Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

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Mai 05
Então nós que residimos aqui é que somos conservadores e não queremos avançar? Então quem paga a esses senhores de fora que aqui vêm ganhar o seu pago com o nosso por editarem revistas cujos títulos já foram editados ( o Jornal dos Açores publicou o seu primeiro número integrando a revista Azorica) por outros meios de comunicação social?

As Lajes não precisa desses estrangeirados que vivem no Alentejo e trabalham esporadicamente nas ilhas. Fiquem por lá, ou então mudem-se para cá de armas e bagagens.
De contrário, não entenderão o nosso universo insular. São continentais e só a lingua nos une. A nossa ideossincrassia é diferente, a açorianidade é uma cultura e uma vivência que só os que cá vivem entendem.
publicado por sim às 18:12

Meu Caro:
Tá enganado, não sou arquiteto, não escrevo revistas e muito menos as edito.
Vivi muitos anos na Lajes e,p.ex., as lágrimas vieram-me aos olhos quando assisti ao último jogo de futebol no velhinho campo das Lajes (com o Velense eo eng. Roberto a jogar pelo "inimigo")e guardo as fotos que tirei, religiosamente, como se guardam as fotos dos familiares perdidos. Quantas vezes eu joguei à bola naquele campo! E quantas vezes me sentei no muro a ver jogar os mais velhos (e os mais novos).
Nessa noite jantei no bar do Lajense e nem mesmo alí senti alguma contestação. Era para fazer não sei o que, em não sei quanto tempo. ´
Já foi feito?
No dia seguinte, tal como já o tinha feito antes, dirigi-me pessoalmente ao eng Claudio Lopes afirmando-lhe mais uma vez que estava a cometer um erro grave e a resposta foi que a não ser eu ninguém tinha contestado a decisão directamente, só nos cafés e na pesqueira.

Poucas semanas depois aceitei trabalho no Alentejo (onde vim encontrar imensos açorianos a quem essa doença da idiossincrasia já passou) de volta a uma região onde nasci mas onde não vinha desde que entrei na Universidade (e já foram muitos anos). Volto às Lajes todos os anos pelo menos duas ou três vezes (não consigo viver sem ver aquele mar, sem me sentar na pesqueira e recordar as histórias que o "velho" Costa me contou, sem tomar um banho na rampa ou sentar-me no caneiro - com ou sem monumento, não me importa - sem ir ao miradouro das Terras e pensar "que grande é o mundo) para rever amigos e verificar que tudo está cada vez mais na mesma.
Deve saber, até porque decerto já o comentámos em conversas que tivemos juntos, que todos os sistemas fechados têm tendência a extinguir-se, num movimento de autofagia social do qual as Lajes padecem.
Seleccionar naturalmente a qualidade e a funcionalidade não é mau, mas tentar transformar a dita "açorianidade" numa cultura de guetto para pessoas com um certo pedigree.

Concretamente sobre a revista:
César (o romano não o Carlos) quando as noticias não lhe agradavam matava o mensageiro.
Se calhar devia questionar quem encomendou o trabalho e porque razão não foram escolhidos outros projectos? ou será que quem encomendou está a passar um atestado de incompetência a alguém?

Sempre ao seu dispôr quando quiser discutir algo sobre a minha terra (as Lajes do Pico)sem guettos, sem pedigrees, mas com a paixão e a frieza de quem quer realmente o desenvolvimento sustentado. E com todos os Lajense (os residentes, os da diáspora e os do coração).

Dentro de umas semanas sentamo-nos no Ritinha,você arranja as lapas, eu pago as médias ou o vinho e discutimos o assunto.

Ricardo Soeiro Filho Ricardo Soeiro Filho
(http://tem-dias.blogspot.com)
(mailto:soeiro-filho@mail.pt)
Anónimo a 21 de Maio de 2005 às 01:07

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