentro de alguns anos a população do Pico terá diminuido bastante e nessa altura que poder reivindicativo teremos?

alguns indicadores observados nesse documento:
Índice de envelhecimento:
Açores (63,4) / Pico (136.2) – apenas superado pelo índice de envelhecimento do Corvo

Excedente de vida:
Açores (580) / Pico (-97) – Pico foi o valor mais significativo

Taxa de mortalidade:
Açores (10,1%) / Pico (15,7%) - O Pico apresenta o valor mais elevado da região

Crescimento natural:
Açores (2,4) / Pico (-6,6) – Apenas a Graciosa apresenta um crescimento inferior

Crescimento da população:
Açores (4,3) / Pico (1,4) – Apenas S. Jorge apresenta crescimento menor

Saldo natural:
Açores (1155) / Pico (-146) – valor mais significativo da região

População da ilha do Pico:
13º Recenseamento da população (Censos 1991) – 15202 habitantes

14º Recenseamento da população (Censos 2001) – 14806 habitantes

População residente calculada (31 Dezembro 2005) – 14750
Anónimo a 27 de Janeiro de 2008 às 21:53

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