Vila Primeira da Ilha do Pico. Vila baleeira dos Açores. Mar e Terra cruzam-se numa História de 500 anos.

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Abr 05


1.- O início dos voos entre o aeroporto do Pico e Lisboa, previsto para 20 de Abril, tem gerado alguma perplexidade e incerteza quer nos picoenses quer nos operadores turísticos.
Após a informação prestada no dia 18 de Março pelo Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) às companhias aéreas SATA Internacional e TAP Portugal, que operam nos aeroportos dos Açores, no âmbito do serviço público de transporte aéreo, de que fora aprovada a carta de aproximação por instrumentos ao Aeroporto da Ilha do Pico, julgava-se que se iniciaria, de imediato, a operação regular.
Mas tal não aconteceu. Se a situação ocorresse com uma rota, confirmadamente, mais lucrativa, (um qualquer aeroporto de um cobiçado destino europeu, sul-americano ou asiático, por exemplo) por certo a TAP teria movimentado as suas influências, até diplomáticas para conseguir os seus intentos e logo que chegassem as autorizações, de imediato se iniciaria a operação, meticulosamente programada…
Com o Pico isso não aconteceu. Por culpa da TAP e da SATA-Internacional, que com a sua congénere partilha as mesmas obrigações e responsabilidades de serviço público em sistema de “code-share”.
33 dias é tempo demaisi para quem já deveria ter programados voos, horários, sistema de vendas e informação junto dos operadores turísticos.
Perderam-se quatro meses, tempo precioso para promover um aeroporto dotado de uma pista com 1.760 metros de comprimento. Maior que a anterior e movimentada pista (1.700m) do aeroporto do Funchal, onde os pilotos da TAP operaram anos e anos!
Perderam-se quatro meses na formação do “histórico” do movimento de passageiros que, em 2006, será analisado para se decidir ou não da inclusão ou não deste aeroporto nas rotas das companhias aéreas que operarem nos Açores ao abrigo do serviço público de transporte aéreo com o continente.
Perderam-se quatro meses, que não se recuperarão na época alta, pois a TAP e a SATA – Internacional poderão sempre invocar que aquela rota dá, eventualmente, prejuízo.
Então, para que servirão os avultados investimentos que o Governo Regional está ali a efectuar: nova aerogare, nova torre de controlo, novo quartel de bombeiros, novo parque de estacionamento de aeronaves, novo armazém de cargas, investimentos de alguns milhões de contos?
A promessa cumprida de Carlos César de ampliar o aeroporto do Pico para voos mais altos, foi aplaudida pelos picoenses e Duarte Ponte levou o compromisso até ao fim. Assim sendo, como se põe em causa uma decisão governamental, visando uma estratégia de desenvolvimento de um sector económico cujos benefícios todos começamos a sentir?
Acaso pretender-se-á, com este atraso, regressar apenas às três portas de entrada e saída para o Continente, deixando de fora Santa Maria e o Pico? Ou a estratégia é centralizar no aeroporto de Ponta Delgada todas as chegadas e partidas dos Açores, atendendo à capacidade de transporte das novas aeronaves? O que se está a esconder?
Antevendo que estes cenários são possíveis, aqui deixo as minhas inquietações, que são também as da população picoense, habituada a ouvir dos funcionários da SATA: “Tente o aeroporto da Horta”. Como se o Faial ficasse logo ali e não fosse necessário esperar pela lancha, pagar bilhete, tomar táxi para Castelo Branco e esperar pelo avião, tudo custos e incómodos que, sobretudo doentes, idosos e visitantes não suportam. É assim há anos, com a anuência(?) dos responsáveis da SATA.
O atraso de quatro meses do primeiro voo de ligação com Lisboa, velha aspiração que tanto entusiasmou os picoenses, parece traduzir o velho fadário da Ilha do futuro.
2.- Há dias uma deputada do PSD afirmou no parlamento, que o órgão de pedais da Matriz da Madalena “por mais incrível e lamentável que pareça foi parar ao lixo”.
Fiquei admirado pela contundência desta afirmação que vindo de uma parlamentar devia ser verdadeira e confirmada. Pois nem uma coisa nem outra. No “Ilha Maior” o pároco da Madalena “refutou aquelas afirmações lamentando que a deputada as tenha proferido sem contactar com a paróquia”. E esclareceu que o dito órgão “foi apenas retirado, encontrando-se à guarda da paróquia para ser restaurado quando for possível”.
Espero, pois, como cidadão eleitor que a cidadã-deputada se retrate, suba à tribuna, reponha a verdade e diga que errou. Só lhe fica bem.
Caso contrário será mais um mau exemplo prestado à democracia e à política.

publicado por sim às 16:52

"Maior que a anterior e movimentada pista (1.700m) do aeroporto do Funchal, onde os pilotos da TAP operaram anos e anos!"

Pena que seja maior que uma pista que sempre foi considerada pequena e com defeciencias ao nivel da segurança, e por tal foi aumentada para 2631 metros. Pena também que não se tenha apreendido nada com o funchal e até a Horta, e tenha sido feita mais uma pista com intenções de receber aviões de médio curso "um bocado curta". Na Madeira não havia espaço, mas mesmo assim arranjaram maneira de aumentarem a sua pista, pena que no Pico sem falta dele se tenha feito apenas o que se fez. E assim ficamos com os A320 e outros aviões similares com limitações de peso há saida! Ou seja só dá para levar combustivel para chegar a Lisboa ou tem que ficar alguém atrás. Lá se vão as hipoteses de novas rotas! é pena!

Só mais um pequeno reparo, para se ser exacto a pista do Pico tem 1745 metros utilizavéis na descolagem, mas apenas numa pista, do outro lado só se podem usar 1655. E na descolagem ficamos apenas com os 1655 de um lado e 1580 do outro.

Se alguém estiver interessado posso dar-lhe a explicação tecnica de porque é assim, e posso ainda passar-lhe a documentaçãonde essas distancias vem definidadas para o Pico

Um abraço
Rui Medeiros Rui Medeiros
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(mailto:medeirosrui@hotmail.com)
Anónimo a 6 de Abril de 2005 às 20:53

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