Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

26
Abr 05
Aconteceu o nosso sonho. A TAP aterrou em meia pista, com os picoenses de gema presentes. Sim porque alguns que se dizem da terra, gozaram coim o nosso entusiasmo e alegria. É pena, mas nem todos sentem e tem alma de picarotos.
Foi um dia histórico e para a história ficam as palavras do Presidente que também se emocionou quando no ar viu que todos os caminhos íam dar ao aeroporto.

"é “uma nova janela de oportunidades que fica aberta nesta ilha, sugerindo novos voos para o progresso económico e social” da ilha.



A afirmação é do presidente do Governo Regional, Carlos César, pouco depois de ter chegado à ilha montanha no voo inaugural da TAP, proveniente de Lisboa.



Considerando que este foi “um dia grande” para o Pico e para os Açores, o chefe do executivo realçou as dificuldades encontradas para levar à prática esta componente do novo modelo de transporte aéreo definido pelo Governo.



“Havia quem afirmasse que o piso da pista do antigo Aeródromo do Pico não tinha a compactação suficiente para aterrar aviões de maior dimensão, havia quem argumentasse que esta “gateway” não se justificava por não ter viabilidade económica; enfim, havia quem não quisesse, por razões que ainda hoje desconheço!”, sublinhou.



Apesar disso, acrescentou, o Governo “foi determinado nos seus propósitos” e levou o projecto avante porque, explicou, “o modelo de desenvolvimento que adoptámos para os Açores implica um claro empenhamento no crescimento integrado de todas as nossas ilhas, e esse empenhamento não foi nem é revogável por quaisquer considerações marginais aos esforços de concretização do interesse regional”.



Carlos César disse, depois, que não foi nem é por “uma obsessão reguladora conceptualmente desactualizada e artificializadora” que os açorianos, desde o início do seu regime autonómico, lutaram para criar as condições para que os bens e serviços essenciais custassem sensivelmente o mesmo em todas as ilhas do arquipélago, luta que, acrescentou, para quem não vive na Região é, por vezes, difícil entender.



“Fazemo-lo, porque, numa dimensão nacional e regional solidária, importa ajudar a suprir obstáculos potencialmente permanentes que impedem a concretização de níveis de acesso ao bem-estar e à competitividade económica dos nossos espaços territoriais” e é nesse contexto que deve ser encarado, “certamente ainda por um período de tempo consolidado, o serviço público de transporte aéreo de e para os Açores, incluindo, agora, as ilhas do Pico e de Santa Maria”.



O chefe do executivo considerou a abertura das “gateways” do Pico e de Santa Maria como “um passo importante” para que, nestas duas ilhas, o sector turístico tenha “um forte impulso e uma tendência multipolar”, não deixando de reconhecer que os resultados “nunca são imediatos”.



O investimento envolvido nas diversas obras do Aeroporto do Pico, cuja pista foi ampliada e certificada pelo INAC, ainda em 2004, ronda os 26 milhões de euros e foram projectadas para permitir um acréscimo progressivo das capacidades de utilização.



Nestas obras, estão incluídas a ampliação da pista do aeroporto, o aumento da placa de estacionamento das aeronaves e a sinalização luminosa e a construção da nova aerogare (que ficará com uma área útil aproximada de seis mil metros quadrados), da torre de controlo, das diversas infra-estruturas e equipamentos ligados aos bombeiros, do parque de estacionamento de viaturas, das vias de acesso rodoviário, da aquisição de mobiliário e de terrenos e da instalação de ILS – Sistema de Aterragem por Instrumentos, cujo programa preliminar já está concluído.



Carlos César reconheceu, por outro lado, limitações nos aeroportos dos Açores, devido à orografia das ilhas que limita as alternativas à localização das pistas, pelo que o sector do transporte aéreo e das suas infra-estruturas continuará, na legislatura iniciada há cinco meses, “a merecer uma atenção muito especial do Governo Regional”.



Como exemplos de outros investimentos do executivo regional no sector, o presidente do Governo lembrou as obras, em fase final de construção, das aerogares de São Jorge, das Flores e das Lajes, na Terceira, cujo custo previsto ronda os 24 milhões de euros, e anunciou que já foi adjudicado o estudo da melhoria da operacionalidade do Aeródromo de São Jorge.



Aproveitando a presença do secretário de Estado das Obras Públicas naquela cerimónia inaugural, que agradeceu, Carlos César relembrou alguns compromissos “já assumidos, mas não cumpridos, pelos últimos governos da República”, designadamente em relação às diversas infra-estruturas aeroportuárias dependentes da ANA – Aeroportos de Portugal, SA.



“Relembro a ampliação da pista do aeroporto da Horta, em mais 500 metros, e a ampliação da aerogare e da placa de estacionamento no Aeroporto de Ponta Delgada”, disse, tal como referiu a instalação de um radar “que permita ter nos Açores mais um instrumento, de grande importância, de ajuda à navegação aérea comercial, equipamento cujo projecto e instalação está a cargo da NAV Portugal”.



Por outro lado, o chefe do executivo realçou a importância da renovação da frota da SATA - AIR AÇORES, em estudo, investimento que deve, no seu entender, compatibilizar as necessidades de serviço público “com a melhor forma de fazer chegar a todas as ilhas os fluxos turísticos que, neste momento, apenas chegam com maior fluidez a algumas”.



A existência da nova “gateway” para o Pico, explorada em regime de code-share entre a TAP e a SATA, já significou “um forte estímulo ao desenvolvimento local e um encorajador impulso nos projectos de investimento turístico”, revelou, sustentando esta afirmação com o incremento recente de candidaturas de iniciativas empresariais aos diversos sistemas de incentivos às actividades económicas, as quais, sem contar com as relativas ao sector primário, já ascenderam a um valor de investimento superior a 13 milhões de euros.



“Quem tem, ainda, na memória o isolamento que esta ilha sofria há apenas algumas décadas atrás, certamente reconhece a importância do dia de hoje. O Pico deu um enorme passo em frente, cujas consequências serão, naturalmente, mais visíveis a médio e a longo prazo”, concluiu o presidente do Governo.

Agora que venham daí as iniciativas para justificarem ainda mais as nossas espectativas.
Que os picoenses optem por sair e entrar pela sua terra, para que a TAP e a SATA se convençam de que o aeroporto da Horta é alternativa, mas para situações extremas e não para ligações normais.
É aos picarotos que compete defender o seu aeroporto: Viajemos preferencialmente pela nossa "gateway".

publicado por sim às 13:20

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